Sala Fernando Novais - UFVJM
Avaliação de Políticas Públicas
Ana Hermeto (Cedeplar/UFMG)
DATAS IMPORTANTES
Período de Inscrições no Evento: 26 de junho a 09 de agosto de 2026. (Após essa data, não haverá opção de transporte especial, e a inscrição poderá ser realizada diretamente na secretaria do evento, em Diamantina.)
Período de Inscrições (1º lote): até 20 de julho de 2026
Período de Inscrições nos Minicursos: 29 de junho a 15 de julho de 2026.
9h-10h30
Sala Fernando Novais - UFVJM
Avaliação de Políticas Públicas
Expositor(a):
Ana Hermeto (Cedeplar/UFMG)
Sala Carmen Miró - UFVJM
Inteligência Artificial: modelos de linguagem natural e engenharia de prompt
Expositor(a):
Leonardo Costa Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Sala Wilson Suzigan - UFVJM
2º Workshop Internacional UFMG & University of Leeds: Métodos Teóricos e Empíricos para Análises Econômicas Contemporâneas
Expositor(a):
Rafael Saulo Marques Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Bianca Orsi (Universidade de Leeds)
Karsten Kohler (University of Leeds)
Patieene Alves Passoni (UFRJ)
Felipe Almeida (UFPR)
Sala Neide Patarra - UFVJM
Abrindo a Caixa-Preta da Econometria Espacial
Expositor(a):
Ricardo Alexandrino Garcia (IGC/UFMG)
10h30-10h45 – Café
10h45-12h
Sala Fernando Novais - UFVJM
Avaliação de Políticas Públicas
Expositor(a):
Ana Hermeto (Cedeplar/UFMG)
Sala Carmen Miró - UFVJM
Inteligência Artificial: modelos de linguagem natural e engenharia de prompt
Expositor(a):
Leonardo Costa Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Sala Wilson Suzigan - UFVJM
2º Workshop Internacional UFMG & University of Leeds: Métodos Teóricos e Empíricos para Análises Econômicas Contemporâneas
Expositor(a):
Rafael Saulo Marques Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Bianca Orsi (Universidade de Leeds)
Karsten Kohler (University of Leeds)
Patieene Alves Passoni (UFRJ)
Felipe Almeida (UFPR)
Sala Neide Patarra - UFVJM
Abrindo a Caixa-Preta da Econometria Espacial
Expositor(a):
Ricardo Alexandrino Garcia (IGC/UFMG)
12h-13h30 – Almoço
14h-15h30
Sala Fernando Novais - UFVJM
Avaliação de Políticas Públicas
Expositor(a):
Ana Hermeto (Cedeplar/UFMG)
Sala Carmen Miró - UFVJM
Inteligência Artificial: modelos de linguagem natural e engenharia de prompt
Expositor(a):
Leonardo Costa Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Sala Wilson Suzigan - UFVJM
2º Workshop Internacional UFMG & University of Leeds: Métodos Teóricos e Empíricos para Análises Econômicas Contemporâneas
Expositor(a):
Rafael Saulo Marques Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Bianca Orsi (Universidade de Leeds)
Karsten Kohler (University of Leeds)
Patieene Alves Passoni (UFRJ)
Felipe Almeida (UFPR)
Sala Neide Patarra - UFVJM
Abrindo a Caixa-Preta da Econometria Espacial
Expositor(a):
Ricardo Alexandrino Garcia (IGC/UFMG)
15h30-15h45 – Café
15h45-17h15
Sala Fernando Novais - UFVJM
Avaliação de Políticas Públicas
Expositor(a):
Ana Hermeto (Cedeplar/UFMG)
Sala Carmen Miró - UFVJM
Inteligência Artificial: modelos de linguagem natural e engenharia de prompt
Expositor(a):
Leonardo Costa Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Sala Wilson Suzigan - UFVJM
2º Workshop Internacional UFMG & University of Leeds: Métodos Teóricos e Empíricos para Análises Econômicas Contemporâneas
Expositor(a):
Rafael Saulo Marques Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Bianca Orsi (Universidade de Leeds)
Karsten Kohler (University of Leeds)
Patieene Alves Passoni (UFRJ)
Felipe Almeida (UFPR)
Sala Neide Patarra - UFVJM
Abrindo a Caixa-Preta da Econometria Espacial
Expositor(a):
Ricardo Alexandrino Garcia (IGC/UFMG)
9h-10h30
Sala Fernando Novais - UFVJM
Avaliação de Políticas Públicas
Expositor(a):
Ana Hermeto (Cedeplar/UFMG)
Sala Carmen Miró - UFVJM
Inteligência Artificial: modelos de linguagem natural e engenharia de prompt
Expositor(a):
Leonardo Costa Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Sala Wilson Suzigan - UFVJM
2º Workshop Internacional UFMG & University of Leeds: Métodos Teóricos e Empíricos para Análises Econômicas Contemporâneas
Expositor(a):
Rafael Saulo Marques Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Bianca Orsi (Universidade de Leeds)
Karsten Kohler (University of Leeds)
Patieene Alves Passoni (UFRJ)
Felipe Almeida (UFPR)
Sala Neide Patarra - UFVJM
Abrindo a Caixa-Preta da Econometria Espacial
Expositor(a):
Ricardo Alexandrino Garcia (IGC/UFMG)
10h30-10h45 – Café
10h45-12h
Sala Fernando Novais - UFVJM
Avaliação de Políticas Públicas
Expositor(a):
Ana Hermeto (Cedeplar/UFMG)
Sala Carmen Miró - UFVJM
Inteligência Artificial: modelos de linguagem natural e engenharia de prompt
Expositor(a):
Leonardo Costa Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Sala Wilson Suzigan - UFVJM
2º Workshop Internacional UFMG & University of Leeds: Métodos Teóricos e Empíricos para Análises Econômicas Contemporâneas
Expositor(a):
Rafael Saulo Marques Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Bianca Orsi (Universidade de Leeds)
Karsten Kohler (University of Leeds)
Patieene Alves Passoni (UFRJ)
Felipe Almeida (UFPR)
Sala Neide Patarra - UFVJM
Abrindo a Caixa-Preta da Econometria Espacial
Expositor(a):
Ricardo Alexandrino Garcia (IGC/UFMG)
12h-13h30 – Almoço
14h-15h30
Sala Fernando Novais - UFVJM
Avaliação de Políticas Públicas
Expositor(a):
Ana Hermeto (Cedeplar/UFMG)
Sala Carmen Miró - UFVJM
Inteligência Artificial: modelos de linguagem natural e engenharia de prompt
Expositor(a):
Leonardo Costa Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Sala Wilson Suzigan - UFVJM
2º Workshop Internacional UFMG & University of Leeds: Métodos Teóricos e Empíricos para Análises Econômicas Contemporâneas
Expositor(a):
Rafael Saulo Marques Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Bianca Orsi (Universidade de Leeds)
Karsten Kohler (University of Leeds)
Patieene Alves Passoni (UFRJ)
Felipe Almeida (UFPR)
Sala Neide Patarra - UFVJM
Abrindo a Caixa-Preta da Econometria Espacial
Expositor(a):
Ricardo Alexandrino Garcia (IGC/UFMG)
15h30-15h45 – Café
15h45-17h15
Sala Fernando Novais - UFVJM
Avaliação de Políticas Públicas
Expositor(a):
Ana Hermeto (Cedeplar/UFMG)
Sala Carmen Miró - UFVJM
Inteligência Artificial: modelos de linguagem natural e engenharia de prompt
Expositor(a):
Leonardo Costa Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Sala Wilson Suzigan - UFVJM
2º Workshop Internacional UFMG & University of Leeds: Métodos Teóricos e Empíricos para Análises Econômicas Contemporâneas
Expositor(a):
Rafael Saulo Marques Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Bianca Orsi (Universidade de Leeds)
Karsten Kohler (University of Leeds)
Patieene Alves Passoni (UFRJ)
Felipe Almeida (UFPR)
Sala Neide Patarra - UFVJM
Abrindo a Caixa-Preta da Econometria Espacial
Expositor(a):
Ricardo Alexandrino Garcia (IGC/UFMG)
8h30-9h
Teatro José Alberto Magno de Carvalho - UFVJM
Abertura
Expositor(a):
Alessandro Fernandes Moreira (UFMG)
Geferson Giordani Burgarelli (Prefeitura de Diamantina)
Heron Laiber Bonadiman (UFVJM)
Paulo Enderson Oliveira Teixeira (UEMG)
Anderson Tadeu Marques Cavalcante (FACE/UFMG)
Tania Cristina Teixeira (Cofecon)
Luciana Mendes Santos Servo (IPEA)
Bernardo Palhares Campolina Diniz (Cedeplar/UFMG)
João Antonio de Paula (Cedeplar/UFMG)
Marina Moreira da Gama (BNDES)
9h-10h30
Teatro José Alberto Magno de Carvalho - UFVJM
João Guimarães Rosa e os 70 anos de Corpo de Baile e Grande Sertão Veredas
Coordenador(a):
Caio Boschi (PUC-MG)
Expositor(a):
Márcia Marques de Morais (PUC-MG)
Sérgio Alcides Pereira do Amaral (UFMG)
10h30-10h45 – Café
10h45-12h
Teatro José Alberto Magno de Carvalho - UFVJM
BNDES e Desenvolvimento: impactos e avaliações de efetividade
Coordenador(a):
Sandro Peixoto (BNDES)
Expositor(a):
Bernardo Campolina (Cedeplar/UFMG)
Ana Hermeto (Cedeplar/UFMG)
Carlos Frederico Rocha (UFRJ)
Cristiano Silva (UFPE)
Jevuks Matheus de Araujo (UFPB)
Auditório Rodrigo Simões - UEMG
Migração Internacional e Refúgio no Brasil Contemporâneo: Perspectivas de Gênero, Trabalho e Governança
Coordenador(a):
Gisela Zapata (Cedeplar/UFMG)
Expositor(a):
Carolina Moulin (Cedeplar/UFMG)
Gilvan R. Guedes (Cedeplar/UFMG)
Tadeu Oliveira (OBMigra e IBGE)
Thais Albuquerque da Costa (SJMR)
Sala 4 - UEMG
Microdados e os desafios impostos pela LGPD
Coordenador(a):
Eduardo Rios-Neto (Cedeplar/UFMG)
Expositor(a):
Isabel Cristina da Silva Chagas (INEP)
Daléa Soares Antunes (IBGE)
Wagner Meira (DCC/UFMG)
Sala 6 - UEMG
Evolução da Cultura no Brasil
Coordenador(a):
Marina Moreira da Gama (BNDES)
Expositor(a):
Ana Flávia Machado (Cedeplar/UFMG)
Carolina Souza Ribeiro da Costa (ANCINE)
Sala 8 - UEMG
Economia Social e Demografia: Ciclo de Vida, Previdência e Vulnerabilidades
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Bernardo Miranda (UNIFAL-MG)
Juliano da Costa da Silva (UFJF)
Flávia Chein (UFJF)
Marina Mudesto Marques (Cedeplar/UFMG)
Ana Hermeto (Cedeplar/UFMG)
Marcos Winício de Sousa (UFMG)
Ana Paula Santos Carvalho (Unimontes)
Brenda Dias Serra (Unimontes)
Cleyton Teixeira (Unimontes)
Pedro Henrique Leite (Unimontes)
Tânia Marta Maia Fialho (Unimontes)
Sala 9 - UEMG
Macroeconomia, Finanças e Política Fiscal
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Fabrício José Missio (Cedeplar/UFMG)
José Luis da Costa Oreiro
Kalinka Martins da Silva (IFG)
Gabriel Porcile (UDELAR)
Carolina Baltar (Unicamp)
Rosangela Ballini (Unicamp)
Bruno Martins Hermann (FJP)
Silvio Ferreira Junior (FJP)
Guilherme Caetano Maia (FJP)
Sala Fernando Novais - UFVJM
Saúde, financiamento e governança do SUS
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Lara Andrade (UFRN)
Lidia Noronha Pereira (UNIFAL-MG)
Maíra Cristina Sapori (Unimontes)
Henrique Augusto Reis Prudencio (UFMG)
Mônica Viegas Andrade (Cedeplar/UFMG)
Kenya Noronha (Cedeplar/UFMG)
Aline de Souza (UFMG)
Maria Luisa Oliveira Rigotti (Cedeplar/UFMG)
Paulo Estêvão Franco Braga (Cedeplar/UFMG)
Pedro Benner (Cedeplar/UFMG)
Sofia Aguiar (Cedeplar/UFMG)
Henrique Bracarense (UFMG)
Marcelo Fleury (Cedeplar/UFMG)
Clara Sanna (UFMG)
Camila Cátia Vilela Viana (Gov-MG)
Suelen Lívia Novy Santos (Gov-MG)
Laura Guerra Pinheiro Reis (Gov-MG)
Letícia Fernanda Cota Freitas (Gov-MG)
Darcy Ramos da Silva Neto (UFLA)
Gabriel Vieira Mandarino (UFLA)
Carlos Gilbert Conte Filho (UFRGS)
12h-13h30 – Almoço
14h-15h30
Sala 6 - UEMG
Família, cuidado e desigualdades no curso de vida
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Luciana Luz (Cedeplar/UFMG)
Nathália Letícia Vaz de Melo (UFMG)
Raquel Zanatta Coutinho (Cedeplar/UFMG)
Michelle Elaine Siqueira Ferreira (UFMG)
Laura Maciel Freitas (Cedeplar/UFMG)
Andréa Branco Simão (Cedeplar/UFMG)
Fernanda Gonçalves de Souza (Cedeplar/UFMG)
Danielle Cireno Fernandes (Cedeplar/UFMG)
Simone Wajnman (Cedeplar/UFMG)
Cassio Turra (Cedeplar/UFMG)
Jordana Cristina de Jesus (UFRN)
Mirian Martins Ribeiro (UFOP)
Sala 4 - UEMG
Trajetórias de Desenvolvimento no Brasil: Da Fronteira Tecnológica aos Conflitos e Desastres da Mineração
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Márcia Siqueira Rapini (Cedeplar/UFMG)
Jorge Nogueira de Paiva Britto (UFF)
Taiguara Melo Tupinambás (Cedeplar/UFMG)
Esther Maria Passos Simões F Guimarães (Cedeplar/UFMG)
Ricardo Machado Ruiz (Cedeplar/UFMG)
Luís Felipe Drummond Guimarães (UFMG)
Sala 7 - UEMG
Economia do Crime e da Violência: Dinâmicas Espaciais e Impactos Socioeconômicos
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Mariângela Furlan Antigo (Cedeplar/UFMG)
Ana Luisa Ambrosim (UFJF)
Flávia Chein (UFJF)
Luciano Bruno Bezerra Venancio (UFPR)
Alexandre Alves Porsse (UFPR)
Yasmin Ventura Araujo (Cedeplar/UFMG)
Arthur Bernardes Alves Murta Sobrinho (UFV)
Sala 8 - UEMG
Economia Urbana e Mercado Imobiliário: Dinâmicas de Preços, Informalidade e Espaço
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Harley Silva (UFPA)
João Victor Santana Andrade (Cedeplar/UFMG)
Renan Pereira Almeida (Cedeplar/UFMG)
Rafael Saulo Marques Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Pedro Vasconcelos Maia do Amaral (Cedeplar/UFMG)
Marcelo Miranda Freire de Melo (IBGE)
Luiz Andres Ribeiro Paixão (IBGE)
Gabriel da Cruz (NPGAU/UFMG)
Joana Tamietti Caetano (EA/UFMG)
João Tonucci
Morgana Botelho (NPGAU/UFMG)
Thiago Canettieri (NPGAU/UFMG)
Victor Marins Viegas (Cedeplar/UFMG)
Lucas Gabriel de Paiva Souza (Cedeplar/UFMG)
Glenda Nunes Gomes (Cedeplar/UFMG)
Beatriz Tamaso Mioto (UFABC)
Carlos Alberto Penha Filho (UFABC)
Raul Ventura Neto (UFPA)
Sala 9 - UEMG
Macroeconomia do Crescimento e Meio Ambiente: Demanda, Comércio e Sustentabilidade
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Jordana Silva (J-PAL)
Eliane Araújo (UEM)
Samuel Peres (UFRGS)
Elisângela Araújo (UEM)
Carlos Eduardo Caldarelli (UEL)
Patieene Passoni (IE/UFRJ)
Pedro Romero Marques (Made/Usp)
Gilberto Tadeu Lima (USP)
Raynan Rocha Porto (USP)
Marcelo Tonon (UFRJ)
João Emboava Vaz (UFRJ)
Fabio Freitas (UFRJ)
Lucas Teixeira (Unicamp)
André Bueno (Unicamp)
Gabriel Petrini (Unicamp)
Ricardo Summa (UFRJ)
Sala 12 - UEMG
Mobilidade e Inovação: Redes, Diversidade e Mercado de Trabalho
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Ulisses Pereira dos Santos (Cedeplar/UFMG)
Bernardo França Santos (Cedeplar/UFMG)
Carlos Fernando Ferreira Lobo (UFMG)
Márcia Siqueira Rapini (Cedeplar/UFMG)
Igor Santos Tupy (IPEA)
Laura Alcântara Lara de Mesquita (FACE/UFMG)
Leandro Alves Silva
Suelene Mascarini
Milene Tessarin
Pietro Mazzarotto Braga Figueiredo (UFV)
Felipe Nathan Ferreira dos Santos (UFV)
Maria Micheliana da Costa Silva (UFV)
Sala Fernando Novais - UFVJM
Economia de Gênero e Desigualdades no Mercado de Trabalho
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Ana Tereza Pires (IPEA)
Clara Mendonça Saliba (Made-USP)
Luiza Nassif Pires (Made-USP)
Débora Machado Nunes (Made-USP)
Laís Assenço Paulino (Made-USP)
Ana Maria Lopes Tigre (Unicamp)
Carolina Troncoso Baltar (Unicamp)
Lucas Ian Carrera Samuels (UnB)
Evandro Camargos Teixeira (UFV)
Igor Santos Tupy (IPEA)
Larissa Gabriela Campos (UFSJ)
Aline Cristina da Cruz (UFSJ)
Sala Carmen Miró - UFVJM
Evolução Industrial e Dinâmica Setorial
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Carolina Baltar (UNICAMP)
Mariana Armelin Duarte (UFJF)
Natália Gabriela da Silva Cruz (UFJF)
Rosa Livia Gonçalves Montenegro (UFJF)
Admir Antonio Betarelli Junior (UFJF)
Luiz Eduardo Lungvitz Victorino Silva (PUC-SP)
Nathalia Schmidt Rocha Guedes (PUC-SP)
Stefan Wilson D’amato (UFPA)
Wallace Marcelino Pereira (UFPA)
Adilson Giovanini
Lucas Figueira Mesquita Ribeiro (UFJF)
Rafael Morais de Souza (UFJF)
Wilson Luiz Rotatori Corrêa (UFJF)
Carlos Cristiano Hasenclever Borges (UFJF)
Sala Wilson Suzigan - UFVJM
Formação Econômica do Brasil Império - Comércio, Riqueza e Finanças
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Philipe Scherrer Mendes (FACE/UFMG)
Nicole Freitas Gois de Siqueira (UFRN)
Juliana Bacelar de Araujo (UFRN)
Beatriz Tamaso Mioto (UFABC)
Thiago de Holanda Lima Miguez (BNDES)
Marcelo Resende Tonon (BNDES)
Ester Rangel Peregrina (BNDES)
Paulo Roberto Betbeder Gonçalves (UFJF)
Caio Gonçalves (Cedeplar/UFMG)
Nícia Raies (FJP)
Denise Britz (SCIENCE)
Luna Hidalgo
Steffany Costa Jardim (UFRJ)
Auditório Rodrigo Simões - UEMG
Metodologia, Sistemas Complexos e Crises do Capitalismo
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Michele Bee (Università del Salento e Università Bocconi, Itália)
Eric Serbinenko (Cedeplar/UFMG)
Tomás Lima Pimenta (Cedeplar/UFMG)
Ender Lucas Ferreira
Michele Bee
Juan Pablo Gama (UFMG)
Italo Parrilli
Luciano Alencar Barros (UFRJ)
Carlos Bastos
Sala 10 - UEMG
História Econômica de Minas Gerais II - Espaço Urbano, Sociedade e Modernização
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Marcos Taroco Resende (Cedeplar/UFMG)
James William Goodwin Junior (Cefet-MG)
Vitoria Fernanda Schettini
Elione Silva Guimarães
Raimundo de Sousa Leal Filho (FJP)
Valdir Macedo Neto (Unimontes)
Sala Neide Patarra - UFVJM
Qualidade Ocupacional e Mercado de Trabalho
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Pérola Goldfeder (UNIFESP)
Rita Almico (UFF)
Lelio Luiz de Oliveira (USP)
Agnaldo Valentim (USP)
Renato Leite Marcondes
Carlito Oliveira Junior
Thiago Alvarenga de Oliveira (UFF)
Sala 2 - UEMG
Financiamento, avaliação e coordenação federativa na educação básica
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Ana Hermeto (Cedeplar/UFMG)
Adriano Souza Senkevics (IPEA)
Victor Bridi de Souza (IPEA)
Barbara Cristina Hanauer Taporosky (IPEA)
Ana Beatriz Severo Xavier (IPEA)
Maria Teresa Gonzaga Alves (INEP)
Douglas Branco Pessanha (INEP)
Adriano Souza Senkevics (IPEA)
Fábio Bentz Maciel
Luiz Carlos Zalaf Caseiro (INEP)
Clarissa Guimarães Rodriges (INEP)
Clara Etiene Lima de Souza (INEP)
Carolina Barros de Oliveira (INEP)
Juliana de Lucena Ruas Riani (FJP)
Mariel Gouvea Gruppi (FJP)
Sarah Cristina Ribeiro Ferreira (FJP)
Cláudia Júlia Guimarães Horta (FJP)
Rafael Almeida de Oliveira (FJP)
Valéria Lucia de Oliveira Freitas (FJP)
Sala 3 - UEMG
Agenda Transnacional: Meio Ambiente, Migrações e Gênero
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Mário Marcos Rodarte (Cedeplar/UFMG)
Tânia Maria Ferreira de Souza
Ricardo Manuel Martinez Bello (UFMG)
Gisela P. Zapata (Cedeplar/UFMG)
Rosiani Aparecida Goncalves Fonseca (UFV)
Michelle Márcia Viana Martins (UFV)
Meirieli Jheinnifer Souza (UNIFAL-MG)
Amanda Marques Brito de Souza (UNIFAL-MG)
Fernanda Mitsue Soares Onuma (UNIFAL-MG)
Gabriel Rodrigo Gomes Pessanha (UNIFAL-MG)
Teatro José Alberto Magno de Carvalho - UFVJM
Sistemas de Inovação e Economia Evolucionária
Coordenador(a):
Eduardo da Motta e Albuquerque (Cedeplar/UFMG)
15h30-15h45 – Café
15h45-17h15
Teatro José Alberto Magno de Carvalho - UFVJM
(FenaSaúde/Cedeplar) - Desafios do Marco Regulatório da Saúde Suplementar
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Mônica Viegas (Cedeplar/UFMG)
Expositor(a):
César Cardim (FenaSaúde)
Lenise Cechin (Agência Nacional de Saúde Suplementar)
Taina Leandro (Ministério da Fazenda)
Silvana Kelles (Unimed/BH)
Cássio Maldonado Turra (Cedeplar/UFMG)
Auditório Rodrigo Simões - UEMG
Desenvolvimento e Emissões de Gases de Efeito Estufa no Brasil e na China: Desafios e Oportunidades
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Douglas Alcântara (UFPA)
Expositor(a):
Pedro Marques (MADE e UFABC)
BanBan Wang (Hust University)
Sala 2 - UEMG
Amazônia no Século XXI: Desafios e Oportunidades
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Edson Paulo Domingues (Cedeplar/UFMG)
Expositor(a):
Antônio Miguel (INPE)
Francisco de Assis Costa (UFPA)
Sónia Maria Carvalho Ribeiro (IGC)
Sala 3 - UEMG
Monitoramento e avaliação de políticas públicas no Brasil: capacidades estatais, uso de evidências e desafios contemporâneos
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Gustavo Britto (Cedeplar/UFMG)
Expositor(a):
Luciana Santos Servo (IPEA)
Rodrigo Nunes (PBH)
Diego Jardim (FJP)
17h15-19h15
Teatro José Alberto Magno de Carvalho - UFVJM
Comércio, Império e Liberdade (1776-2026): 250 anos de Adam Smith, Edward Gibbon e da Revolução Americana
Coordenador(a):
Hugo Eduardo da Gama Cerqueira (Cedeplar/UFMG)
Expositor(a):
Cícero Araujo (USP)
Michele Bee (Università del Salento e Università Bocconi, Itália)
Pedro Vianna da Costa e Faria (BNDES)
21h
Rua da Quitanda
Apresentação Musical
9h-10h30
Teatro José Alberto Magno de Carvalho - UFVJM
70 anos JK 120 anos do Governo João Pinheiro
Coordenador(a):
Rogério Farias Tavares (Academia Mineira de Letras)
Expositor(a):
Angelo Oswaldo (Prefeitura de Ouro Preto)
Clélio Campolina (Cedeplar/UFMG)
Maria Marta Martins de Araujo (FJP)
10h30-10h45 – Café
10h45-12h
Teatro José Alberto Magno de Carvalho - UFVJM
Desafios do Crescimento no Brasil
Coordenador(a):
Frederico Gonzaga Jayme Jr (Cedeplar/UFMG)
Expositor(a):
Gilberto Tadeu Lima (USP)
Adalmir Marquetti (PUC-RS)
Carolina Baltar (UNICAMP)
Auditório Rodrigo Simões - UEMG
(ABEIN/Cedeplar) - Indústria, Inovação e desenvolvimento
Coordenador(a):
Márcia Siqueira Rapini (Cedeplar/UFMG)
Expositor(a):
Marcelo Pinho (UFSCar)
José Ricardo de Santana (UFS)
Marisa dos Reis Azevedo Botelho (UFU)
Ken Shadlen (LSE)
Sala 4 - UEMG
Mercado Imobiliário em favelas de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo: desafios de pesquisa
Coordenador(a):
João Tonucci (Cedeplar/UFMG)
Expositor(a):
Beatriz Mioto (UFABC)
Ivan Kawahara (UFABC)
Thiago Canettieri (UFMG)
Sala 6 - UEMG
Para além da ordem liberal: poder, desenvolvimento e governança num mundo multipolar
Coordenador(a):
Carolina Moulin (Cedeplar/UFMG)
Expositor(a):
Gabriel Rached (UFF)
Sala 8 - UEMG
Transição demográfica, território e demandas sociais
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Ricardo Alexandrino Garcia (IGC/UFMG)
Luís Otávio Campos Silva (Cedeplar/UFMG)
Leonardo de Oliveira Penna (Cedeplar/UFMG)
Evelin de Sousa Rocha (Unimontes)
Marilia Borborema Rodrigues Cerqueira (Unimontes)
Maria Alice Ferreira dos Santos (Unimontes)
Carlos Alexandre Silva (Cedeplar/UFMG)
Damien Philippe Antoine Franca Huchet (FJP)
Juliana Dias Riani (FJP)
Márcio Vinícius de Oliveira (UFOP)
Breynner Ricardo de Oliveira (UFOP)
Jianne Ines Fialho Coelho (UFOP)
Maria Michelle Fernandes Alves (UFOP)
Anna Gabriela da Anunciação Gomes (UFOP)
Marcos Damasceno (Cedeplar/UFMG)
Reinaldo Onofre dos Santos (Cedeplar/UFMG)
Sala Fernando Novais - UFVJM
Populações, Empresas e Sociedade no Brasil: do império à república
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Tomás Lima Pimenta (Cedeplar/UFMG)
Ana Sara Cortez Irffi (UFC)
Pérola Goldfeder (UNIFESP)
Alexandre Eduardo (USP)
Matheus Pires Matos (Unicamp)
Taís Dias de Moraes (Unicamp)
Sala 9 - UEMG
Grupo GEESC
Coordenador(a):
Mônica Viegas (Cedeplar/UFMG)
12h-13h30 – Almoço
14h-15h30
Sala 3 - UEMG
Migração, mobilidade, gênero e trabalho
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Gisela Zapata (Cedeplar/UFMG)
Leonardo Biazoli (UNIFAL-MG)
Bruna de Paula Fonseca
Izabela Regina Cardoso de Oliveira (UFLA)
Pedro Henrique Dias Marques (Cedeplar/UFMG)
Alisson Flávio Barbieri (Cedeplar/UFMG)
Rodrigo Oliveira Braga Reis (UFAM)
Duval Fernandes (PPGG-TIE/PUC Minas)
Maria Consolação Gomes de Castro
Amanda Balestrini (Unicamp)
Carolina Ribeiro (PPGG-TIE/PUC Minas)
Beatriz Helena Toledo Pastre (Unicamp)
Auditório Rodrigo Simões - UEMG
Economia Feminista e Interseccionalidade: Gênero, Raça e Cuidado no Mercado de Trabalho
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Clara Zanon Brenck (Cedeplar/UFMG)
Stefanno Felipe Bicudo (Unicamp)
Carplina Troncoso Baltar (Unicamp)
Verônica Ferreira Silva dos Santos (UEFS)
Gesiele Nadine de Moura Barbosa (Unicamp)
Caroline Stephanie Ribas Ramos Santana (UEFS)
Juliana Lago dos Santos (UFBA)
Isabella Santos Rocha (UFBA)
Aline Cristina da Cruz (UFSJ)
Vitória Ayala Reis de Oliveira (Cedeplar/UFMG)
Ana Maria Hermeto Camilo de Oliveira (Cedeplar/UFMG)
Maria Victoria Garcia Rosa (Mackenzie)
Kênia Barreiro de Souza (UFPR)
Flaviane Souza Santiago (UFJF)
Sala 6 - UEMG
Acesso e Eficiência no Sistema de Saúde: Evidências Nacionais e Regionais
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Nayara Abreu Julião (FACE/UFMG)
Maria Alice Ferreira dos Santos (Unimontes)
Lavínia Gonçalves Santos (Unimontes)
Evelin de Sousa Rocha (Unimontes)
Kleber Maia Ruas (Unimontes)
Emerson Costa dos Santos (Unimontes)
Maria Ivanilde Pereira Santos (Unimontes)
Camila Lins Rodrigues (Unimontes)
Paulo Estevao Franco Braga (Cedeplar/UFMG)
Monica Viegas (Cedeplar/UFMG)
Kenya Noronha (Cedeplar/UFMG)
Julia Natália Ramos Brito (UFJF)
Stélio Côelho Lombardi Filho (UFBA)
Julyan Gleyvison Machado Gouveia Lins (UFBA)
Maria Luísa Oliveira Rigotti (Cedeplar/UFMG)
Kenya Noronha (Cedeplar/UFMG)
Monica Viegas (Cedeplar/UFMG)
Sala 7 - UEMG
Bioeconomia e Sociobiodiversidade na Amazônia: Cadeias Produtivas do Açaí e do Cacau
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Felipe Nunes Coelho Magalhães (IGC/UFMG)
Raíssa Rocha (UFPA)
Raquel Oliveira Gomes (UFPA)
Luana Costa Trindade (UFPA)
Hilder André Bezerra Farias (UFPA)
Harley Silva (UFPA)
Anthony Ferreira Leal (UFPA)
Raul da Silva Ventura Neto (UFPA)
Bianca Farias (UFPA)
Raul Ventura (UFPA)
Harley Silva (UFPA)
Luz Marina Lopes de Almeida (Cedeplar/UFMG)
Sala 9 - UEMG
Ensaios em Economia Financeira: Finanças Públicas, Crédito e Mercados
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Julia Torraca (UFRJ)
Victor Nunes Marques (UNIFAL-MG)
Narryman Mariana dos Santos (UNIFAL-MG)
Fernando Batista Pereira (UNIFAL-MG)
Nildred Stael Fernandes Martins (UNIFAL-MG)
Maria Izabel Sisilio Caldeira Chaves (UFMG)
Izak Carlos da Silva (Gov-MG)
Érico Andrade Grossi (Gov-MG)
Karsten Kohler
Guilherme Klein-Martins (UFRJ)
Ivan Weigandi
Carolina Rodrigues Fonseca (Cedeplar/UFMG)
Leonardo Costa Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Sala 12 - UEMG
Matrizes de Insumo-Produto e Contabilidade Social: Aplicações e Impactos Regionais
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Douglas Alcântara Alencar (UFPA)
Luiz Carlos de Santana Ribeiro (UFS)
Fábio Rodrigues de Moura (UFS)
José Ricardo de Santana (UFS)
Gervásio Ferreira dos Santos (UFBA)
Ciro Brasil
Kaio Vital da Costa (IE/UFRJ)
Vicente Loeblein Heinen (UFRJ)
Fabio Neves Peracio de Freitas (UFRJ)
Kerssia Preda Kamenach
José Luis da Costa Oreiro (UnB)
Fabrício J. Missio (Cedeplar/UFMG)
Sala Fernando Novais - UFVJM
Economia Verde e Produção Sustentável
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Edson Paulo Domingues (Cedeplar/UFMG)
Bruno de Oliveira Cruz (IPEA)
Lorenzo Rinaldi
Valeria Baiocco
Antero Alves Pereira Neto (UFU)
Marisa dos Reis Azevedo Botelho (UFU)
Lucca Gustafson Rodrigues (BNDES)
Pedro Romero Marques
Patieene Alves-Passoni (UFRJ)
Gustavo Luz Coutinho (Cedeplar/UFMG)
Anderson Tadeu Marques Cavalcante (Cedeplar/UFMG)
Sala Carmen Miró - UFVJM
Economia da Inovação: Sistemas Regionais, Redes de Cooperação e Indicadores Espaciais
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Ricardo Machado Ruiz (Cedeplar/UFMG)
Patrine Soares Santos (Cedeplar/UFMG)
Alice Alves da Silva (UFMG)
Ulisses Pereira dos Santos (UFMG)
Rebecka Camondá Pereira (UNIFAL-MG)
Márcia Siqueira Rapini (UFMG)
Vanessa Parreiras de Oliveira (UFOP)
André Luiz S. Teixeira (UNIFAL-MG)
João Francisco Sarno Carvalho (IFSULDEMINAS/Passos)
Luana Fernanda Volpi (UFU)
Ana Paula Macedo de Avellar (UFU)
Gabriel Gonçalves Nobre (UFMG)
Amanda Ferreira Rodrigues Pinto (UFMG)
Ulisses Pereira dos Santos (UFMG)
Sala Neide Patarra - UFVJM
Crescimento Econômico e Desenvolvimento Espacial
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Victor Medeiros (BNDES)
Gustavo Britto (Cedeplar/UFMG)
Lorenzo Corrêa Barichello (Cedeplar/UFMG)
José Bergamin (Cedeplar/UFMG)
Jordana Silva (J-PAL)
Diogo Ferraz (USP)
Igor Tupy (IPEA)
Gustavo Britto (Cedeplar/UFMG)
Olivia Clemente Palmier (UFMG)
Gustavo de Britto Rocha (Cedeplar/UFMG)
Lucas Resende de Carvalho (Cedeplar/UFMG)
Pedro Vasconcelos Maia do Amaral (Cedeplar/UFMG)
Marcio Júlio Pereira Henriques (UFJF)
Eduardo Gonçalves (UFJF)
Juliana Gonçalves Taveira (UFJF)
Sala 8 - UEMG
Economia Política, história e ciências sociais
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Henrique Viana (UERJ)
Henrique Pereira de Queiroz (UFMG)
Rodrigo Costa de Andrade (IPEA)
David F. L. Gomes (Cedeplar/UFMG)
Lauro Eusébio (UFMG)
Sala Wilson Suzigan - UFVJM
História e desenvolvimento regional
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Leonardo Gomes de Deus (Cedeplar/UFMG)
Francisco Monticeli Valias Neto (Unicamp)
Maurílio de Abreu Monteiro (UNIFESSPA)
Regiane Paracampos da Silva
Daniel Nogueira Silva (UNIFESSPA)
Alisson Flávio Barbieri
Gabriel do Carmo Lacerda (UNIFESSPA)
Sala 2 - UEMG
Território, desenvolvimento e sustentabilidade
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Juliana Riani (FJP)
Maria Eduarda Souza Costa (UNESP)
Leandro Moreira (USP)
Francisca Diana Ferreira Viana (UFOP)
Daniel do Val Cosentino (UFOP)
Diogo Ferraz (USP)
Lucas Caetano Pereira de Oliveria (UFMG)
Bráulio Figueiredo Alves da Silva (UFMG)
Angelica Vidal (UFRJ)
Ígor Acácio Corrêa Guimarães (UFF)
Utanaan Reis Barbosa Filho (UFRJ)
José Firmino de Sousa Filho (UFBA)
Juliana de Souza Oliveira (UFBA)
John Max Santos Sales (UFBA)
Danilo Cirino Muniz do Nascimento (CIDACS)
Gervásio Ferreira dos Santos (CIDACS)
Mio Kushibuchi (CIDACS)
Joanna Mn Guimarães (CIDACS)
Maria Yury Ichihara (CIDACS)
Estela Aquino (CIDACS)
Maurício L. Barreto (CIDACS)
Caio César Soares Gonçalves (Cedeplar/UFMG)
Cláudia Júlia Guimarães (FJP)
Nícia Raies Moreira de Souza (FJP)
Igor Augusto Tadeu de Souza (FJP)
Sala 10 - UEMG
Políticas educacionais, inclusão e expansão de oportunidades
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Paula Miranda-Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Suzana Quinet de Andrade Bastos (UFJF)
Laura de Carvalho Schiavon (UFJF)
Rodolfo Machado Costa (UFJF)
Maria Odalice dos Santos Sampaio (UFC)
Guilherme Irffi (UFC)
Diego Rafael F. Carneiro (UFC)
Isabela Fernandes Matos Lima (USP)
Paula Carvalho Pereda (USP)
Ana Paula Bastos Vilar Garcia
Solange Gonçalves Ledi
Maria Micheliana da Costa Silva (UFV)
Marcelo Henrique Shinkoda Santos (MPO)
Caroline da Costa Nascimento de Deus (IPEA)
Sala 4 - UEMG
Governança Global, Geopolítica e Multilateralismo
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Carolina Moulin (Cedeplar/UFMG)
Giorgio Michalopoulos (Cedeplar/UFMG)
Andrea Califano (UFBA)
Marina Soares Marinho (UFMG)
Taiguara Melo Tupinambás (Cedeplar/UFMG)
Sarah Dapieve Grossi (UFMG)
João Telésforo (Made)
Guilherme Klein (Made)
Ana Paula Guidolin (Unicamp)
Teatro José Alberto Magno de Carvalho - UFVJM
Sistemas de Inovação e Economia Evolucionária
Coordenador(a):
Eduardo da Motta e Albuquerque (Cedeplar/UFMG)
15h30-15h45 – Café
15h45-17h15
Teatro José Alberto Magno de Carvalho - UFVJM
(NIC.br/Cedeplar) - Inteligência artificial e os desafios para a pesquisa e o ensino na área de ciências sociais aplicadas
Coordenador(a):
Leonardo Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Expositor(a):
Virgílio Almeida (DCC/UFMG)
Ricardo Fabrino Mendonça (DCP/UFMG)
Leonardo Melo Lins (CETIC/NIC.br)
Auditório Rodrigo Simões - UEMG
(AKB/Cedeplar) - Jonh Maynard Keynes e os 90 Anos da Teoria Geral
Coordenador(a):
Anderson Tadeu Marques Cavalcante (Cedeplar/UFMG)
Expositor(a):
Simone de Deos (UNICAMP)
Adriana Amado (UnB)
Marco Flávio Resende (Cedeplar/UFMG)
Sala 2 - UEMG
(IPEA/Cedeplar) - Diversidade na ciência: debates e evidências dos grupos de pesquisa no Brasil
Coordenador(a):
Leandro Silva (Cedeplar/UFMG)
Expositor(a):
Tulio Chiarini (IPEA)
Joana Mostafa (IPEA)
Carla Silva (IFNMG)
Sala 3 - UEMG
A política nacional de cuidados e a organização do cuidado no Brasil
Coordenador(a):
Simone Wajman (Cedeplar/UFMG)
Expositor(a):
Luiza Lobato Andrade (MDS)
Simone Pegoreti (PBH)
Simone Sigale (Coletiva Mulheres da Quebrada)
Luiza Nassif (MADE e Unicamp)
Sala 4 - UEMG
(CECIF/BNDES) - Desenvolvimento e os desafios do Século XXI
Coordenador(a):
Carlos Pinkusfeld Bastos (UFRJ)
Expositor(a):
Fábio Freitas (UFRJ)
Eliane Araujo (UEM)
Andre Roncaglia (FMI)
17h15-19h15
Teatro José Alberto Magno de Carvalho - UFVJM
Políticas públicas para diversidade, inclusão e cidadania LGBTQIA+: desafios de monitoramento, avaliação e transformação institucional
Coordenador(a):
Ana Hermeto (Cedeplar/UFMG)
Expositor(a):
Filipe Cavalcanti (IPEA)
Stéfanno Bicudo (UNICAMP)
Samuel Araújo (CIDACS-FIOCRUZ)
Ana Carolina de Freitas Tedesco (Cedeplar/UFMG)
Rosângela Ballini (UNICAMP)
19h-20h
Coreto UFVJM
Lançamento de livros e Exibição filme BNDES e CECIF
21h
Mercado Velho
Blocaê
9h-10h30
Teatro José Alberto Magno de Carvalho - UFVJM
Homenagens – Aníbal Villela, Fernando Novais, Wilson Suzigan, Milton Santos, Thomas Merrick, Stephen McCracken e Elza Berquó
Coordenador(a):
João Antonio de Paula (Cedeplar/UFMG)
Expositor(a):
Milena Fernandes (UNICAMP)
Roberto Monte-Mór (Cedeplar/UFMG)
Marcelo Pinho (UFSCar)
Eduardo Rios Neto (Cedeplar/UFMG)
Paula Miranda-Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
10h30-10h45 – Café
10h45-12h
Teatro José Alberto Magno de Carvalho - UFVJM
(OSF/Cedeplar) - Indústria Brasileira e o Desenvolvimento Sustentável
Coordenador(a):
João Prates Romero (Cedeplar/UFMG)
Expositor(a):
Alexandre Stein (CNI)
Julia Torracca (GIC-UFRJ)
Celio Hiratuka (UNICAMP)
Auditório Rodrigo Simões - UEMG
Facetas da desigualdade em educação
Coordenador(a):
Clarissa Guimarães Rodrigues (INEP)
Expositor(a):
José Irineu Rangel Rigotti (Cedeplar/UFMG)
Adriano Souza Senkevics (IPEA)
Juliana de Lucena Ruas Riani (FJP)
Ana Tereza Pires dos Santos (IPEA)
Sala 4 - UEMG
Adam Smith e os 250 anos da Riqueza das Nações
Coordenador(a):
Maurício Coutinho (UNICAMP)
Expositor(a):
Alexandre Mendes Cunha (Cedeplar/UFMG)
Javier San Julian (Universitat de Barcelona, Espanha)
Ryan Walter (University of Queensland, Australia)
Sala 6 - UEMG
Políticas Públicas e a redução das desigualdades regionais
Coordenador(a):
Pedro Vasconcelos Maia do Amaral (Cedeplar/UFMG)
Expositor(a):
Ana Cláudia Cardoso (UFPA)
Bruno Cruz (IPEA)
Carlos Henrique Rosa (MIDR)
Danilo César (Sudene)
Sala 9 - UEMG
Crescimento Econômico e Desenvolvimento Espacial
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Italo Pedrosa (UFRJ)
Diana Chaukat Chaib (Cedeplar/UFMG)
Gilberto de Assis Libanio (Cedeplar/UFMG)
Isabela Campos (FJP)
Lúcio Otávio Seixas Barbosa (FJP)
Carla Aguilar Souza (FJP)
Luiz Carlos Ribeiro (UFS)
Maria Isabel da Silva Santos (Cedeplar/UFMG)
Gabriela Balduino Moreira (Cedeplar/UFMG)
Fabricio J. Missio (Cedeplar/UFMG)
Juan da Silva Barcelos de Campos (Cedeplar/UFMG)
Marco Flávio da Cunha Resende (Cedeplar/UFMG)
Sala Carmen Miró - UFVJM
Mercado de Trabalho e Transformações Estruturais: Tecnologia, Inserção Internacional e Qualificação
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Renan Pereira Almeida (Cedeplar/UFMG)
Mario Marcos Sampaio Rodarte (Cedeplar/UFMG)
Antônio Simões Junqueira (UFMG)
João Pedro Revoredo Pereira da Costa (Cedeplar/UFMG)
Lorenzo Corrêa Barichello (Cedeplar/UFMG)
Lisa de Lima Bittencourt Chinelatto (UFF)
Ana Urraca Ruiz (UFF)
Matheus Ferreira dos Reis (Cedeplar/UFMG)
Juan Pablo Gama Torres (Cedeplar/UFMG)
André Braz Golgher (Cedeplar/UFMG)
Sandro Eduardo Monsueto (UFG)
Sala Fernando Novais - UFVJM
História Econômica de Minas Gerais I - Escravismo, Agricultura e Abastecimento
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Ivan Prates Sternick (Cedeplar/UFMG)
Artur (UFF)
Mario Marcos Sampaio Rodarte (Cedeplar/UFMG)
Adriel Lemos Ferreira (UFMG)
Henrique Amado Silva (UFMG)
Marcos Winício de Sousa (UFMG)
Angelo Alves Carrara (UFOP)
Sala 8 - UEMG
Políticas públicas, instituições e impactos socioeconômicos
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Caio Gonçalves (Cedeplar/UFMG)
Maria Caroline Rodrigues da Costa (UFV)
Ana Cecília de Almeida (UFV)
Luiza Nassif Pires (Unicamp)
Ana Luísa de Azevedo Cardoso (Unicamp)
Theo Diogo Pinto (Unicamp)
Lívio Miguel dos Santos (Cedeplar/UFMG)
Fabrício Silveira
Olívia Clemente Palmier (UFMG)
Elton Freitas (UFS)
João Prates Romero (Cedeplar/UFMG)
Gustavo Britto (Cedeplar/UFMG)
Helder L. Ferreira-Filho (UnB)
Jefferson S. Fraga (PPGE/UFS)
Nelson H. Barbosa-Filho (FGV)
12h-13h30 – Almoço
14h-15h30
Sala 2 - UEMG
Mortalidade, causas externas e mudanças na sobrevivência
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Luciana Correia Alves (UNICAMP)
Mariana Peres Carneiro (Cedeplar/UFMG)
Bernardo Lanza Queiroz (Cedeplar/UFMG)
Felipe Rocha Gomes (Cedeplar/UFMG)
Vanessa Gabrielle di Lego Gonçalves (Cedeplar/UFMG)
Mariana Peres Carneiro (Cedeplar/UFMG)
Raquel Lessa Alves (Cedeplar/UFMG)
Raquel Lessa Alves (UFMG)
Bernardo Lanza Queiroz (UFMG)
Felipe Rocha Gomes (UFMG)
Lara Andrade
Auditório Rodrigo Simões - UEMG
Desindustrialização e desigualdade regional
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Diogo Oliveira Santos (BNDES)
Flávio Vinicius Ferreira (Unicamp)
Antônio Carlos Diegues (Unicamp)
Gustavo Oliveira Teles de Menezes
David Guimarães Coelho
Rayssa Alexandre Costa
Eduarda Fernandes Lustosa de Mendonça
Lúcio Otávio Seixas Barbosa (FJP)
Geoffrey Hewings
André Carrascal Incera
Carla Aguilar Souza (FJP)
Filipe Santiago dos Reis (UFJF)
Mariana Malta de Farias (UFJF)
Admir Antonio Betarelli Junior (UFJF)
Weslem Rodrigues Faria (UFJF)
Sala 7 - UEMG
Determinantes do Desenvolvimento Regional: Complexidade Econômica
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Alexandre Queiroz Stein (CNI)
Lucas Scheremetta Santos (Cedeplar/UFMG)
Erick Inácio Ferreira (Cedeplar/UFMG)
João Prates Romero (Cedeplar/UFMG)
Yasmin Nery Santos (UFS)
Elton Eduardo Freitas (PPGE/UFS)
Gustavo de Britto Rocha (Cedeplar/UFMG)
Danielle Evelyn de Carvalho (Cedeplar/UFMG)
João Prates Romero (Cedeplar/UFMG)
Sala 8 - UEMG
Economia da Infraestrutura e dos Transportes: Eficiência, Mercados e Financiamento
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Lara Caracciolo Amorelli (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional/CGDR)
Pedro Henrique Moura Siqueira (UFJF)
Admir Antonio Betarelli Junior (UFJF)
Fernando Salgueiro Perobelli (UFJF)
Alessandra Cristina Quirino (UFJF)
Silvinha Pinto Vasconcelos (UFJF)
Marcelo Resende de Mendonça e Silva (UFRJ)
Victor Medeiros (Cedeplar/UFMG)
Rafael Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Pedro Amaral (Cedeplar/UFMG)
Vitória de Nazaré Almeida Soares (UFPA)
Cláudio Alberto Castelo Branco Puty (UFPA)
Sala 9 - UEMG
Redes Locais e Vulnerabilidades Urbanas: Economia Solidária, Alimentação e Clima
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Sibelle Cornélio Diniz (Cedeplar/UFMG)
Uriel Soares Valadares (UFMG)
Felipe Nunes Coelho Magalhães (UFMG)
Paulo José Paiva Guimarães
Larissa Barbosa Cardoso
Flaviane Souza Santiago (UFJF)
Maria Angélica Nascimento dos Santos (UFJF)
Gabrielito Rauter Menezes
Lara Delgado (Cedeplar/UFMG)
Mara Nogueira
João Tonucci (Cedeplar/UFMG)
Jiawei Zhao
Priscila Musa (Cedeplar/UFMG)
Renata Marquez (UFMG)
Sala 10 - UEMG
Desigualdades Sociais em Educação
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Amanda Ferrari Uceli (UFJF/GV)
Mateus Hurbano Bomfim Moreno (IPEA)
Ana Tereza Pires (IPEA)
Adriano Senkevics (IPEA)
Marilia Sposito (USP)
Cicero Filipe Rocha da Silva (PPGE/UFS)
Fábio Rodrigues de Moura (PPGE/UFS)
Fernanda Esperidião (PPGE/UFS)
Andre Melo Modenesi (UFRJ)
Flavia Dantas
Sofia Nery
Pedro Rossi
Sala 12 - UEMG
Política Fiscal e Finanças Públicas: Emendas Parlamentares, Regras Fiscais e Endividamento
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Jefferson Souza Fraga (UFS)
Maria Fernanda Cardoso (UFMG)
Rafael Saulo Marques Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Ezequiel Henrique Rezende (Cedeplar/UFMG)
Alexea Santos de Santana Bonfim (UFV)
Luciano Dias de Carvalho (UFV)
Ian Michael Trotter (UFV)
Carla de Barros Reis (Cedeplar/UFMG)
Monica Viegas Andrade (Cedeplar/UFMG)
Kenya Noronha (Cedeplar/UFMG)
Lucas Resende de Carvalho (Cedeplar/UFMG)
Luciana Dias de Lima
Clara Brenck (Cedeplar/UFMG)
Daniel César Stumm (UFRJ)
Sala Fernando Novais - UFVJM
Transformações do Espaço Urbano e Regional: Uso do Solo, Mercados e Novas Dinâmicas
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Wallace Marcelino Pereira (UFPA)
Rodrigo de Loyola Dias
Renan Pereira Almeida
Altivo Roberto Andrae de Almeida Cunha
Mauro Macedo Campos (UENF)
Lucas Ribas Vianna (Cedeplar/UFMG)
Isabella Silva Lima (UFMG)
Ana Lysa Soares de Oliveira (UFMG)
Gabrielly Henrique Dias Magalhães (UFMG)
Bernardo Campos de Assunção (UFMG)
Felipe Nunes Coelho Magalhães (UFMG)
Sala Carmen Miró - UFVJM
Economia Pública, Política Monetária e Distribuição de Renda
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Lidia Brochier (UFRJ)
Marina da Silva Sanches (UNESP)
Nikolas Schiozer (Unicamp)
Tainari Taioka (USP)
Guilherme Klein Martins (UFRJ)
Taís Maria Silva Terra (UFMG)
Frederico G. Jayme Jr. (UFMG)
Ana Maria Hermeto (UFMG)
Waleria de Andrade Levindo (UFMG)
Rafael Saulo Marques Ribeiro (UFMG)
Helena Rodrigues Fernandes de Morais (UFMG)
Maria Cristina Barbieri Góes
Joana David Avritzer
Lídia Brochier
Sala Neide Patarra - UFVJM
Transformações Produtivas, Energia e Desenvolvimento Local
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Vitor da Silva Marinho (UNIFESSPA)
Felipe de Souza Oliveira (UFJF)
Rafael Morais de Souza (UFJF)
Victor Eduardo de Mello Valério (UNIFEI)
Douglas Sad Silveira (UFJF)
Gabriela Balduino Moreira (Cedeplar/UFMG)
Júlia Fernanda Diadelmo (Cedeplar/UFMG)
Virgínia Antunes Nobre (Cedeplar/UFMG)
Fernanda Faria Silva (UFOP)
Marco Aurélio Crocco (Cedeplar/UFMG)
Edson Paulo Domingues (Cedeplar/UFMG)
Guilherme Perobelli Salgueiro (Cedeplar/UFMG)
Gustavo Luz Coutinho (Cedeplar/UFMG)
Aline Souza Magalhães (Cedeplar/UFMG)
Mark Horridge
Júlia Martins do Carmo (Cedeplar/UFMG)
Rafael Saulo Marques Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Sala Wilson Suzigan - UFVJM
História do Pensamento Econômico: clássicos e circulação de ideias
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Ana Paula Londe Silva (Cedeplar/UFMG)
Ivan Prates Sternick (UFMG)
Fágner João Maia Medeiros (UFMG)
Roberto Pereira Silva (UNIFAL-MG)
Marcos Taroco Resende (Cedeplar/UFMG)
Sala 3 - UEMG
Moradia, território urbano e desigualdades socioespaciais
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Reinaldo Onofre dos Santos (Cedeplar/UFMG)
Ana Luiza Nabuco (Cedeplar/UFMG)
Luiz A. Paixão (IBGE)
Marcelo de B. Brandão
Renan P. Almeida (Cedeplar/UFMG)
Layla Leandra Grigorio Parreiras Seabra (Cedeplar/UFMG)
Sibelle Diniz (Cedeplar/UFMG)
João Tonucci (Cedeplar/UFMG)
Sandro Pereira Silva (IPEA)
Rafael Saulo Marques Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Ezequiel Henirique Rezende (Cedeplar/UFMG)
Ariel Pollo Ballerini (UFPR)
João Pedro Revoredo Pereira da Costa (Cedeplar/UFMG)
Terciane Sabadini Carvalho (UFPR)
Sala 4 - UEMG
Gestão municipal, capacidade institucional e políticas setoriais
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Juliana Riani (FJP)
Regiane Lopes Rodrigues (UFU)
Carlos César Santejo Saiani (UFU)
Daniela Goes Paraiso Lacerda (FJP)
Tammara Drummond Mendes (FJP)
Daniele Oliveira Xavier (FJP)
Camila Campos da Cruz (FJP)
Mauro César da Silveira (FJP)
Matheus Henrique dos Santos Mapa (FJP)
Carla Cristina Rosa de Almeida
Cláudia Regina Heck
Fábio Nobuo Nishimura
Alana dos Reis Alves (UFC)
Guilherme Irffi (UFC)
Maitê Rimekka Shirasu (UFC)
Isabella Maria Coelho Veloso
Sala 6 - UEMG
Comércio e Integração Regional
Coordenador(a) / Debatedor(a):
Marco Flávio Resende (Cedeplar/UFMG)
Cássio da Silva Brum (UFSM)
Daniel Arruda Coronel (UFSM)
José Luis Oreiro (UnB)
Paula Mendes Vitoria (UFRJ)
Fágner João Maia Medeiros (Cedeplar/UFMG)
Stefan Wilson D’amato (UFPA)
Marta Castilho (UFRJ)
Thaiza Aparecida Alves (UNIFAL-MG)
Teatro José Alberto Magno de Carvalho - UFVJM
Sistemas de Inovação e Economia Evolucionária
Coordenador(a):
Eduardo da Motta e Albuquerque (Cedeplar/UFMG)
15h30-15h45 – Café
15h45-17h15
Teatro José Alberto Magno de Carvalho - UFVJM
A Emergência da Questão Espacial e a Formação do Planejamento Urbano-Regional em Minas Gerais
Coordenador(a):
Roberto Monte-Mór (Cedeplar/UFMG)
Expositor(a):
Gabriel Lacerda (UNIFESSPA)
Clélio Campolina Diniz (Cedeplar/UFMG)
Geraldo Costa (IGC/UFMG)
Auditório Rodrigo Simões - UEMG
Economia política feminista: avanços e continuidades na América Latina sob o olhar de Margarita Olivera
Coordenador(a):
Marilane Teixeira (UNICAMP)
Expositor(a):
Yasmin Mussalem Haddad (UFRJ)
Kethelyn Caroline Balbino de Lima Ferreira Pinto (UFRJ)
Letícia Graça Generoso Pereira (MADE)
Sala 2 - UEMG
Da Reparação à Transformação Territorial: estratégias para o desenvolvimento da Bacia do Rio Doce
Coordenador(a):
Fabrício José Missio (Cedeplar/IPEAD)
Expositor(a):
Daisy Moreira Cunha (FAE/UFMG)
Guilherme Tinoco (BNDES)
Bruno de Oliveira Cruz (IPEA)
Adriana Aranha (ANATER/MDA)
Sala 3 - UEMG
Circuitos e escalas da economia popular urbana: reflexões a partir da Amazônia e de Minas Gerais
Coordenador(a):
Sibelle Cornélio Diniz (Cedeplar/UFMG)
Expositor(a):
Harley Silva (UFPA)
Raul Ventura (UFPA)
Mara Nogueira (Birkbeck, University of London)
João Tonucci (Cedeplar/UFMG)
Sala 4 - UEMG
Distribuição de renda e políticas fiscais
Coordenador(a):
Lucas Carvalho (Cedeplar/UFMG)
Expositor(a):
Joana Avritzer (UFMG)
Fernando Gaiger (IPEA)
Guilherme Klein Martins (MADE e UFRJ)
17h15-19h15
Teatro José Alberto Magno de Carvalho - UFVJM
Desafios da política econômica: subsídios, desenvolvimento e sustentabilidade fiscal
Coordenador(a):
Gabriel Aidar (BNDES)
Expositor(a):
Débora Freire (Ministério da Fazenda)
21h
Mercado Velho
Orquestra Sinfônica Jovem de Diamantina (OSJD)
Economia Social e Demografia: Ciclo de Vida, Previdência e Vulnerabilidades
Juliano da Costa da Silva (UFJF)
Flávia Chein (UFJF)
Este artigo investiga os impactos de curto prazo das secas no desempenho acadêmico de crianças e adolescentes utilizando dados da Defesa Civil Nacional do Brasil. Nossa abordagem examina variações tanto transversais (cross-sectional) quanto temporais em eventos climáticos extremos. Utilizando o método de Chaisemartin, constatamos que desastres climatológicos afetaram positivamente as notas de matemática do 5º ano, com os municípios afetados apresentando um aumento de 3,82 pontos — 0,15 desvios padrão — em relação às áreas de controle. Também observamos melhorias nas taxas de aprovação e reprovação, o que reforça nossos resultados. Testes de placebo, que simularam o tratamento em municípios não afetados, não mostraram efeitos significativos, sustentando a validade de nossos achados.
Marina Mudesto Marques (Cedeplar/UFMG)
Ana Hermeto (Cedeplar/UFMG)
Este artigo investiga em que medida os arranjos domiciliares determinam a oferta de trabalho dos idosos no Brasil em suas margens extensiva e intensiva. Estimam-se modelos univariados e bivariados por faixa etária e gênero, a partir dos microdados da PNAD e PNAD Contínua. A posição de provedor está positivamente associada à participação e à jornada, enquanto a posição de dependente concentra os menores níveis. A interdependência intradomiciliar é confirmada nos modelos bivariados. A escolaridade configura polarização entre permanência por oportunidade e por necessidade. O gênero atravessa esses padrões: mulheres em arranjos de cuidado enfrentam restrições sem paralelo entre os homens.
Marcos Winício de Sousa (UFMG)
O artigo analisa como a mercantilização e as concessões funerárias reorganizam a infraestrutura da morte em Minas Gerais. Partindo da economia política urbana, investiga a articulação entre Estado, mercado e território na provisão de cemitérios, velórios e serviços funerários. O estudo destaca que diferentes arranjos de regulação, em metrópoles, cidades médias e pequenos municípios, produzem padrões desiguais de acesso, preços e qualidade dos serviços, transformando a morte em indicador das desigualdades socioespaciais e da disputa pela dignidade no luto.
Ana Paula Santos Carvalho (Unimontes)
Brenda Dias Serra (Unimontes)
Cleyton Teixeira (Unimontes)
Pedro Henrique Leite (Unimontes)
Tânia Marta Maia Fialho (Unimontes)
O texto analisa os determinantes da taxa de contribuição previdenciária pública no Brasil, sob a ótica da escolha intertemporal dos indivíduos entre renda presente e proteção futura. Examina como fatores macroeconômicos (salário real, desemprego, informalidade), previdenciários (receita, despesa, resultado do sistema) e demográficos (expectativa de vida, fecundidade) influenciam a decisão de contribuir para o Regime Geral de Previdência Social. O trabalho formula três hipóteses centrais: salário real maior aumenta a contribuição, enquanto desemprego, informalidade e déficits previdenciários reduzem incentivos; já o envelhecimento populacional e a queda da fecundidade ampliam a percepção de desequilíbrio atuarial, afetando negativamente a disposição a contribuir. Adota abordagem quantitativa com séries históricas anuais, utilizando como variável dependente a taxa de contribuição previdenciária (contribuintes sobre a PEA).
Macroeconomia, Finanças e Política Fiscal
José Luis da Costa Oreiro
Kalinka Martins da Silva (IFG)
Este artigo tem dois objetivos principais. A primeira é fazer uma reconstrução do debate entre Keynes e Classicos para destacar as diferenças entre a Preferência de Liquidez e a teoria dos fundos emprestáveis para a determinação da taxa de juros. O segundo objetivo é construir um modelo simples SFC Keynesiano para a etapa de financiamento do processo de formação de capital. Nesse contexto, um aumento na propensão das famílias à poupança elevará a taxa de juros de longo prazo em relação à dívida corporativa, pois diminuirá os lucros corporativos, que são a principal fonte de financiamento interno para os planos de investimento das empresas, forçando-as a emitir mais dívida corporativa, aumentando assim a taxa de juros dos títulos corporativos
Gabriel Porcile (UDELAR)
Carolina Baltar (Unicamp)
Rosangela Ballini (Unicamp)
The paper discusses the tensions that arise between three policy objectives, namely external equilibrium, protecting the environment and improving income distribution. The tradeoff between external equilibrium and the two other objectives is especially visibly in developing economies whose exports are heavily dependent on resource-intensive commodities, in the context of unequal ecological exchange. It is argued that directed technical change may help ease these tensions and foster complementarities in social and environmental policies. A formal post-Keynesian model is presented in which the role of energy-saving technical change in fostering growth and distribution is analyzed.
Bruno Martins Hermann (FJP)
Silvio Ferreira Junior (FJP)
Este trabalho investiga as iniquidades horizontais na distribuição regional de recursos públicos, com base nas receitas correntes e transferências dos municípios de Minas Gerais. Argumenta-se que tais desigualdades decorrem das regras do sistema de partilha e de seus impactos diferenciados conforme o perfil socioeconômico local. Analisa-se a relação entre receita per capita e porte populacional e, em seguida, estima-se modelo de regressão para testar a influência de variáveis socioeconômicas. Identifica-se padrão que desfavorece municípios médios e grandes de baixa renda, especialmente na periferia da Região Metropolitana de Belo Horizonte, associado a piores indicadores sociais, evidenciando limitações do modelo vigente.
Guilherme Caetano Maia (FJP)
O artigo analisa a trajetória das manobras fiscais no Brasil, enfatizando as práticas de contabilidade criativa e pedaladas fiscais, que marcaram o cenário político e econômico entre 2010 e 2025.A pesquisa, de natureza qualitativa e sinalética,baseia-se em revisão bibliográfica e documental de estudos acadêmicos, relatórios técnicos e documentos de órgãos públicos e think tanks.O estudo identifica as principais tipologias de manobras fiscais e examina sua cronologia e impactos sobre as finanças públicas,a credibilidade institucional e a sustentabilidade das políticas sociais.Argumenta-se que tais práticas decorrem de um arranjo institucional que combina regras fiscais rígidas,incentivos políticos de curto prazo e fragilidades de controle e transparência.Por fim, propõem-se diretrizes para o aprimoramento da governança fiscal e da transparência contábil no setor público brasileiro.
Trajetórias de Desenvolvimento no Brasil: Da Fronteira Tecnológica aos Conflitos e Desastres da Mineração
Jorge Nogueira de Paiva Britto (UFF)
O artigo analisa a emergência da Inteligência Artificial (IA) como uma força transformadora capaz de alterar profundamente as dimensões econômicas, sociais, políticas e culturais da sociedade contemporânea. Em particular, o texto desenvolve-se uma análise crítica e interdisciplinar sobre a emergência e a difusão da Inteligência Artificial (IA) como fenômeno sociotécnico global, com ênfase na sua articulação com uma economia crescentemente baseada em ativos cognitivos. A partir de uma perspectiva evolucionária e neoschumpeteriana. o artigo procura discutir se a IA representa apenas uma continuidade da Revolução das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) ou se constitui uma nova Revolução Tecnológica autônoma.
Taiguara Melo Tupinambás (Cedeplar/UFMG)
Este artigo analisa o papel do mix de políticas públicas de inovação no desenvolvimento da indústria de instrumentação científica, considerada um vetor de soberania tecnológica. Com base na literatura evolucionária e nos sistemas nacionais de inovação, identificam-se os instrumentos de oferta e de demanda no caso dos EUA, onde a articulação coordenada entre ambos sustentou a liderança industrial do setor. Aplicando o mesmo arcabouço ao Brasil, identificam-se três limitações: escala reduzida, desequilíbrio estrutural pró-oferta e a Lei nº 8.010/1990, que opera como demanda às avessas ao isentar tributos apenas nas importações. Propõem-se quatro diretrizes para reequilibrar o sistema.
Esther Maria Passos Simões F Guimarães (Cedeplar/UFMG)
Este artigo explora o desenvolvimento da política mineral brasileira desde no arco 1980-2020, integrado ao coesionamento entre neoextrativismo e neoliberalismo. Identificamos aí a emergência de um “mito da transição” como forma de atualização do “mito do desenvolvimento” furtadiano, e irá engendrar o novo regime espaço-temporal do planejamento. Discutimos as transformações das políticas de fronteira para interpretar os territórios extrativos no pós-boom das commodities através passagem passagem à acumulação flexível. Descrevemos a zona de fronteira do Vale do Jequitinhonha (MG) no período pós-2014, identificando eixos estruturantes da fronteira: o nexo finança-extração-transição, os arranjos organizacionais táticos e o experimentalismo regulatório.
Ricardo Machado Ruiz (Cedeplar/UFMG)
Luís Felipe Drummond Guimarães (UFMG)
Este estudo simula os impactos econômicos do rompimento da barragem de Fundão sobre o valor da empresa Samarco. Foram elaborados dois cenários: o primeiro representa a trajetória observada pela empresa após a ruptura da barragem e o segundo apresenta a trajetória da empresa sem a ruptura da barragem. O estudo simula os demonstrativos de resultado, balanços patrimoniais e fluxos de caixas da empresa, além do seu valor terminal, para o período 2015-2045. A simulação incorpora os efeitos do acordo para reparação de 2024. A comparação entre os dois cenários evidencia uma destruição de valor de grande magnitude: o dano corporativo é de aproximadamente R$ 38 bilhões em 2014, o que representa aproximadamente 1,5 vezes o valor da empresa em 2014.
Economia do Crime e da Violência: Dinâmicas Espaciais e Impactos Socioeconômicos
Ana Luisa Ambrosim (UFJF)
Flávia Chein (UFJF)
Este estudo examina o efeito de desastres hidrológicos sobre a incidência de violência doméstica
no Brasil. Utilizam-se dados do Sistema de Informações sobre Desastres (S2ID) e do Sistema de
Informação de Agravos de Notificação (SINAN) entre 2013 e 2023. Com o estimador de Diferença
em Diferenças, os resultados indicam efeitos heterogêneos conforme a tipologia da violência e o
perfil das vítimas. Observa-se aumento nos casos de violência física, financeira e sexual após os
eventos, enquanto a violência psicológica não apresenta efeito significativo. Há diferenças entre
grupos raciais, sugerindo que os impactos refletem as desigualdades estruturais pré-existentes na
sociedade.
Luciano Bruno Bezerra Venancio (UFPR)
Alexandre Alves Porsse (UFPR)
Este artigo investiga os determinantes espaciais das taxas de homicídio nos 389 municípios da Bahia, buscando compreender a influência de fatores socieconômicos e demográficos. Estimaram-se modelos comparativos de \textit{Ordinary Least Squares} (OLS), \textit{Geographically Weighted Regression} (GWR) e \textit{Multiscale Geographically Weighted Regression} (MGWR).Os resultados demonstraram que o mdelo MGWR elevou o poder explicativo de 0,285 (OLS) para 0,550, além de diminuir o critério de informação (AICC). A análise multiescalar revelou que a dinâmica criminal baiana é híbrida: a idade mediana atua em escala global, enquanto variáveis como taxa de aprovação em ensino médio operam em escalas locais, apresentando efeitos heterogêneos.
Yasmin Ventura Araujo (Cedeplar/UFMG)
Este artigo investiga o efeito causal da exposição à violência armada sobre o desempenho
escolar na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Utilizando dados georreferenciados do
Instituto Fogo Cruzado combinados a informações educacionais do SAEB e do Censo
Demográfico, o estudo adota modelos de econometria espacial. A estratégia empírica
combina um modelo Durbin Espacial para variável dependente binária (SDM-Probit) para
estimação dos escores de propensão com o método de Inverse Probability Weighting (IPW)
para avaliação de impacto. Os resultados indicam efeito negativo e estatisticamente
significativo da violência sobre o desempenho escolar, além de forte dependência espacial
na distribuição da exposição à violência entre escolas geograficamente próximas.
Arthur Bernardes Alves Murta Sobrinho (UFV)
Este artigo analisa a criminalidade nas comarcas de Minas Gerais entre 2011 e 2021, integrando dinâmica temporal, dependência espacial, fatores comuns e variáveis instrumentais. A partir de modelos GMM, GMM espacial e GMM espacial com fatores comuns, examina-se se policiamento e encarceramento produzem efeitos de dissuasão ou incapacitação sobre homicídios, crimes patrimoniais, roubos e tráfico. Os resultados indicam forte persistência criminal, transbordamentos territoriais seletivos e papel relevante de condições socioeconômicas, especialmente emprego formal, urbanização, densidade populacional, PIB e composição etária. Não há evidência robusta de que repressão estatal, isoladamente, reduza sistematicamente o crime nas comarcas mineiras, reforçando políticas integradas e preventivas.
Economia Urbana e Mercado Imobiliário: Dinâmicas de Preços, Informalidade e Espaço
João Victor Santana Andrade (Cedeplar/UFMG)
Renan Pereira Almeida (Cedeplar/UFMG)
Rafael Saulo Marques Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Pedro Vasconcelos Maia do Amaral (Cedeplar/UFMG)
Drawing on debates about how the macroeconomy influences real estate markets and its cycles, we investigate whether the price dynamics of housing submarkets respond heterogeneously to macroeconomic shocks. We estimate a hedonic price model to predict values and delineate ten spatially contiguous housing submarkets via the SKATER regionalization algorithm and focus our Local Projections impulse-response analysis on two contrasting areas. Results show clear macro-spatial asymmetries in the high-end core and in the low-end multiregional periphery. We conclude that macroeconomic shocks transmit unevenly within cities, implying that housing-finance design and price-stability monitoring should be spatially sensitive, targeting credit access and cost pressures where they have the most significant impact.
Marcelo Miranda Freire de Melo (IBGE)
Luiz Andres Ribeiro Paixão (IBGE)
Este artigo investiga os impactos da construção da Arena MRV sobre os preços dos imóveis residenciais em Belo Horizonte entre 2008 e 2025. Utilizando dados do ITBI da Prefeitura de Belo Horizonte, o estudo combina modelos hedônicos de preços e a metodologia de diferenças-em-diferenças (DiD). Os resultados indicam efeitos heterogêneos no espaço urbano: imóveis muito próximos ao estádio apresentaram desvalorização, especialmente após o anúncio e a inauguração da Arena, enquanto imóveis situados entre 1 km e 5 km registraram valorização em determinados períodos. Os resultados sugerem coexistência de externalidades positivas e negativas associadas ao empreendimento.
Gabriel da Cruz (NPGAU/UFMG)
Joana Tamietti Caetano (EA/UFMG)
João Tonucci
Morgana Botelho (NPGAU/UFMG)
Thiago Canettieri (NPGAU/UFMG)
A urbanização brasileira consolidou-se sob a lógica da periferização, em que a escassez de habitação formal impulsionou mercados imobiliários informais dinâmicos. Este artigo realiza uma revisão crítica da literatura para investigar o estado da arte e as transformações recentes nessas dinâmicas fundiárias. Argumenta-se que os marcos analíticos do século XX, centrados na autoconstrução e na ausência estatal, são insuficientes para explicar a complexidade contemporânea. A emergência de novos agentes — de empreendedores locais ao crime organizado — reconfigura a regulação da propriedade e os conflitos territoriais. O trabalho propõe uma agenda de pesquisa voltada à compreensão crítica dessa complexificação imobiliária.
Victor Marins Viegas (Cedeplar/UFMG)
Lucas Gabriel de Paiva Souza (Cedeplar/UFMG)
Glenda Nunes Gomes (Cedeplar/UFMG)
Este artigo investiga a relação entre a densidade econômica do espaço urbanizado e a desigualdade salarial intramunicipal no mercado formal do Brasil. Utilizando dados da RAIS (2022) para os 5.569 municípios brasileiros e luminosidade noturna do sensor VIIRS como proxy de aglomeração, estima-se um Modelo de Erro Espacial com GMM. Os resultados indicam que municípios com maior densidade econômica apresentam Gini salarial sistematicamente mais elevado, com efeito positivo e côncavo, robusto a diferentes especificações. A regressão quantílica revela que o efeito é heterogêneo, sendo mais intenso em municípios de menor desigualdade inicial.
Beatriz Tamaso Mioto (UFABC)
Carlos Alberto Penha Filho (UFABC)
Raul Ventura Neto (UFPA)
O artigo analisa a dinâmica imobiliária brasileira entre 2004 e 2023 a partir de uma escala regional de análise, articulando as teorias dos ciclos imobiliários ao padrão de desenvolvimento econômico brasileiro. Utilizando dados de CNPJs da Receita Federal como proxy da atividade imobiliária municipal, identificam-se três períodos distintos: crescimento expansivo (2004–2013), crise e retração assimétrica (2014–2018) e recuperação seletiva (2019–2023). A periodização revela que os ciclos nacionais interagem com economias regionais, hierarquias urbanas e a lógica endógena do setor, produzindo trajetórias territorialmente diferenciadas. Os resultados contribuem para a teorização dos mercados imobiliários regionais em um país continental e estruturalmente heterogêneo.
Macroeconomia do Crescimento e Meio Ambiente: Demanda, Comércio e Sustentabilidade
Eliane Araújo (UEM)
Samuel Peres (UFRGS)
Elisângela Araújo (UEM)
Carlos Eduardo Caldarelli (UEL)
While major economies have sought to reduce greenhouse gas emissions in line with the Paris Agreement, Brazil has experienced rising emissions since 2010, driven mainly by renewed deforestation and agricultural frontier expansion. This article investigates the relationship between Dutch disease, understood as reprimarization and premature deindustrialization, and environmental degradation in Brazil. Using a dynamic panel data model for Brazilian states from 2003 to 2023, the study shows that a commodity-export-led development pattern has intensified ecological degradation while constraining productive sophistication. The findings support the existence of an environmental Dutch disease in Brazil.
Patieene Passoni (IE/UFRJ)
Pedro Romero Marques (Made/Usp)
Gilberto Tadeu Lima (USP)
Raynan Rocha Porto (USP)
Marcelo Tonon (UFRJ)
This paper investigates Brazil’s role in global emission trade between 1995 and 2018, focusing on the CO₂ emissions embodied in trade flows with Advanced and Emerging economies. Using a multiregional input-output model, the study estimates the direct and indirect emissions embodied in Brazilian exports and imports. The results reveal an important geographical reconfiguration of emissions associated with Brazilian trade, marked by the increasing relevance of Emerging economies, especially China, as destinations for carbon-intensive exports. From a sectoral perspective, emissions remain strongly concentrated in agriculture and other resource-based activities, while Brazil continues to be a net importer of emissions in more technology-intensive sectors.
João Emboava Vaz (UFRJ)
Fabio Freitas (UFRJ)
This paper reviews the inclusion of environmental issues in neoclassical growth theory. Natural resources’ impacts on growth are alleviated by regular resource depletion and full factor substitutability, while global warming creates a trade-off between current consumption and decarbonization spending. The paper shows that these results, present in most applied Integrated Assessment models (IAMs), stem from neoclassical theoretical assumptions not parametric choices. These results are compared with those arrived by demand-led growth, demonstrated by a simple Supermultiplier IAM. Under demand-led growth, the trade-off between decarbonization and consumption disappears, but global warming also does not halt production on its own. Stopping the ecological crisis becomes a political choice and the degrowth and green new deal positions within the subfield are discussed.
Lucas Teixeira (Unicamp)
André Bueno (Unicamp)
Gabriel Petrini (Unicamp)
Ricardo Summa (UFRJ)
Esse artigo compara três métodos de decomposição de crescimento focando no tratamento das importações: Exportações Líquidas, Atribuição e Conteúdo Importado. O primeiro trata as importações como autônomas, perdendo a conexão dessas com a demanda. Tende a subestimar a contribuição do setor externo. O segundo método corrige esse problema, ajustado cada componente da demanda pela importação correspondente (bens finais ou intermediários). No entanto, não permite calcular a contribuição do setor externo. O terceiro corrige ambos os problemas ao distinguir variação das importações causada pela demanda agregada das por mudança no conteúdo importado da oferta. Ilustram-se tais diferenças com estudos de casos.
Mobilidade e Inovação: Redes, Diversidade e Mercado de Trabalho
Bernardo França Santos (Cedeplar/UFMG)
Carlos Fernando Ferreira Lobo (UFMG)
Márcia Siqueira Rapini (Cedeplar/UFMG)
Igor Santos Tupy (IPEA)
This article conducts a spatial and regional analysis of Cooperative Research Networks (RCPs) and their effects on Territorial Innovation Systems (TISs) in Brazil. It assumes that TIS development depends on knowledge flows among universities, firms, and government. Using data from Brazil’s Immediate Regions, including research groups, external partnerships, and patents, Exploratory Spatial Data Analysis (Moran’s I and LISA) reveals a concentration of STI assets in the South-Southeast and lower activity in the North-Northeast. SAR-Tobit models indicate spillover effects and highlight the importance of external collaborations and interactive partners for patent production. The findings show persistent regional inequalities, with spatial dynamics and tacit knowledge diffusion playing central roles in innovation.
Laura Alcântara Lara de Mesquita (FACE/UFMG)
Leandro Alves Silva
Este artigo analisa a relação entre a diversidade da força de trabalho e o desempenho inovativo das empresas brasileiras, medido pelos depósitos de patentes no INPI de 2019 a 2021. A diversidade foi medida usando o Índice de Diversidade de Simpson para “raça/cor”, “sexo” e “faixa etária” dos funcionários de empresas na RAIS de 2018. Os resultados mostram que as diversidades em “raça/cor” e “faixa etária” têm efeito positivo e estatisticamente significativo sobre os depósitos de patentes. Em contraste, a diversidade de sexo teve efeito negativo e estatisticamente significativo (nível de 10%) e foi não significativo para funcionários administrativos.
Suelene Mascarini
Milene Tessarin
Worker mobility is widely recognised as a key mechanism for knowledge diffusion and regional productivity growth, but its role in shaping regional economic specialisation remains underexplored. This paper examines how labour mobility patterns affect entry into and exit from regional specialisations in Brazil between 2007 and 2021. Using RAIS worker-level microdata, we show that inflows involving sectoral and occupational reallocation support the entry and maintenance of regional specialisations, while sectoral outflows increase the likelihood of exit. Overall, the findings indicate that the composition of labour flows, rather than mobility itself, shapes regional specialisation trajectories and regional structural change.
Pietro Mazzarotto Braga Figueiredo (UFV)
Felipe Nathan Ferreira dos Santos (UFV)
Maria Micheliana da Costa Silva (UFV)
Este estudo examina os efeitos salariais da conclusão do ensino médio pela modalidade EJA em comparação com a modalidade regular. Utilizando microdados da PNAD Contínua de 2023, foi utilizado pareamento por escore de propensão e regressão quantílica para estimar os diferenciais salariais. Os resultados evidenciam penalidade salarial persistente para os concluintes do EJA: em média, recebem 204 reais a menos por mês do que os concluintes da modalidade regular. Esse diferencial é mais acentuado nas caudas da distribuição salarial. Os achados ressaltam a importância de políticas voltadas à melhoria da qualidade e percepção dos programas EJA no Brasil.
Economia de Gênero e Desigualdades no Mercado de Trabalho
Clara Mendonça Saliba (Made-USP)
Luiza Nassif Pires (Made-USP)
Débora Machado Nunes (Made-USP)
Laís Assenço Paulino (Made-USP)
Este estudo analisa a jornada real de trabalho no Brasil a partir da soma entre horas remuneradas e trabalho de cuidado não remunerado. Com base na aprimoração de dados de uso do tempo da PNADc de 2019, as estimativas indicam que mulheres trabalham em média 58,1 horas semanais, ante 50,3 horas dos homens. A carga não remunerada feminina alcança 21,3 horas, configurando uma jornada equivalente à escala 7x0. Esse padrão se mantém em todos os estratos de renda analisados, evidenciando que a redução da jornada formal é condição necessária para mitigar a sobrecarga feminina e promover a reprodução social equitativa.
Ana Maria Lopes Tigre (Unicamp)
Carolina Troncoso Baltar (Unicamp)
O objetivo do artigo é analisar a condição das mulheres no mercado de trabalho brasileiro e na Amazônia Legal, considerando a segregação ocupacional, a formalização do trabalho e as diferenças de remuneração, a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) trimestral, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os resultados encontrados apontam para um mercado de trabalho interseccionalmente desigual e precarizado, no qual a força de trabalho feminina, em particular das mulheres negras, é a mais exposta à desocupação, informalidade e baixos rendimentos, além de que tais questões são aprofundadas na região da Amazônia
Lucas Ian Carrera Samuels (UnB)
Evandro Camargos Teixeira (UFV)
Igor Santos Tupy (IPEA)
Este estudo investiga desigualdades de gênero em rendimentos e horas ofertadas no teletrabalho brasileiro utilizando microdados da PNADC 2022. Por meio de equações mincerianas e decomposição de Oaxaca-Blinder, os resultados indicam diferença significativa a favor dos homens em ambas as dimensões, sendo parcela relevante inexplicada pelos atributos produtivos observáveis. Essa fração não explicada é consistente com os mecanismos da divisão sexual do trabalho doméstico, que penaliza as mulheres mesmo no contexto remoto. Sugerem-se políticas públicas voltadas à redistribuição do trabalho de cuidados como forma de reduzir as desigualdades de gênero no mercado de trabalho.
Larissa Gabriela Campos (UFSJ)
Aline Cristina da Cruz (UFSJ)
Diante da invisibilidade social e econômica do trabalho doméstico não remunerado (TDNR), analisa-se sua contribuição para a economia de Minas Gerais de 2016 a 2022. A partir do Método dos Custos de Substituição por Equivalente Generalista, com dados da PNAD Contínua, a estimativa de seu valor (R$ 77,5 bilhões), em 2022, representa 8,02% do PIB mineiro, sendo as maiores responsáveis as mulheres negras (47,3%). Conclui-se que a valoração do TDNR e sua representatividade econômica são evidências da articulação entre racismo estrutural, divisão sexual e racial do trabalho e dinâmica dos papeis sociais de gênero na esfera não monetária da economia.
Evolução Industrial e Dinâmica Setorial
Mariana Armelin Duarte (UFJF)
Natália Gabriela da Silva Cruz (UFJF)
Rosa Livia Gonçalves Montenegro (UFJF)
Admir Antonio Betarelli Junior (UFJF)
O presente estudo analisa a sensibilidade dos principais setores ecoinovadores brasileiros — Indústria Extrativa, Indústria de Transformação, Transporte, Energia e Gás — à redução do uso de insumos fósseis em seus processos produtivos. Para isso, utiliza-se um modelo de Equilíbrio Geral Computável com módulo de emissões e Matriz de Contabilidade Social. O objetivo é avaliar como ganhos de produtividade nesses setores afetam a eficiência energética, as emissões, o bem-estar das famílias e a economia. Os resultados indicam aumento do PIB, do consumo das famílias e da balança comercial no longo prazo. A Indústria de Transformação apresenta os maiores ganhos econômicos, embora com aumento das emissões de CO₂, enquanto Indústria Extrativa, Transporte e Energia registram reduções.
Luiz Eduardo Lungvitz Victorino Silva (PUC-SP)
Nathalia Schmidt Rocha Guedes (PUC-SP)
Este artigo examina a Lei Tendencial da Queda da Taxa de Lucro, formulada por Karl Marx, como uma contradição fundamental do modo de produção capitalista. Partindo dos conceitos de capital constante, variável e mais-valia, demonstra-se como a acumulação capitalista, ao elevar a composição orgânica do capital, gera uma pressão descendente sobre a taxa de lucro. Aliado a isso, o artigo analisa as contratendências elencadas por Marx, que atuam para retardar e mitigar essa queda. Por fim, investiga-se a manifestação contemporânea dessas forças contraditórias que, embora adiem a crise, intensificam as contradições sociais e a exploração em escala mundial.
Stefan Wilson D’amato (UFPA)
Wallace Marcelino Pereira (UFPA)
Adilson Giovanini
O objetivo do artigo é avaliar as especificidades da mudança estrutural nos estados da região Norte segundo a intensidade tecnológica, contribuindo para o debate sobre a desindustrialização no Brasil no período de 1996 a 2023. Os resultados indicam uma dinâmica heterogênea e marcada por fragilidades estruturais. Contudo, observa-se perda de dinamismo em atividades mais complexas ao longo do período. O Índice de Desindustrialização Relativa Regional - DRR agregado permanece acima da unidade, afastando desindustrialização generalizada, mas sua decomposição revela fragilização em segmentos específicos e avanço relativo do setor primário, caracterizando mudança estrutural assimétrica na região.
Lucas Figueira Mesquita Ribeiro (UFJF)
Rafael Morais de Souza (UFJF)
Wilson Luiz Rotatori Corrêa (UFJF)
Carlos Cristiano Hasenclever Borges (UFJF)
O presente trabalho possui como objetivo realizar exercícios de nowcasting das taxas de crescimento do PIB brasileiro. A contribuição deste trabalho está na utilização da importância por permutação em blocos da Random Forest (RF) tanto com um Moving Block Bootstrap (MBB) quanto com um Circular Block Bootstrap (CBB) para selecionar as variáveis mais relevantes. Os resultados sugerem que os DFMs ajustados com as variáveis selecionadas pela RF MBB e pela RF CBB desempenham bem para o problema em questão. Por fim, destaca-se que o AR(1) desempenhou bem para uma técnica simples, que demanda poucos dados e pouca capacidade computacional.
Formação Econômica do Brasil Império - Comércio, Riqueza e Finanças
Nicole Freitas Gois de Siqueira (UFRN)
Juliana Bacelar de Araujo (UFRN)
Beatriz Tamaso Mioto (UFABC)
A ocupação do território brasileiro concentrou-se no litoral, enquanto a industrialização aprofundou desigualdades regionais. Nesse contexto, a urbanização acelerada impactou o mercado de trabalho metropolitano, inclusive o nordestino. Assim, esta pesquisa analisa as transformações no mercado de trabalho entre 2012 e 2024, com foco nos Serviços Intensivos em Conhecimento nas Regiões Metropolitanas do Recife, Salvador, Fortaleza, Natal e João Pessoa, utilizando dados secundários e metodologia adaptada da Eurostat. Os resultados mostram que essas metrópoles permanecem como polos de competências técnicas e profissionais, embora coexistam com baixos rendimentos e persistentes desigualdades estruturais em relação à média nacional.
Thiago de Holanda Lima Miguez (BNDES)
Marcelo Resende Tonon (BNDES)
Ester Rangel Peregrina (BNDES)
A produtividade é um elemento chave na análise do desenvolvimento econômico, embora sua interpretação e cálculo gerem debates na literatura. Este artigo apresenta algumas dessas controvérsias e uma análise empírica comparativa da produtividade do trabalho entre Brasil, EUA, México, Alemanha, França e Itália, no período de 2000 a 2021. Além da análise descritiva, o trabalho utiliza um método de decomposição estrutural que calcula separadamente os efeitos decorrentes da produtividade setorial, da mudança na distribuição dos empregos e da variação dos preços relativos, elementos importantes para análises multisetoriais. Entre os principais resultados destaca-se o fraco desempenho do Brasil frente aos demais países selecionados, principalmente no efeito de produtividade setorial. Os resultados para a indústria de transformação são particularmente preocupantes.
Paulo Roberto Betbeder Gonçalves (UFJF)
Caio Gonçalves (Cedeplar/UFMG)
Nícia Raies (FJP)
Denise Britz (SCIENCE)
Luna Hidalgo
Este artigo analisa as tendências do total de desocupados, do total de ocupados e da taxa de desocupação nos estratos geográficos de Minas Gerais, com dados trimestrais da PNAD Contínua de 2012 a 2024. Para lidar com a maior variabilidade amostral em domínios desagregados, empregam-se modelos estruturais em espaço de estados com incorporação explícita do erro amostral. Os resultados indicam que as estimativas baseadas em modelo preservam a trajetória das estimativas diretas e apresentam ganhos de precisão, reforçando o potencial da modelagem para produzir estatísticas regionais do mercado de trabalho.
Steffany Costa Jardim (UFRJ)
A digitalização tornou-se um importante motor de transformação econômica e social, com impactos relevantes no mercado de trabalho brasileiro. Este estudo analisa os efeitos do uso produtivo de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) sobre ocupação e rendimentos entre 2016 e 2023. Utilizando microdados da PNADC e Propensity Score Matching (PSM), estimam-se efeitos causais comparando indivíduos digitalizados e não digitalizados. Os resultados indicam aumento de 2,3 p.p. na ocupação e 38% nos rendimentos. Os efeitos são mais intensos entre trabalhadores de baixa qualificação e no setor informal, sugerindo que a digitalização pode reduzir desigualdades, condicionada a políticas de inclusão digital.
Economia Feminista e Interseccionalidade: Gênero, Raça e Cuidado no Mercado de Trabalho
Stefanno Felipe Bicudo (Unicamp)
Carplina Troncoso Baltar (Unicamp)
O presente trabalho investiga como a interação entre gênero, raça e orientação sexual impacta o rendimento de pessoas LGB+ no mercado de trabalho brasileiro. Utilizam-se microdados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 (PNS-2019), a primeira pesquisa com dados oficiais sobre orientação sexual no Brasil. A metodologia emprega Funções de Influência Recentrada (Firpo, Fortin, e Lemieux 2009, 2018) para decomposição quantílica, permitindo uma análise além da média em diferentes quantis da distribuição de rendimento. Os resultados preliminares indicam uma situação particularmente desfavorável para as mulheres negras LB+, que concentram os maiores níveis de desvantagem.
Verônica Ferreira Silva dos Santos (UEFS)
Gesiele Nadine de Moura Barbosa (Unicamp)
Caroline Stephanie Ribas Ramos Santana (UEFS)
Juliana Lago dos Santos (UFBA)
The care economy values life-sustaining activities, often invisible and unpaid. Domestic labor and childcare have been systematically overlooked, burdening providers without recognition. Since the National Care Policy (law n°15.069/2024), Brazil has advanced this visibility. This study identifies household decisions on labor market participation and time spent on care. Using a logit model with 2025 PNAD Contínua microdata, the research analyses reproductive labor, including domestic tasks and caregiving. Findings corroborate existing literature: care work is predominantly performed by women. This highlights the persistent gender gap in unpaid labor and the necessity of public policies to redistribute these essential responsibilities.
Isabella Santos Rocha (UFBA)
Aline Cristina da Cruz (UFSJ)
O objetivo é analisar as contribuições e limitações dos estudos teórico-empíricos da Economia na investigação de problemas socioeconômicos de mães solo negras brasileiras no século XXI. A partir de revisão bibliográfica integrativa da literatura nacional em Ciências Sociais Aplicadas, observa-se escassez e limitação latente na abordagem da realidade das mães solo negras. A Economia tradicional, androcêntrica e eurocentrada, trata a monoparentalidade, exogenamente, e negligencia dimensões interseccionais lado a lado dos avanços da Economia Feminista, todavia, sem integração efetiva da raça como eixo estruturante. Defende-se, assim, um movimento de transformação epistemológica no campo econômico, incluindo a adoção de perspectivas interseccionais.
Vitória Ayala Reis de Oliveira (Cedeplar/UFMG)
Ana Maria Hermeto Camilo de Oliveira (Cedeplar/UFMG)
Este trabalho analisa o impacto da maternidade na participação e qualidade do emprego feminino no Brasil em 2013 e 2023, utilizando dados da PNADC. Aplicaram-se os modelos Tobit, Logit e Logit Multinomial. Os resultados revelam uma penalidade estrutural e estatisticamente estável ao longo da década, manifestada pela redução na oferta de horas semanais e pelo maior risco de subocupação involuntária. Nota-se também o deslocamento de mães - sobretudo com filhos pequenos ou múltiplos - para ocupações informais e precárias, impulsionado pela rigidez do setor formal privado, enquanto o setor público atua como alternativa.
Maria Victoria Garcia Rosa (Mackenzie)
Kênia Barreiro de Souza (UFPR)
Flaviane Souza Santiago (UFJF)
Este estudo examina os impactos macroeconômicos e regionais da redução dos desequilíbrios
de gênero no trabalho doméstico não remunerado, avaliando como uma
divisão mais igualitária das tarefas domésticas entre os casais influencia a participação
no mercado de trabalho, o emprego e o crescimento econômico no Brasil. As estimativas
obtidas a partir de um modelo de alocação de tempo são incorporadas a um modelo
regional dinâmico de Equilíbrio Geral Computável (EGC) para avaliar os efeitos econômicos
de 2025 a 2040. Os principais resultados indicaram que uma divisão igualitária do
trabalho doméstico leva a uma maior participação feminina no mercado de trabalho.
Acesso e Eficiência no Sistema de Saúde: Evidências Nacionais e Regionais
Maria Alice Ferreira dos Santos (Unimontes)
Lavínia Gonçalves Santos (Unimontes)
Evelin de Sousa Rocha (Unimontes)
Kleber Maia Ruas (Unimontes)
Emerson Costa dos Santos (Unimontes)
Maria Ivanilde Pereira Santos (Unimontes)
Camila Lins Rodrigues (Unimontes)
Este estudo analisa a dinâmica das desigualdades em saúde nos municípios de Minas Gerais entre 2013 e 2023, a partir da teoria da convergência aplicada a um Índice de Saúde Geral (ISG), que incorpora três dimensões: mortalidade infantil, cobertura vacinal e acesso ao saneamento básico, permitindo uma abordagem multidimensional do bem-estar. Utilizou-se modelos de painel dinâmico estimados pelo Método dos Momentos Generalizados. Os resultados indicam a existência de convergência beta, sugerindo crescimento mais acelerado em municípios com piores condições iniciais, mas ausência de convergência sigma, indicando persistência das desigualdades. Conclui-se que, embora haja melhora geral, as disparidades regionais permanecem relevantes.
Paulo Estevao Franco Braga (Cedeplar/UFMG)
Monica Viegas (Cedeplar/UFMG)
Kenya Noronha (Cedeplar/UFMG)
Este estudo analisa a desigualdade socioeconômica na demanda não atendida por medicamentos e serviços de saúde no Brasil com base na POF 2017/2018. Foram utilizados modelos Logit e decomposição do Índice de Concentração de Erreygers para identificar determinantes da privação no acesso. A prevalência de demanda não atendida foi de 14,4% para medicamentos e 19,6% para serviços de saúde, concentrada entre famílias de menor renda. Identificamos que a posse de plano de saúde privado e a renda são os principais determinantes da desigualdade. Raça, escolaridade e composição familiar também contribuem significativamente. A desigualdade mostrou-se mais associada à renda para medicamentos e à cobertura privada para serviços.
Julia Natália Ramos Brito (UFJF)
Stélio Côelho Lombardi Filho (UFBA)
Julyan Gleyvison Machado Gouveia Lins (UFBA)
Este artigo analisa empiricamente a associação entre saúde autoavaliada e demanda por
serviços de saúde no Brasil, com base no modelo de Grossman (1972). Utilizando dados da PNS
de 2013 e 2019, os problemas de endogeneidade dessa relação são mitigados por meio de variáveis
instrumentais ligadas à infraestrutura domiciliar. Os resultados indicam que melhores condições sanitárias melhoram a percepção de saúde. As estimações mostram que uma autoavaliação positiva reduz
a procura por atendimento, com significância em 2013 (nível nacional). Observa-se desigualdade
de gênero: mulheres relatam pior saúde, mas demandam mais serviços em quase todos os contextos
analisados.
Maria Luísa Oliveira Rigotti (Cedeplar/UFMG)
Kenya Noronha (Cedeplar/UFMG)
Monica Viegas (Cedeplar/UFMG)
Minas Gerais é pioneiro na adoção de um programa de incentivo hospitalar organizado em redes, reestruturado em 2021 pelo Valora Minas, que visa incentivar a eficiência na alocação de recursos. O estudo estima a eficiência técnica dos hospitais da rede por DEA em 2018, 2022 e 2024, comparando os hospitais participantes e não participantes do programa a partir dos dados do CNES, SIA, SIH e um banco de elaboração própria. Os resultados sugerem que hospitais selecionados para o Valora Minas são mais eficientes em todos os anos e que há aproximação entre os escores dos hospitais da rede no período.
Bioeconomia e Sociobiodiversidade na Amazônia: Cadeias Produtivas do Açaí e do Cacau
Raíssa Rocha (UFPA)
Raquel Oliveira Gomes (UFPA)
Luana Costa Trindade (UFPA)
Hilder André Bezerra Farias (UFPA)
No contexto da bioeconomia e em uma abordagem multidimensional investigou-se os obstáculos enfrentados pelos maiores produtores de cacau no Pará. Uma análise multicritério baseada no método VIKOR delineou um ranking de sustentabilidade na bioeconomia da média do estado e de 16 municípios a partir de dados secundários municipais. Dentre os relevantes na produção, as posições inferiores foram de Senador José Porfirio, Placas e Anapu. Os gargalos para Senador José Porfírio se manifestam nos âmbitos social, institucional e ambiental, Placas enfrenta desafios nas dimensões econômica, institucional e ambiental, e Anapu principalmente nas dimensões social e ambiental.Abordagens multidimensionais avançam no entendimento da bioeconomia ao evidenciar que relevância produtiva não se traduz, necessariamente, em melhores indicadores, revelando assimetrias estruturais no desenvolvimento territorial.
Harley Silva (UFPA)
Anthony Ferreira Leal (UFPA)
Raul da Silva Ventura Neto (UFPA)
Este trabalho analisa os fluxos potenciais de abastecimento de açaí destinados a Belém e o papel da Feira do Açaí como nó logístico da bioeconomia amazônica. A metodologia combina dados da PAM, PEVS e REGIC 2018 para estimar a circulação regional do fruto. Os resultados mostram a forte centralidade de Belém na rede de abastecimento, concentrando fluxos provenientes principalmente do estuário amazônico. Observa-se também expansão do cultivo permanente e maior participação de municípios do Marajó. A Feira do Açaí destaca-se como importante infraestrutura urbana de circulação, articulando produção ribeirinha, logística fluvial e mercados consumidores urbanos.
Bianca Farias (UFPA)
Raul Ventura (UFPA)
Harley Silva (UFPA)
Este artigo objetiva compreender como a renda urbana e a diversificação do uso solo direcionam a geografia dos pontos de venda de açaí em Belém (PA). Através do geoprocessamento de dados do IBGE (2022) via R e QGis, cruzando densidade de pontos, população e renda média por bairro, verifica-se que a oferta tende a se concentrar em territórios periféricos de baixa renda, onde o solo acessível e as teias de relacionamento nutrem a cadeia produtiva. Ao passo que nas áreas nobres, a valorização imobiliária rarefaz os pontos, convertendo o fruto em consumo formalizado. Por fim, desvela-se sistemática segregação e resistência.
Luz Marina Lopes de Almeida (Cedeplar/UFMG)
Este artigo analisa as políticas públicas e instrumentos de financiamento que influenciaram o cooperativismo na cadeia produtiva do açaí no Pará entre as décadas de 1990 e 2020. Partindo da concepção de Circuito Socioespacial de Produção do Açaí (CSP-Açaí), examina-se, com base em dados primários e dados secundários, como as políticas públicas implementadas no Pará moldaram a organização, a expansão e os desafios das organizações coletivas atuantes no CSP-açaí. Os resultados evidenciam que, embora as políticas públicas tenham ampliado a formalização de cooperativas e o acesso à mercados, persistem lacunas estruturais para o fortalecimento das economias agroextrativistas, especialmente no que concerne o acesso ao crédito rural, à assistência técnica e ao acesso aos mercados institucionais.
Ensaios em Economia Financeira: Finanças Públicas, Crédito e Mercados
Victor Nunes Marques (UNIFAL-MG)
Narryman Mariana dos Santos (UNIFAL-MG)
Fernando Batista Pereira (UNIFAL-MG)
Nildred Stael Fernandes Martins (UNIFAL-MG)
O presente estudo analisa a gestão fiscal das Mesorregiões do estado de Minas Gerais no ano
de 2023, a partir dos indicadores de Endividamento, Dívida Consolidada (DC), Produto
Interno Bruto (PIB), Índice Mineiro de Responsabilidade Social (IMRS) e o Índice de
Desenvolvimento Tributário e Econômico (IDTE). Os resultados evidenciam que as
mesorregiões economicamente mais desenvolvidas apresentam melhores indicadores fiscais.
Em consonância, a análise econométrica revelou relação significativa entre desenvolvimento
econômico e endividamento, evidenciando uma relação positiva entre DC e PIB, e um
comportamento inverso com o IMRS e IDTE, reforçando o caráter multifatorial da dinâmica
fiscal das mesorregiões no estado.
Maria Izabel Sisilio Caldeira Chaves (UFMG)
Izak Carlos da Silva (Gov-MG)
Érico Andrade Grossi (Gov-MG)
Este estudo avalia os impactos dos desembolsos do BDMG no desempenho econômico dos municípios mineiros (2018-2022). Utilizando o método de Propensity Score Matching (PSM), a pesquisa analisa se o crédito fomenta o PIB per capita e a abertura de empresas via investimentos. Os resultados indicam um aumento significativo no PIB per capita e nas empresas abertas dos municípios financiados, impulsionado pela geração de capital fixo e renda local. O artigo destaca o crédito em energias renováveis para promover a transição energética e o desenvolvimento em regiões vulneráveis, como o Vale do Jequitinhonha, o Norte e o Noroeste de Minas Gerais.
Karsten Kohler
Guilherme Klein-Martins (UFRJ)
Ivan Weigandi
We examine how commodity price booms and busts shape currency tail risk. Using panel quantile regressions for up to 90 low- and middle-income countries from 1990Q1 to 2022Q1, we study both the direct effect of global commodity price cycles and the country-specific factors that influence sharp depreciations against the US dollar. Our findings confirm that commodity booms are associated with currency appreciation at the median of the distribution. However, we uncover a new result at the 95th percentile: commodity booms increase the risk of large future currency depreciations. This effect is not driven by the importance of commodities in exports. Instead, it is stronger in countries with a larger share of non-bank foreign investors in domestic bond markets.
Carolina Rodrigues Fonseca (Cedeplar/UFMG)
Leonardo Costa Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Partindo da evidência de caudas longas e auto-similaridade em séries financeiras (Mandelbrot, 1963), este artigo investiga se a análise de sentimentos e volume de postagens em redes sociais, usados para identificar efeito de manada, melhora a previsão da PETR4. O sentimento de postagens no BlueSky é classificados pelo FinBERT-PT. Sobre janelas móveis de 30 pregões entre 2024 e março de 2026, treinam-se redes neurais para quatro conjuntos de variáveis. O modelo treinado com informações de preço e sentimento e com uma camada oculta, atinge precisão média próxima ao do modelo só com preço, no entanto, aquele modelo exibe maior precisão quando há grande variações de preço do ativo, vestígio do papel do efeito de manada em janelas de saltos abruptos.
Matrizes de Insumo-Produto e Contabilidade Social: Aplicações e Impactos Regionais
Luiz Carlos de Santana Ribeiro (UFS)
Fábio Rodrigues de Moura (UFS)
José Ricardo de Santana (UFS)
Gervásio Ferreira dos Santos (UFBA)
Ciro Brasil
Este artigo constrói as Tabelas de Recursos e Usos e a Matriz de Insumo‑Produto de Sergipe para 2018. A metodologia combina TRU regionais do IBGE e bases administrativas, com uso intensivo de notas fiscais eletrônicas, desagregando a economia em 38 atividades e 75 produtos. A MIP permite calcular multiplicadores, índices de ligação e campo de influência. Os resultados indicam multiplicador médio de produção de 1,3, destaque para refino de petróleo, maior impacto no emprego em atividades primárias e maior retenção de renda em educação privada e indústrias diversas, com setores centrais como energia, transportes, alimentos, químicos e informação.
Kaio Vital da Costa (IE/UFRJ)
A identificação de setores-chave de uma economia é uma análise clássica para a formulação de políticas industriais e seus impactos sobre a estrutura produtiva dos países. Os estudos utilizam matrizes de insumo-produto para calcular indicadores de encadeamentos, com o objetivo de analisarem a centralidade dos setores dentro da rede produtiva. A principal contribuição do presente estudo é a integração de indicadores de
insumo-produto com métricas de centralidade provenientes da teoria de redes. Além disso, o trabalho incorpora técnicas de aprendizado de máquina para sintetizar informações e identificar tipologias setoriais. Essa abordagem multidimensional supera limitações tradicionais dos indicadores clássicos de encadeamentos e oferece subsídios para o desenho de políticas industriais seletivas e estratégias de mudança estrutural.
Vicente Loeblein Heinen (UFRJ)
Fabio Neves Peracio de Freitas (UFRJ)
O estudo analisa os potenciais impactos econômicos e distributivos da redução da jornada no Brasil para 40 e 36 horas semanais, sem corte salarial. A abordagem empírica parte de dados da PNAD Contínua e de técnicas de insumo-produto aplicadas à Matriz de Contabilidade Social para estimar os impactos diretos e indiretos da política. Os resultados sugerem que a geração de empregos associada à redução da jornada tem reflexos positivos sobre a produção e a renda, com impactos inflacionários moderados e ganhos concentrados nas famílias de renda baixa e intermediária. As estimativas também evidenciam o conflito distributivo em torno da medida, que tende a ampliar a parcela salarial e comprimir as margens de lucro
Kerssia Preda Kamenach
José Luis da Costa Oreiro (UnB)
Fabrício J. Missio (Cedeplar/UFMG)
Este artigo analisa a relação entre arrecadação tributária municipal e desenvolvimento econômico nos municípios goianos entre 2015 e 2021, com ênfase no papel do Imposto Sobre Serviços (ISS) sobre o PIB per capita. Utilizaram-se modelos de dados em painel com efeitos fixos e aleatórios, além do Modelo Durbin Espacial (SDM), para captar a dependência espacial entre os municípios. Os resultados indicaram relação positiva entre arrecadação do ISS e desenvolvimento econômico nos modelos tradicionais, enquanto o SDM evidenciou interdependência regional significativa. Agropecuária, indústria e educação também apresentaram relevância estatística, reforçando a importância da capacidade fiscal e das interações espaciais no estado.
Economia Verde e Produção Sustentável
Bruno de Oliveira Cruz (IPEA)
Lorenzo Rinaldi
Valeria Baiocco
Este artigo investiga o powershoring—relocalização de indústrias intensivas em energia para países com matrizes limpas—como estratégia para reduzir emissões globais e mitigar o carbon leakage. Analisa-se transferência da produção chinesa de veículos elétricos para o Brasil, cuja matriz elétrica é majoritariamente renovável. Utilizando o algoritmo MARIO e a EXIOBASE 2020, simula-se o deslocamento de €290 milhões em exportações. Os resultados indicam redução global de 225 milhões de kg de CO₂, devido ao uso de energia mais limpa no Brasil. Há ganhos adicionais com a substituição de veículos a combustão, além de efeitos positivos sobre emprego qualificado e desenvolvimento regional.
Antero Alves Pereira Neto (UFU)
Marisa dos Reis Azevedo Botelho (UFU)
Since the 1970s, Brazil has invested in new energy sources to reduce its dependence on oil, gaining international prominence in the production and intensive use of biofuels. Now, as the world turns to sustainable hydrogen, Brazil has a unique opportunity to master biomass-to-hydrogen production. This study applies main path analysis to scientific articles, tracing the research network’s trajectory. It identifies foundational studies and key actors driving this technology. The goal is to assess Brazil’s position in these results and determine which productive paths the country should pursue to seize this window of opportunity.
Lucca Gustafson Rodrigues (BNDES)
Pedro Romero Marques
Patieene Alves-Passoni (UFRJ)
Este artigo analisa a desigualdade da pegada de carbono das famílias brasileiras. Os resultados mostram que o 1% mais rico emite sete vezes mais que os 10% mais pobres. Embora a desigualdade das emissões per capita seja menor que a de renda, refletem-se fortes disparidades associadas ao padrão de consumo. As principais fontes de emissões são alimentação, energia e transporte, com destaque para a primeira — diferentemente de outros países, onde o setor energético predomina. Apesar de representarem pequena fração do consumo, os produtos agropecuários e energéticos respondem pela maior parte das emissões, o que evidencia que reduções da pegada de carbono dependem não apenas do consumo, mas de melhorias na intensidade emissora da estrutura produtiva, particularmente no setor agropecuário.
Gustavo Luz Coutinho (Cedeplar/UFMG)
Anderson Tadeu Marques Cavalcante (Cedeplar/UFMG)
Este artigo analisa a distribuição territorial e a especialização produtiva dos setores-alvo da Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB) em Minas Gerais. Utilizando Quociente Locacional e Análise Exploratória de Dados Espaciais, investigam-se padrões de aglomeração e suas relações com desenvolvimento econômico e desempenho ambiental. Os resultados indicam expansão da especialização e formação de clusters territoriais marcados por desigualdades regionais: indústria, mineração e construção concentram-se na Região Metropolitana de Belo Horizonte, enquanto a agropecuária predomina em regiões menos dinâmicas. Observa-se associação positiva entre especialização e renda e relação negativa entre agropecuária verde e emissões per capita.
Economia da Inovação: Sistemas Regionais, Redes de Cooperação e Indicadores Espaciais
Patrine Soares Santos (Cedeplar/UFMG)
Alice Alves da Silva (UFMG)
Ulisses Pereira dos Santos (UFMG)
Este trabalho analisa a estrutura e a dinâmica espacial dos sistemas regionais de inovação (SRI) em Minas Gerais, a partir da identificação de padrões municipais para os anos de 2010 e 2022. Utilizando técnicas de análise multivariada, os municípios foram agrupados segundo características científicas, tecnológicas e urbanas, permitindo identificar diferentes estágios de maturidade inovativa. Os resultados evidenciam a persistência de um padrão concentrado, com poucos municípios reunindo maior capacidade inovativa, sobretudo na porção sul do estado, enquanto o restante permanece em níveis incipientes. Apesar de avanços nos indicadores de todos os SRI´s, não se observa reconfiguração significativa na distribuição espacial da inovação no estado, no período analisado.
Rebecka Camondá Pereira (UNIFAL-MG)
Márcia Siqueira Rapini (UFMG)
Vanessa Parreiras de Oliveira (UFOP)
André Luiz S. Teixeira (UNIFAL-MG)
João Francisco Sarno Carvalho (IFSULDEMINAS/Passos)
Este trabalho analisa como empresas mineiras acessam conhecimentos de universidades e institutos de pesquisa, a importância dessa cooperação para resultados e suas formas de realização e financiamento. A pesquisa considera 92 empresas vinculadas com grupos de pesquisa no Censo 2023 do DGP/CNPq. Os resultados indicam que as universidades são fontes relevantes de conhecimento para concluir projetos existentes e iniciar novos. A cooperação contribui para criação e aprimoramento de produtos, fortalecimento das competências da força de trabalho e ampliação da capacidade de absorção de conhecimento. As parcerias são financiadas principalmente com recursos próprios, enquanto o apoio público sustenta projetos inovadores.
Luana Fernanda Volpi (UFU)
Ana Paula Macedo de Avellar (UFU)
O objetivo desse artigo é analisar os determinantes da probabilidade de patenteamento em inteligência artificial nos projetos financiados pela EMBRAPII entre 2014 e 2025, com ênfase no papel da estrutura de rede de cooperação e no setor econômico de atuação das empresas. Utiliza-se de Análise de Redes Sociais e modelo logit com recorte em Minas Gerais. Os resultados indicam que centralidade de grau (degree), porte (MPEs) e inovações de produto e processo elevam a probabilidade de patentear. O setor de serviços apresentou coeficiente negativo e significante, revelando menor propensão na geração de patente em IA do que a manufatura.
Gabriel Gonçalves Nobre (UFMG)
Amanda Ferreira Rodrigues Pinto (UFMG)
Ulisses Pereira dos Santos (UFMG)
A análise da inovação regional tradicionalmente prioriza patentes e P&D, mas as marcas registradas surgem como métrica complementar, especialmente em serviços e economias desenvolvidas. Diferente das patentes, as marcas protegem ativos intangíveis ligados à diferenciação e ao mercado. Este estudo investiga a distribuição espacial das marcas no Brasil (2012-2020) usando dados inéditos do INPI, comparando com patentes. Os resultados mostram forte concentração no Sudeste, refletindo a estrutura produtiva do país. Busca-se ainda identificar determinantes econômicos e setoriais das marcas neste contexto de economia em desenvolvimento.
Crescimento Econômico e Desenvolvimento Espacial
Gustavo Britto (Cedeplar/UFMG)
Lorenzo Corrêa Barichello (Cedeplar/UFMG)
José Bergamin (Cedeplar/UFMG)
The economic complexity framework has traditionally focused on supply-side indicators, leaving the demand-side's role in economic development unexplored. This paper addresses this gap by proposing a novel methodology to measure demand-side complexity using microdata from the 2017/2018 Brazilian Household Budget Survey (POF). By adapting the usual methodology we calculate the Economic Complexity of Consumed Items (CCI) and the Economic Complexity of Demand (ECD) for 102 Brazilian regions. Results reveal a clear regional hierarchy where metropolitan areas in the South and Southeast exhibit the highest demand complexity, while rural regions in the North and Northeast remain at the base.
Jordana Silva (J-PAL)
Diogo Ferraz (USP)
Igor Tupy (IPEA)
Gustavo Britto (Cedeplar/UFMG)
The paper examines the relationships among economic resilience, economic complexity, and environmental degradation across Brazilian immediate regions from 2014 to 2019. We first estimate Spatial SUR models using Resistance and Recovery indices, Economic Complexity, and CO₂ emissions. Results suggest that complexity is associated with lower resilience and higher emissions, with non-linear effects consistent with the Environmental Kuznets Curve. The study then develops an exploratory multidimensional resilience index using DEA and the Malmquist Index, enabling a dynamic assessment of regional performance by decomposing trajectories into efficiency change and frontier shifts over time.
Olivia Clemente Palmier (UFMG)
Gustavo de Britto Rocha (Cedeplar/UFMG)
Lucas Resende de Carvalho (Cedeplar/UFMG)
Pedro Vasconcelos Maia do Amaral (Cedeplar/UFMG)
Este artigo avalia como a complexidade econômica influencia o desempenho na conquista dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em nível regional. Com base em dados de municípios brasileiros de 2023, combinamos Análise de Componentes Principais e técnicas de Econometria Espacial para estimar o impacto da complexidade econômica local nas metas dos ODS agrupadas em cinco dimensões: Economia, Ambiente, Social, Saúde e Educação. Os resultados indicam que maior complexidade econômica está sistematicamente associada a melhor performance nos ODS. Contudo, devido à heterogeneidade regional, essa associação varia entre dimensões. Os exercícios destacam a relevância dos spillovers espaciais e as implicações distintas para políticas produtivas, sociais e ambientais.
Marcio Júlio Pereira Henriques (UFJF)
Eduardo Gonçalves (UFJF)
Juliana Gonçalves Taveira (UFJF)
Este estudo analisa os determinantes estruturais do desenvolvimento regional no Brasil com base
em indicadores médios de complexidade e relatedness setoriais e regionais, examinando armadilhas
do desenvolvimento. Os resultados evidenciam disparidades entre Sul e Sudeste frente ao Norte
e Nordeste. Regiões com maior complexidade e relatedness apresentam maior PIB per capita e
diversificação, destacando o papel da indústria. Em contraste, serviços mostram baixa sofisticação e
articulação. Infraestrutura e capital humano especializado são determinantes, enquanto competências
isoladas não geram ganhos. A baixa mobilidade produtiva reforça políticas territoriais voltadas à
complementaridade, qualificação e infraestrutura para promover desenvolvimento regional equilibrado
e sustentável.
Crescimento Econômico e Desenvolvimento Espacial
Diana Chaukat Chaib (Cedeplar/UFMG)
Gilberto de Assis Libanio (Cedeplar/UFMG)
Este artigo investiga os impactos das exportações estaduais do Brasil para a China sobre o crescimento econômico dos estados no período de 2006 a 2020. Utilizando um modelo dinâmico de dados em painel estimado por System GMM, analisa-se como esses efeitos variam conforme a complexidade econômica e a concentração setorial das exportações. Os resultados indicam que as exportações para a China estão associadas positivamente ao crescimento do PIB estadual, porém com efeitos heterogêneos. Estados com maior complexidade econômica e diferentes padrões de especialização apresentam dinâmicas distintas, evidenciando a importância da estrutura produtiva para o desenvolvimento regional.
Isabela Campos (FJP)
Lúcio Otávio Seixas Barbosa (FJP)
Carla Aguilar Souza (FJP)
Luiz Carlos Ribeiro (UFS)
Este trabalho analisa o crescimento econômico das regiões geográficas intermediárias do estado de Minas Gerais entre 2002 e 2019, aplicando o método shift-share tradicional e espacial. Utilizando dados de emprego formal desagregados em sete setores, os resultados classificaram os setores de extração mineral, construção e serviços privados como dinâmicos, enquanto a agropecuária, a indústria da transformação, energia e saneamento e administração pública foram considerados estagnados. Nas regiões a Leste, especializadas nos setores dinâmicos, o crescimento do emprego foi paradoxalmente mais baixo; nas regiões a Oeste, onde a agropecuária se mostrou competitiva, o crescimento foi mais expressivo.
Maria Isabel da Silva Santos (Cedeplar/UFMG)
Gabriela Balduino Moreira (Cedeplar/UFMG)
Fabricio J. Missio (Cedeplar/UFMG)
Este artigo analisou o impacto da composição do crédito (empresas, famílias e governo) no crescimento do PIB de 42 países (2010-2024), utilizando clusters, regressões quantílicas e decomposições distributivas. Os resultados indicam que a alocação do crédito importa mais que o volume total. O crédito às empresas e às famílias apresentou efeitos predominantemente contracionistas, contrariando a expectativa de estímulo produtivo. Já o crédito governamental mostrou impacto positivo, condicionado ao regime de crescimento.Por fim, as decomposições revelaram que a disparidade de crescimento entre economias em desenvolvimento e avançadas decorre da eficiência alocativa do crédito, e não do montante disponível.
Juan da Silva Barcelos de Campos (Cedeplar/UFMG)
Marco Flávio da Cunha Resende (Cedeplar/UFMG)
Os determinantes do estado da expectativa de longo prazo formada no contexto da incerteza fundamental, como também as relações entre eles, estão indicados em Dequech (1999b). Porém, há lacunas entre esses determinantes. Este artigo tem como objetivo completar a estrutura teórica de formação de expectativas, elaborada por Dequech (1999b), por meio de três modificações associadas à inclusão das premissas imaginadas e do peso do argumento no esquema da formação da expectativa de longo prazo. Além disso, joga-se luz sobre o papel das convenções para a formação de expectativas na estrutura teórica citada.
Mercado de Trabalho e Transformações Estruturais: Tecnologia, Inserção Internacional e Qualificação
Mario Marcos Sampaio Rodarte (Cedeplar/UFMG)
Antônio Simões Junqueira (UFMG)
O artigo busca analisar os principais aspectos evolutivos do mercado de trabalho que, entre 1988 e 2025, seguiu uma trajetória em “M”, se observadas a evolução da taxa desemprego e estabelece, como hipótese, a sujeição das condições de vida dos trabalhadores à orientação geopolítica dos mandatários. Para que se cumprisse esse objetivo, foram utilizados os principais indicadores de mercado de trabalho extraídos da PNAD e PNADC do IBGE, que cobrem momentos distintos do recorte temporal. Algumas adaptações foram requeridas para que fosse possível uma leitura mais clara das continuidades e rupturas de tendências.
João Pedro Revoredo Pereira da Costa (Cedeplar/UFMG)
Lorenzo Corrêa Barichello (Cedeplar/UFMG)
O acordo Mercosul-UE promete desenvolvimento econômico, mas parte da literatura aponta riscos de desindustrialização em países periféricos. Este trabalho combina um modelo de equilíbrio geral computável com índices de complexidade econômica setorial para avaliar os impactos do acordo sobre a estrutura produtiva das regiões. Os resultados confirmam a prescrição da literatura. Na UE, ganhos de produção e exportação se concentram em setores de maior complexidade; no Mercosul, predominam ganhos em setores menos sofisticados e perdas nos mais complexos, sugerindo risco de aprofundamento da especialização regressiva na ausência de política industrial complementar.
Lisa de Lima Bittencourt Chinelatto (UFF)
Ana Urraca Ruiz (UFF)
Este trabalho pretende avaliar a polarização da estrutura de emprego relativa à distribuição dos salários no Brasil durante 2003-2023, considerando tecnologias digitais e tecnologias de informação e comunicação. Os dados sobre nível de emprego são distribuídos em termos de quintis de salários, obtidos a partir da remuneração média por trabalhador disposta na Relação Anual de Informações Sociais. A distribuição de empregos é classificada com a compatibilização da terceira versão da International Standard Classification of Occupations. Os resultados indicam que não há polarização geral do emprego no Brasil relativa a distribuição de salário. Predomina a mudança tecnológica enviesada a atividades rotineiras.
Matheus Ferreira dos Reis (Cedeplar/UFMG)
Juan Pablo Gama Torres (Cedeplar/UFMG)
André Braz Golgher (Cedeplar/UFMG)
Sandro Eduardo Monsueto (UFG)
Este artigo investiga os diferenciais salariais associados ao mismatch horizontal no mercado formal de trabalho brasileiro, com foco nos egressos de quatro universidades federais localizadas em diferentes regiões do país: UFG, UFPA, UFSCar e UNIFEI. A partir da vinculação de dados acadêmicos administrativos com a RAIS, construiu-se um painel longitudinal de graduados formados entre 2016 e 2020. O mismatch horizontal é mensurado por um índice contínuo de similaridade entre ocupações da CBO. Os resultados, estimados por efeitos fixos two-way, indicam que maior compatibilidade entre formação e ocupação está associada a prêmios salariais positivos e estatisticamente significativos para todas as instituições, com magnitude heterogênea entre universidades, refletindo especificidades curriculares e dos mercados de trabalho regionais
Desindustrialização e desigualdade regional
Flávio Vinicius Ferreira (Unicamp)
Antônio Carlos Diegues (Unicamp)
Partindo de uma concepção de desenvolvimento associada à acumulação, ao progresso tecnológico e à transformação estrutural, este artigo examina a contribuição da indústria ao desenvolvimento em países latino-americanos e africanos entre 2000 e 2019. O estudo reavalia a relação em U invertido entre industrialização e crescimento do PIB per capita proposta por Rowthorn, Palma e Rodrik. Utilizando técnicas shift-share, a produtividade do trabalho e os salários médios são decompostos conforme a intensidade tecnológica dos setores industriais. Testes econométricos avaliam a validade empírica dessa relação. Os resultados indicam estagnação estrutural, expansão de setores tecnológicos e enfraquecimento da contribuição industrial ao desenvolvimento.
Gustavo Oliveira Teles de Menezes
David Guimarães Coelho
Rayssa Alexandre Costa
Eduarda Fernandes Lustosa de Mendonça
A Nova Indústria Brasil (NIB), política industrial lançada pelo governo brasileiro em 2024, ocupa posição central nos debates sobre a indústria nacional. Com uma proposta de taxonomia setorial própria, este artigo contribui para tais discussões ao oferecer uma metodologia de análise do desempenho dos setores ligados às seis missões da NIB. Utilizando indicadores de adensamento produtivo e abertura comercial, a análise permitiu identificar traços característicos da desindustrialização brasileira na linha de base do período 2019-2023, como as dificuldades de ampliação da competitividade, produtividade e adensamento produtivo, mesmo nas duas missões mais dinâmicas, articuladas a cadeias produtivas intensivas em recursos naturais.
Lúcio Otávio Seixas Barbosa (FJP)
Geoffrey Hewings
André Carrascal Incera
Carla Aguilar Souza (FJP)
A desigualdade regional é uma característica histórica da economia brasileira. O Sudeste, especialmente São Paulo, concentra grande parte do PIB nacional. Minas Gerais, também no Sudeste, é a terceira maior economia do país e funciona como elo entre o Sul mais rico e o Nordeste mais pobre. Entre os estados brasileiros, Minas Gerais se destaca pelos elevados níveis de desigualdade espacial interna. As disparidades inter-regionais persistentes decorrem da concentração da atividade econômica e da forma de organização da produção. Utilizando um modelo de insumo-produto inter-regional, este artigo analisa as raízes estruturais da desigualdade regional no Brasil e em Minas Gerais.
Filipe Santiago dos Reis (UFJF)
Mariana Malta de Farias (UFJF)
Admir Antonio Betarelli Junior (UFJF)
Weslem Rodrigues Faria (UFJF)
Este estudo analisa a estrutura socioeconômica e espacial dos 5.570 municípios brasileiros em 2022, combinando técnicas multivariadas e análise exploratória de dados espaciais (AEDE). A Análise Fatorial extraiu três dimensões: desenvolvimento socioeconômico e produtivo, consolidação urbana e infraestrutura, e aprofundamento financeiro. A partir destas, gerou-se uma tipologia territorial via análise de agrupamentos. Os resultados indicam alta correlação espacial nas dimensões socioeconômica e de infraestrutura. Em contraste, a dimensão financeira apresenta fraca associação local, concentrando-se em polos urbanos. O artigo oferece um diagnóstico atualizado da heterogeneidade regional, evidenciando padrões espaciais distintos no desenvolvimento brasileiro, fornecendo subsídios essenciais para políticas públicas territoriais.
Determinantes do Desenvolvimento Regional: Complexidade Econômica
Lucas Scheremetta Santos (Cedeplar/UFMG)
A complexidade econômica tem se consolidado como dimensão relevante para a análise do desenvolvimento regional, mas a escolha do algoritmo de mensuração permanece pouco discutida. Este artigo compara o Índice de Complexidade Econômica (ECI) e o algoritmo Fitness-Complexity (FC) como indicadores do desenvolvimento das 510 Regiões Geográficas Imediatas brasileiras (2006-2019). Os resultados sugerem que os dois algoritmos capturam dimensões complementares da sofisticação produtiva: o Fitness reflete a diversificação extensiva, enquanto o ECI capta a composição qualitativa da cesta de atividades. A divergência, persistente e concentrada no Norte e Nordeste, tem implicações diretas para políticas de desenvolvimento regional.
Erick Inácio Ferreira (Cedeplar/UFMG)
João Prates Romero (Cedeplar/UFMG)
O artigo apresenta uma conexão teórica e empírica entre as teses clássicas da Questão Regional brasileira e a abordagem da Complexidade Econômica. Identifica-se uma relação direta entre o padrão espacial de concentração das atividades complexas e as teorias da desconcentração produtiva. A partir de microdados da RAIS e métodos de análise exploratória espacial, verifica-se uma concentração persistente das atividades mais complexas no Estado de São Paulo. Acrescenta-se ao debate evidências de expansão de um segundo polo de alta complexidade, localizado no Sul, assim como uma perda relativa de complexidade no Norte e Nordeste, concomitante a ganhos em microrregiões do Centro-Oeste.
Yasmin Nery Santos (UFS)
Elton Eduardo Freitas (PPGE/UFS)
Gustavo de Britto Rocha (Cedeplar/UFMG)
O debate sobre desenvolvimento regional destaca o papel da especialização, diversificação e sofisticação produtiva nas trajetórias de crescimento no Brasil. Este artigo analisa a relação entre complexidade econômica e escala produtiva nas Regiões Imediatas Brasileiras entre 2006 e 2023. Utilizando dados da RAIS, DataViva, IBGE e ComexStat, e modelos de painel com efeitos fixos, os resultados mostram que a especialização setorial permanece como principal motor dos ganhos de escala, inclusive em regiões mais complexas. O Índice de Complexidade Econômica (ECI) apresenta efeito positivo em regiões menos sofisticadas, mas efeitos modestos ou negativos em regiões altamente complexas. A diversificação tende a beneficiar regiões mais sofisticadas, embora possa reduzir a eficiência em contextos intermediários.
Danielle Evelyn de Carvalho (Cedeplar/UFMG)
João Prates Romero (Cedeplar/UFMG)
This article investigates the influence of the competitiveness and the proximity to the knowledge portfolio of neighboring regions on the entry and exit of specializations and on the growth of regional competitiveness in Brazil. Using employment data (RAIS) for 344 sectors across 510 immediate regions in 2011, 2016, and 2021, OLS, Logit, and Probit models are estimated. The results show that the competitiveness (RCA) and the capability density of neighboring regions raise the probability of new specializations and RCA growth, while reducing the probability of exit. Neighbors' capabilities are particularly relevant for regions with lower economic complexity and income.
Economia da Infraestrutura e dos Transportes: Eficiência, Mercados e Financiamento
Pedro Henrique Moura Siqueira (UFJF)
Admir Antonio Betarelli Junior (UFJF)
Fernando Salgueiro Perobelli (UFJF)
Este artigo quantifica os efeitos regionais e setoriais da melhoria da eficiência portuária no Brasil, por meio de um modelo dinâmico de equilíbrio geral computável multirregional. Os choques de produtividade são calibrados com microdados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários para reproduzir as metas do Plano Nacional de Logística Portuária 2015. Os resultados mostram que os ganhos de PIB e comércio se concentram em estados economicamente diversificados e logisticamente integrados, enquanto regiões portuárias exportadoras de commodities geram transbordamentos indiretos na vizinhança. Os impactos setoriais são maiores em setores intensivos em logística, especialmente Petróleo e Gás, Máquinas e Equipamentos e Eletrônicos.
Alessandra Cristina Quirino (UFJF)
Silvinha Pinto Vasconcelos (UFJF)
Marcelo Resende de Mendonça e Silva (UFRJ)
Este artigo tem como objetivo principal identificar a existência de paralelismo de preços com base no comportamento de um segmento do mercado aéreo brasileiro. Foi realizada a análise empírica dos preços de longo e curto prazo por meio de testes de cointegração e causalidade. Constatou-se existência de relação de equilíbrio de longo prazo entre os preços das tarifas aéreas estudadas. Conclui-se pela possibilidade de indicação de relação de estabilidade de longo prazo e as firmas possivelmente envolvidas em conluio anticompetitivo, além de poder constatar existência de liderança e indicar a mesma.
Victor Medeiros (Cedeplar/UFMG)
Rafael Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Pedro Amaral (Cedeplar/UFMG)
Investimentos em infraestrutura podem promover crescimento econômico, inclusão social e sustentabilidade ambiental, mas políticas rodoviárias frequentemente priorizam retornos econômicos e negligenciam custos sociais e ambientais. Este estudo propõe uma estrutura empírica para identificar regiões prioritárias para investimentos em rodovias no Brasil, considerando conjuntamente dimensões econômicas, sociais e ambientais. Aplicamos o framework em múltiplas escalas espaciais e realizamos uma avaliação ex-post do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC, 2007–2018). Os resultados mostram que o PAC gerou ganhos econômicos relevantes, mas os retornos poderiam ter sido 30% maiores caso os investimentos tivessem sido direcionados às regiões prioritárias identificadas pelo estudo proposto aqui.
Vitória de Nazaré Almeida Soares (UFPA)
Cláudio Alberto Castelo Branco Puty (UFPA)
Este artigo investiga a associação entre a presença de megagestoras globais (proxy: BlackRock) na governança de grandes corporações do setor de infraestrutura no Brasil, analisando o impacto diferencial sobre as empresas de controle estatal.. Analisa-se como a Lei 13.303/2016 associou-se a mudanças na governança corporativa e na destinação do excedente econômico. Utilizando modelagem em painel (2010-2023) com Efeitos Aleatórios, os resultados oferecem suporte empírico à hipótese de que a interação entre o marco legal e a propriedade institucional apresenta associação positiva com o payout (p=0,0293). Ilustra-se o "Efeito Tesoura": elevação na distribuição de dividendos concorrente à retração do investimento real (CAPEX), caracterizando a dinâmica de redirecionamento da poupança nacional para circuitos financeiros globais.
Redes Locais e Vulnerabilidades Urbanas: Economia Solidária, Alimentação e Clima
Uriel Soares Valadares (UFMG)
Felipe Nunes Coelho Magalhães (UFMG)
O artigo analisa a Economia Solidária (ES) como técnica não hegemônica de produção do espaço na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A partir de entrevistas qualitativas, investiga-se a relação dual da ES com o Estado: opera com o aparato público para acessar infraestruturas e apesar dele, mantendo autonomia frente a apoios instáveis. O estudo demonstra que o circuito solidário se sustenta por uma infraestrutura social de cuidado, e não apenas pela renda. Conclui-se, criticamente, que o limite do movimento reside no seu isolamento em relação à economia popular e a outros movimentos sociais urbanos.
Paulo José Paiva Guimarães
Larissa Barbosa Cardoso
Flaviane Souza Santiago (UFJF)
Maria Angélica Nascimento dos Santos (UFJF)
Gabrielito Rauter Menezes
Este estudo analisa a distribuição espacial e os determinantes da IAN nos municípios de Goiás.
A mensuração da IAN foi realizada por meio de um índice composto por 25 indicadores
relacionados às dimensões disponibilidade, acesso, consumo e utilização. Aplicou-se análise
exploratória de dados espaciais (AEDE) e estimou-se um modelo SAR-probit para captar a
dependência espacial entre municípios. Os resultados indicam predominância de IAN no estado
e autocorrelação espacial positiva. Desemprego e desigualdade de renda elevaram a
probabilidade de IAN, enquanto renda, água tratada, ESF e aleitamento materno a reduziram.
Lara Delgado (Cedeplar/UFMG)
O artigo busca investigar os efeitos da crise climática sobre as agriculturas urbanas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, analisando como os agricultores percebem e enfrentam esses desafios na última década. Em comum aos dados climáticos e aos relatos vemos 1)o foco na desconstrução da narrativa de uma responsabilidade humana, evidenciando como a lógica capitalista de acumulação e exploração produz riscos e vulnerabilidades distribuídos de forma desigual sobre os territórios;2) um retorno à dimensão do território e práticas cotidianas que re-localizam a produção de alimentos, utilizando saberes populares e estratégias agroecológicas como resistência e 3) destaque a agricultura urbana como um ato de resistência e cooperação popular, cujas dinâmicas de segurança alimentar são frequentemente invisibilizadas pela carência de apoio governamental.
Mara Nogueira
João Tonucci (Cedeplar/UFMG)
Jiawei Zhao
Priscila Musa (Cedeplar/UFMG)
Renata Marquez (UFMG)
Este artigo examina como políticas urbanas e a migração chinesa transformaram as economias populares de Belo Horizonte. Produtos chineses circulam no comércio popular brasileiro, enquanto a cidade emerge como polo regional articulando consumo popular e redes transnacionais. A criminalização do comércio ambulante e sua transferência para os shoppings populares reorganizaram a economia popular em torno de “zonas cinzentas” onde a legalidade é seletivamente administrada. Argumentamos que os shoppings produzem formas de acumulação por transgressão, concentrando renda via aluguéis e promovendo proteção seletiva. Migrantes chineses ocupam uma posição ambivalente: fundamentais para o modelo, mas simultaneamente explorados, disciplinados e, muitas vezes, precarizados.
Desigualdades Sociais em Educação
Mateus Hurbano Bomfim Moreno (IPEA)
Este estudo visa identificar quais tipos de despesas familiares com educação são mais concentrados entre indivíduos relativamente ricos ou pobres. As elasticidades-renda estimadas mostram que um aumento de 10% na renda está associado a um aumento de 9,43% nas despesas familiares (monetárias e não monetárias) com educação e a uma diminuição de 0,85% no consumo de serviços educacionais não monetários. Em geral, os itens de gastos com educação monetários e não monetários, apresentaram concentração nos relativamente ricos. Já os itens de gastos com serviços educacionais não monetários, apresentaram concentração nos relativamente pobres, com exceção do ensino superior e da pós-graduação.
Ana Tereza Pires (IPEA)
Adriano Senkevics (IPEA)
Marilia Sposito (USP)
Resumo: Este artigo analisa a articulação entre educação e trabalho entre jovens de 15 a 29 anos no Brasil, entre 2016 e 2023, com base na Pnad Contínua. Propõe uma tipologia de seis situações que combinam inserções educacionais e ocupacionais. A modelagem estatística mostra que a condição “não estuda e fora da força de trabalho” (NEFT) é mais prevalente entre mulheres negras de baixa renda, intensificando-se com a idade. Jovens da metade mais pobre da população têm uma chance nove vezes maior de estar na condição NEFT em comparação ao décimo mais rico. Os resultados revelam padrões cumulativos de desigualdades associadas à renda, raça e gênero, as quais se intensificam no percurso de vida juvenil.
Cicero Filipe Rocha da Silva (PPGE/UFS)
Fábio Rodrigues de Moura (PPGE/UFS)
Fernanda Esperidião (PPGE/UFS)
Este trabalho o objetivo analisar a eficiência dos municípios brasileiros na oferta do ensino
fundamental, no período de 2013 a 2023, utilizando a abordagem de Fronteira Estocástica de
Produção (Stochastic Frontier Analysis – SFA). A metodologia empregada permite estimar a
eficiência técnica dos municípios ao considerar simultaneamente a presença de ineficiência e
de choques aleatórios. Foram estimadas duas fronteiras de produção distintas, contemplando os
anos iniciais e finais do ensino fundamental. Os resultados indicam significativa
heterogeneidade entre os municípios brasileiros, evidenciando a existência de unidades que
conseguem transformar insumos em resultados educacionais de forma mais eficiente, mesmo
em contextos socioeconômicos adversos.
Andre Melo Modenesi (UFRJ)
Flavia Dantas
Sofia Nery
Pedro Rossi
Este artigo investiga se a inflação possui dimensão racial no Brasil por meio da construção de índices de preços ao consumidor para famílias negras e brancas, a partir da POF 2017-2018 e da metodologia do IPCA. Os resultados indicam que, no agregado, as diferenças entre os índices raciais são relativamente pequenas. No entanto, a análise desagregada revela assimetrias importantes: famílias negras apresentam maior peso relativo em alimentação e bens essenciais, enquanto famílias brancas concentram maior participação em despesas pessoais e serviços. Assim, a dimensão racial da inflação depende da natureza dos choques de preços e do periodo em questão.
Política Fiscal e Finanças Públicas: Emendas Parlamentares, Regras Fiscais e Endividamento
Maria Fernanda Cardoso (UFMG)
Rafael Saulo Marques Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Ezequiel Henrique Rezende (Cedeplar/UFMG)
As mudanças institucionais relacionadas à impositividade das emendas parlamentares e à criação das transferências especiais consolidaram as chamadas emendas Pix como um importante mecanismo de transferência discricionária de recursos aos municípios brasileiros. Nesse contexto, este artigo investiga se a execução dessas transferências produz efeitos eleitorais diretos sobre a reeleição de prefeitos incumbentes nas eleições municipais de 2024. Para isso, utiliza-se um modelo de regressão logística aplicado a uma amostra de 2.804 municípios brasileiros. Os resultados indicam que as emendas Pix estão associadas de forma positiva e estatisticamente significativa à probabilidade de reeleição dos prefeitos incumbentes em 2024.
Alexea Santos de Santana Bonfim (UFV)
Luciano Dias de Carvalho (UFV)
Ian Michael Trotter (UFV)
O presente estudo busca analisar as condições pelas quais os regimes do Teto dos Gastos e do Novo Arcabouço Fiscal consegue estabilizar a relação dívida pública/PIB, ao mesmo tempo em que se mantém a taxa de emprego (desemprego) em patamares socialmente adequados. Para tanto, utiliza-se de um modelo macrodinâmico Pós-Keynesiano compatível com o regime de metas de inflação e conflito distributivo. Os resultados indicam que o Teto dos Gastos apresenta maior fragilidade devido à sua rigidez, enquanto o Novo Arcabouço Fiscal demonstra maior potencial de sustentabilidade da relação dívida-PIB e da taxa de emprego (desemprego) no médio prazo.
Carla de Barros Reis (Cedeplar/UFMG)
Monica Viegas Andrade (Cedeplar/UFMG)
Kenya Noronha (Cedeplar/UFMG)
Lucas Resende de Carvalho (Cedeplar/UFMG)
Luciana Dias de Lima
O artigo analisa as implicações distributivas das emendas parlamentares federais no financiamento da saúde pública no Brasil, entre 2015 e 2021. A partir de curvas e índices de concentração e da decomposição dos fatores associados, os resultados indicam um padrão geral favorável às localidades mais vulneráveis, especialmente nas transferências destinadas à atenção básica. Apesar da importância de critérios técnicos na explicação da desigualdade, a relevância do componente residual e seu caráter pró-rico aponta para a existência de outros mecanismos que influenciam a distribuição dessas emendas, sugerindo que parte da alocação escapa de critérios objetivos e reforça a necessidade de aprimoramento dos sistemas de monitoramento, além de um olhar mais refinado sobre os determinantes da destinação dos recursos parlamentares no SUS.
Clara Brenck (Cedeplar/UFMG)
Daniel César Stumm (UFRJ)
This paper investigates the impact of federal public debt on the wage share in Brazil from 2002 to 2019. Using local projections, we estimate the effects of the nominal budget balance — disaggregated into primary balance and nominal interest payments — on labor’s income share. We find that a higher nominal deficit reduces the wage share, an effect driven predominantly by interest payments. This operates through the unemployment channel: interest payment shocks raise unemployment, thereby squeezing workers' bargaining power and reducing their share of income. Conversely, shocks that widen the primary deficit (or reduce the primary surplus) lower unemployment and improve the wage share.
Transformações do Espaço Urbano e Regional: Uso do Solo, Mercados e Novas Dinâmicas
Rodrigo de Loyola Dias
Renan Pereira Almeida
Modelos Baseados em Agentes (ABM) permitem analisar evoluções regionais levando em conta a desigualdade inerente ao capitalismo. No Brasil, essa desigualdade se expressa também na posse da terra, sendo um dos fatores que explicam nossas elevadas taxas de desmatamento. Apresentamos um modelo que investiga a mudança no uso do solo nas Regiões Intermediárias de Barreiras, no oeste da Bahia (bioma Cerrado), e de Redenção, no sudeste do Pará (bioma Amazônia). Resultados preliminares indicam que o índice de Gini inicial está relacionado a maior desmatamento, maior número de falências familiares (e êxodo rural) e concentração de terras ao final do período.
Altivo Roberto Andrae de Almeida Cunha
Mauro Macedo Campos (UENF)
Este documento explora os impactos econômicos e sociais diretos e indiretos dos mercados atacadistas de alimentos (MAA) na América Latina, com um foco no caso Brasileiro Durante a pandemia de COVID-19, esses mercados desempenharam um papel crucial na manutenção do acesso a alimentos e na promoção da segurança alimentar. A revisão da literatura destaca o papel dos MAA na geração de renda, os efeitos multiplicadores, a geração de empregos diretos e indiretos e a promoção do desenvolvimento rural e urbano e sistematiza evidências internacionais de impactos dos MAA nos sistemas alimentares em diversas dimensões em uma perspectiva sistêmica que evidencia como esses mercados fortalecem as economias locais e regionais.
Lucas Ribas Vianna (Cedeplar/UFMG)
Este trabalho analisa a dinâmica socioeconômica da gastronomia em Belo Horizonte após sua integração à Rede de Cidades Criativas da UNESCO. Utilizando dados da RAIS, arrecadação de ISS e bases da Prefeitura de Belo Horizonte entre 2017 e 2024, foram realizadas análises sobre emprego, estabelecimentos, especialização produtiva e distribuição espacial do setor gastronômico. Os resultados indicam fortalecimento institucional e simbólico da gastronomia como eixo de promoção urbana e identidade territorial. Entretanto, observam-se baixos níveis de especialização produtiva, redução da participação relativa do setor na economia municipal e manutenção da concentração espacial das atividades na região Centro-Sul da cidade.
Isabella Silva Lima (UFMG)
Ana Lysa Soares de Oliveira (UFMG)
Gabrielly Henrique Dias Magalhães (UFMG)
Bernardo Campos de Assunção (UFMG)
Felipe Nunes Coelho Magalhães (UFMG)
O artigo analisa a desindustrialização e a reestruturação produtiva como determinantes da reconfiguração socioespacial na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), destacando seu vetor oeste. Apoiado em dados secundários e entrevistas qualitativas, o estudo investiga a inflexão de uma materialidade urbano-industrial para uma economia pautada pela circulação logística e de serviços. Sob o escopo da neoliberalização periférica, argumenta-se que essa conversão territorial expressa uma profunda reorganização da acumulação capitalista. Conclui-se que tal desarticulação urbano-econômica engendra novas espoliações, aprofundando a precarização e uberização do trabalho, a financeirização subordinada via endividamento popular e a segregação metropolitana.
Economia Pública, Política Monetária e Distribuição de Renda
Marina da Silva Sanches (UNESP)
Nikolas Schiozer (Unicamp)
Tainari Taioka (USP)
Guilherme Klein Martins (UFRJ)
Este artigo examina se reformas do imposto de renda que aumentam a progressividade estimulam ou prejudicam a atividade econômica. Construímos um conjunto de dados narrativos original de reformas do imposto de renda de pessoas físicas no Brasil cobrindo o período de 1947 a 2020. Classificamos cada medida de acordo com sua direção distributiva: progressiva ou regressiva. Aplicando projeções locais, encontramos que reformas progressivas geram efeitos positivos e estatisticamente significativos no curto prazo sobre o produto e o emprego. Medidas regressivas não produzem efeitos significativos. Esses resultados sugerem que uma tributação mais progressiva pode simultaneamente promover objetivos distributivos e macroeconômicos.
Taís Maria Silva Terra (UFMG)
Frederico G. Jayme Jr. (UFMG)
Ana Maria Hermeto (UFMG)
This study examines the macroeconomic implications of gender inequality from a Kaleckian perspective, emphasizing how structural disparities in labor markets constrain growth. An international panel analysis was conducted for 60 countries from 2010 to 2022 using data from WID, the World Bank, UNDP, and ILO. Different panel data models estimated the effects of socioeconomic, demographic, occupational, and political characteristics on per capita income. Results show that some structural variables affect income similarly across genders, but with different magnitudes. Unpaid domestic and care work is significant only for women, highlighting that reducing gender inequality is essential for growth, aggregate demand, and sustainable development.
Waleria de Andrade Levindo (UFMG)
Rafael Saulo Marques Ribeiro (UFMG)
Helena Rodrigues Fernandes de Morais (UFMG)
A tributação ambiental é um instrumento essencial para internalizar os custos sociais do carbono e financiar a transição ecológica, embora sua adoção seja desigual globalmente. Este estudo investiga os determinantes político-institucionais das receitas provenientes de tributos ambientais. Com base na economia política ambiental e na teoria institucionalista, examinamos como a qualidade democrática — caracterizada por eleições competitivas e pela proteção das liberdades civis — influencia a capacidade do Estado de implementar essas complexas medidas fiscais. Utilizando um painel de dados de 25 países no período de 2005 a 2021, o estudo emprega um modelo dinâmico System-GMM para obter estimativas robustas à endogeneidade. Os resultados demonstram que democracias liberais mais robustas são significativamente mais bem-sucedidas na mobilização da tributação ambiental.
Maria Cristina Barbieri Góes
Joana David Avritzer
Lídia Brochier
Este artigo investiga os efeitos da política monetária sobre a distribuição funcional da renda no Brasil por meio de dois canais: a dinâmica dos salários reais e os efeitos do crédito sobre produto e produtividade. Utilizando modelos SVAR com dados mensais de 2011 a 2024, estimamos o impacto de mudanças na taxa SELIC sobre salários reais, preços, emprego, crédito e participação dos salários na renda. Os resultados mostram que os efeitos do aperto monetário são não lineares e dependentes do regime de juros. Em ambientes de juros baixos, choques contracionistas geram inflação de custos; já em regimes de juros altos, provocam quedas significativas do produto e do emprego. Observa-se ainda um pequeno aumento da parcela salarial, via redução da produtividade.
Transformações Produtivas, Energia e Desenvolvimento Local
Felipe de Souza Oliveira (UFJF)
Rafael Morais de Souza (UFJF)
Victor Eduardo de Mello Valério (UNIFEI)
Douglas Sad Silveira (UFJF)
Este artigo investiga o curtailment fotovoltaico no Brasil. Combinando dados operacionais e meteorológicos, mapeamos a concentração espacial das restrições e avaliamos a previsibilidade da irradiação em usinas congestionadas. Utilizando modelos de aprendizado de maquinas e técnicas de interpretabilidade por permutação, demonstramos que os cortes são altamente concentrados e a irradiação local segue padrões previsíveis de curto prazo. Essa previsibilidade deriva majoritariamente do ambiente de iradiação e defasagens do recurso, com baixo impacto de variáveis atmosféricas amplas. Os resultados confirmam que modelos preditivos localizados são cruciais para monitorar congestionamentos, precificar riscos, guiar investimentos em armazenamento e otimizar a expansão elétrica nacional.
Gabriela Balduino Moreira (Cedeplar/UFMG)
Júlia Fernanda Diadelmo (Cedeplar/UFMG)
Virgínia Antunes Nobre (Cedeplar/UFMG)
Fernanda Faria Silva (UFOP)
Marco Aurélio Crocco (Cedeplar/UFMG)
This article investigated the relationship between green credit and greenhouse gas emissions in Brazil between 2016 and 2023, assessing whether sustainable financial instruments promoted effective mitigation or reflected institutional greenwashing. Using descriptive analysis and Panel Data Estimation (GMM), the results showed that green credit expansion was associated with higher emissions in the most polluting sectors. Credit distribution reproduced Brazil’s traditional financial geography, concentrated in the Southeast and South, while northern states received limited resources. Moreover, the main emitting sectors absorbed most green credit without emission reductions, questioning the effectiveness of green finance as a driver of technological transformation.
Edson Paulo Domingues (Cedeplar/UFMG)
Guilherme Perobelli Salgueiro (Cedeplar/UFMG)
Gustavo Luz Coutinho (Cedeplar/UFMG)
Aline Souza Magalhães (Cedeplar/UFMG)
Mark Horridge
Este artigo avalia os impactos econômicos e ambientais da Lei do Combustível do Futuro no Brasil usando um modelo EGC dinâmico-recursivo calibrado às contas nacionais de 2015. A política eleva a mistura de etanol na gasolina de 27% para 35% e de biodiesel no diesel para 20% até 2030, em comparação a um cenário-base para 2025–2030. Os resultados mostram custos macroeconômicos moderados: o PIB cai 0,3%, o investimento 0,8%, o consumo das famílias 0,4% e o emprego 0,1%, impulsionados por aumentos de 9,0% no preço da gasolina e 5,3% no diesel. Ambientalmente, as emissões caem 1,7% e a razão emissões/PIB 1,4%, mas a área agrícola cresce 2,1 milhões de hectares, incluindo 463 mil hectares de perda de vegetação nativa.
Júlia Martins do Carmo (Cedeplar/UFMG)
Rafael Saulo Marques Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
A transição para matrizes de baixo carbono demanda expressivo fluxo de capital no Sul Global. Este artigo analisa o impacto dinâmico do financiamento climático de mitigação na expansão da energia renovável em 116 países (2006-2021), empregando Projeções Locais (LP-OLS). Os resultados demonstram que o capital amplia a participação renovável apenas no curto prazo (primeiros dois anos), dissipando-se devido à inércia da infraestrutura fóssil (Carbon Lock-In). A análise desagregada revela resposta inelástica nas economias desenvolvidas e forte alavancagem inicial nos países emergentes. Conclui-se que o financiamento isolado não assegura descarbonização sustentada, exigindo reformas institucionais e políticas de fomento domésticas concomitantes.
Família, cuidado e desigualdades no curso de vida
Nathália Letícia Vaz de Melo (UFMG)
Raquel Zanatta Coutinho (Cedeplar/UFMG)
Michelle Elaine Siqueira Ferreira (UFMG)
Os benefícios do aleitamento materno estão documentados. Este estudo elaborou um panorama sobre o aleitamento materno, identificando fatores relacionados. Utilizando dados de um estudo transversal realizado em 2021, observou-se associação entre fatores sociodemográficos e amamentação. Mulheres mais velhas tendem a amamentar menos exclusivamente e usar fórmula infantil, enquanto mães pretas/pardas amamentam por tempo prolongado, relatam menos dificuldades, mas têm menor probabilidade de amamentar na "hora de ouro". Mulheres com ensino superior e de classe A têm mais chances de usar fórmula e enfrentar desafios na amamentação. Benefícios sociais, maior número de filhos e consultas de pré-natal favorecem a prática. O estudo reforça a necessidade de políticas públicas que ampliem o suporte às mães e incentivem a continuidade do aleitamento materno.
Laura Maciel Freitas (Cedeplar/UFMG)
Andréa Branco Simão (Cedeplar/UFMG)
Este trabalho analisa como as vivências nas ruas interferem nos significados atribuídos à saúde, ao adoecimento e ao cuidado pela população em situação de rua. Os dados provêm de 40 entrevistas semiestruturadas, realizadas entre julho de 2023 e março de 2024, nos municípios de Belo Horizonte, Betim e Contagem, em Minas Gerais. Os resultados apontam que a experiência de viver nas ruas produz um processo contínuo de desgaste físico e psíquico, marcado por dificuldades de acesso aos serviços de saúde. Nesse contexto, o cuidado em saúde emerge como prática improvisada, combinando automedicação, saberes populares e redes de solidariedade.
Fernanda Gonçalves de Souza (Cedeplar/UFMG)
Danielle Cireno Fernandes (Cedeplar/UFMG)
Este estudo analisa a oferta de parentes femininos corresidentes na vida de mulheres
brasileiras na menopausa entre 1980 e 2010. Utilizando os Censos Demográficos de 1980, 1991, 2000
e 2010, foram analisadas mulheres de 48 a 50 anos, identificando a corresidência com mães, filhas,
irmãs, netas e outras parentes. Os arranjos domiciliares foram classificados em mulheres que vivem
sozinhas, com parentes primários ou secundários. Os resultados indicam redução da corresidência
com filhas e aumento da presença materna e de netas, evidenciando transformações nas redes
intergeracionais de apoio e a necessidade de políticas públicas voltadas ao suporte às mulheres na
menopausa.
Transição demográfica, território e demandas sociais
Luís Otávio Campos Silva (Cedeplar/UFMG)
Leonardo de Oliveira Penna (Cedeplar/UFMG)
Este estudo analisa a dinâmica espacial das taxas de crescimento populacional dos municípios de Minas Gerais entre 2000 e 2022, comparando os subperíodos 2000–2010 e 2010–2022. Estimam-se taxas médias anuais de crescimento populacional, variação real do PIB total e setorial, aplicando-se em seguida o Índice de Moran Global e Local (univariado e bivariado) e o Spatial Error Model. Os resultados revelam polarização territorial: corredores de crescimento consolidam-se no Centro, Sul e Triângulo Mineiro, enquanto o Norte, Nordeste e Vale do Jequitinhonha apresentam decréscimo populacional. O crescimento do PIB e a recomposição setorial associam-se robustamente às maiores taxas demográficas.
Evelin de Sousa Rocha (Unimontes)
Marilia Borborema Rodrigues Cerqueira (Unimontes)
Maria Alice Ferreira dos Santos (Unimontes)
Este estudo analisa o processo de envelhecimento nos 853 municípios de Minas Gerais a partir da construção do Índice de Transição Demográfica (ITD) para o período de 1980 a 2047, por meio de análise fatorial baseada em cinco indicadores demográficos. Os resultados indicam avanço heterogêneo da transição demográfica: municípios de menor porte e com elevada emigração apresentam envelhecimento mais acelerado, enquanto municípios com maior dinamismo econômico apresentam envelhecimento mais lento. O ITD mostrou-se ferramenta adequada para diagnósticos territoriais e subsídio a políticas públicas. Conclui-se que o risco de envelhecer antes de se desenvolver é uma tendência para os municípios mineiros.
Carlos Alexandre Silva (Cedeplar/UFMG)
Damien Philippe Antoine Franca Huchet (FJP)
Juliana Dias Riani (FJP)
Este trabalho estima a demanda potencial por matrículas na educação básica das Regiões Geográficas Intermediárias de Minas Gerais de 2022 a 2047. A análise decompõe a variação das matrículas em um componente demográfico e um componente normativo. Os resultados indicam uma redução estrutural da demanda ao longo do período, devido à diminuição no tamanho das coortes em idade escolar. Contudo, algumas etapas do ensino ainda exigirão ampliação das matrículas para alcançar as metas de cobertura previstas no Plano Estadual de Educação e no Plano Nacional de Educação.
Márcio Vinícius de Oliveira (UFOP)
Breynner Ricardo de Oliveira (UFOP)
Jianne Ines Fialho Coelho (UFOP)
Maria Michelle Fernandes Alves (UFOP)
Anna Gabriela da Anunciação Gomes (UFOP)
Os dados educacionais fornecem ao Brasil um recorte sobre a situação educacional a partir das seguintes óticas: o Ministério do Trabalho com a divulgação da escolarização dos trabalhadores formais, pela Relação Anual de Informações Sociais (RAIS); o INEP com a divulgação das informações da realidade educacional das escolas, a partir do Censo Escolar; e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através do Censo Demográfico, com panorama decenal censitário da frequência escolar e escolaridade, além da PNAD, com caráter amostral. Assim, é possível trabalhar com cada um desses levantamentos para entender a evolução e os desafios da educação brasileira.
Marcos Damasceno (Cedeplar/UFMG)
Reinaldo Onofre dos Santos (Cedeplar/UFMG)
Este trabalho investiga determinantes da variação da população economicamente ativa brasileira entre 2002 e 2022. Utilizando dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e uma técnica de decomposição, isolam-se efeitos demográficos e econômicos dessa variação, expressos pelos componentes da mortalidade, reposição de coortes (fecundidade), migração e taxa de atividade. Os resultados confirmam que o impacto da dinâmica demográfica (efeito de composição) foi superior ao do componente econômico (efeito taxa), sendo o processo de reposição de coortes o principal motor do crescimento da força de trabalho nesse período, que foi positivo, mas sob taxas cada vez menores.
Migração, mobilidade, gênero e trabalho
Leonardo Biazoli (UNIFAL-MG)
Bruna de Paula Fonseca
Izabela Regina Cardoso de Oliveira (UFLA)
Understanding how the international mobility of researchers shapes knowledge production is a strategic cornerstone for public policy planning in emerging economies. We employ a Regression Discontinuity Design (RDD) to measure the effects of international mobility on the scientific trajectories of both emigrant and returnee researchers, evaluating the impact on citation volume, SJR index, and international collaborations following mobility events that occurred between 2010 and 2015. The findings suggest that international experience fosters significant shifts across the analyzed variables for both groups, revealing substantive gains in journal prestige and global integration.
Pedro Henrique Dias Marques (Cedeplar/UFMG)
Alisson Flávio Barbieri (Cedeplar/UFMG)
Rodrigo Oliveira Braga Reis (UFAM)
O objetivo do presente estudo foi investigar as diferenças nas percepções dos efeitos dos eventos
climáticos extremos na mobilidade de comunidades ribeirinhas e indígenas da mesorregião do Alto
Solimões. Para isso, foram desenvolvidos questionários semiestruturados com 71 participantes
englobando representantes do poder público municipal, indígenas e ribeirinhos. A análise foi
realizada a partir da elaboração de códigos e análise de redes. A mobilidade forçada por desastres
naturais apresenta forte co-ocorrência com outros códigos como enchentes, secas e saúde. Os
resultados indicam que os eventos climáticos impactam de forma significativa as estratégias de
subsistência das comunidades amazônicas.
Duval Fernandes (PPGG-TIE/PUC Minas)
Maria Consolação Gomes de Castro
Amanda Balestrini (Unicamp)
Carolina Ribeiro (PPGG-TIE/PUC Minas)
Este texto analisa o processo de deportação de migrantes brasileiros a partir do retorno de indivíduos detidos nos Estados Unidos. Utilizando metodologia mista, a pesquisa examinou questionários aplicados a migrantes no Aeroporto de Confins e entrevistas em profundidade. Os resultados revelam um perfil predominante de jovens homens, com ensino médio completo e oriundos do Leste de Minas Gerais. As análises qualitativas evidenciam violações de direitos humanos em centros de detenção, como a superlotação e as condições degradantes durante a repatriação. O estudo também aborda o aumento do retorno voluntário motivado pelo endurecimento das políticas migratórias nos EUA
Mortalidade, causas externas e mudanças na sobrevivência
Mariana Peres Carneiro (Cedeplar/UFMG)
Bernardo Lanza Queiroz (Cedeplar/UFMG)
O artigo analisou o impacto das causas evitáveis de morte, definidas como as preveníveis por serviços de saúde eficazes — na esperança de vida dos brasileiros entre 2010 e 2024. Utilizando dados do SIM/DATASUS e IBGE, o artigo aplicou o método de decomposição de Arriaga para avaliar diferentes faixas etárias (5 a 74 anos). Os resultados revelam uma disparidade importante: o ganho na longevidade não é uniforme. Enquanto certos grupos impulsionam a esperança de vida, outros atuam como freios ou apresentam contribuição nula, evidenciando que a mortalidade por causas evitáveis permaneceu estagnada em faixas etárias específicas.
Felipe Rocha Gomes (Cedeplar/UFMG)
Vanessa Gabrielle di Lego Gonçalves (Cedeplar/UFMG)
Mariana Peres Carneiro (Cedeplar/UFMG)
Raquel Lessa Alves (Cedeplar/UFMG)
Este artigo analisa a evolução da idade limiar da entropia da tábua de vida no Brasil entre 2000 e 2024, segundo sexo. Com base nas Tábuas de Mortalidade do IBGE (Revisão 2024), calculam-se a esperança de vida, a entropia da tábua de vida, a idade limiar e a idade modal à morte. Os resultados indicam deslocamento da idade limiar para idades mais elevadas e avanço da igualdade relativa na duração da vida em ambos os sexos. A pandemia de Covid-19 produziu inflexão temporária nos indicadores, com recuperação posterior. As mulheres mantiveram valores mais elevados ao longo de todo o período.
Raquel Lessa Alves (UFMG)
Bernardo Lanza Queiroz (UFMG)
Felipe Rocha Gomes (UFMG)
Este estudo investiga os padrões espaciais da mortalidade por homicídio e suicídio no Brasil entre 1998 e 2023, avaliando a existência de antagonismo entre essas formas de violência letal. Foram utilizadas taxas padronizadas por idade para microrregiões geográficas, agregadas em três quinquênios intercensitários. A análise espacial empregou o Índice de Moran Local (LISA), em versões univariada e bivariada. Os resultados preliminares indicam antagonismo parcial e territorialmente condicionado, com concentração de homicídios no Norte e de suicídios no Sul, especialmente entre homens. Contudo, áreas de coexistência revelam dinâmicas espaciais complexas, reforçando a importância de abordagens territoriais na formulação de políticas públicas.
Lara Andrade
O estudo analisa a variabilidade temporal das taxas de suicídio e dos extremos climáticos nas capitais da região Sudeste do Brasil entre 2005 e 2022. Foram utilizados dados do Atlas da Violência e índices climáticos calculados a partir de séries do INMET. Aplicaram-se testes não paramétricos, Análise de Componentes Principais, correlação de Pearson e regressão linear múltipla com controle temporal. Os resultados evidenciaram heterogeneidade espacial. Belo Horizonte apresentou os aumentos mais consistentes das taxas de suicídio, enquanto São Paulo registrou tendência de redução. Após o controle temporal, permaneceram associações significativas entre componentes climáticas, jovens e mulheres em capitais específicas.
Metodologia, Sistemas Complexos e Crises do Capitalismo
Eric Serbinenko (Cedeplar/UFMG)
O presente artigo busca apresentar algumas problemáticas metodológicas na ciência econômica, sobretudo a respeito da historicidade dos fenômenos econômicos e como isso pode afetar a produção de conhecimento. Nesse sentido ele apresenta alguns debates metodológicos ligados com essa questão como por exemplo a respeito do conceito de equilíbrio e das críticas associadas ao seu uso. Após realizado esse breve panorama, ele apresenta a teorização da economia como sistema complexo como uma possível maneira de lidar com essas críticas, sendo uma alternativa que contemplaria melhor tais questionamentos. E conclui apontando os desafios futuros a serem enfrentados em uma tal teorização.
Tomás Lima Pimenta (Cedeplar/UFMG)
Este artigo investiga o que significa microfundamentar a economia quando ela é concebida como um sistema complexo e evolucionário. Partindo dos conceitos de emergência e teorias efetivas, sustenta que o micro não designa um nível único, mas aquele em que operam mecanismos gerativos capazes de produzir padrões agregados. Disso decorrem três deslocamentos metodológicos: da otimização estática para dinâmicas de inovação e instabilidade; do agente representativo para populações heterogêneas; e do mercado abstrato para arquiteturas institucionais e relacionais. O resultado é uma concepção multiescalar de microfundamentação, orientada pela explicitação causal, e não pela redução linear do macro ao indivíduo.
Ender Lucas Ferreira
este artigo analisa as transformações metodológicas da produção científica em economia no Brasil entre 1990 e 2024, a partir de 4.784 artigos publicados em cinco periódicos nacionais, coletados via Plataforma CAFe da CAPES. Os artigos foram classificados em três tipologias — aplicado, teórico e discursivo —, inspiradas na taxonomia de Hamermesh (2013) e adaptadas à produção brasileira. Redes de coocorrência de palavras-chave mapearam a estrutura temática de cada abordagem. Os resultados indicam que a abordagem discursiva, dominante nos anos 1990, é progressivamente substituída pela aplicada, majoritária a partir de 2007, de forma desigual entre revistas, refletindo tradições intelectuais distintas e persistentes.
Michele Bee
Juan Pablo Gama (UFMG)
Italo Parrilli
Este artigo apresenta um modelo de mercado competitivo no qual as empresas não maximizam lucros e não conhecem a curva de demanda. O equilíbrio de mercado é alcançado por produtores cujo objetivo é satisfazer, na medida do possível, a demanda dos consumidores dispostos a pagar um preço que remunere adequadamente os custos, isto é, o preço natural. Com base na teoria de Adam Smith sobre a convergência dos preços, os produtores definem sua oferta de modo a atender toda a demanda ao preço natural. Os desvios de preço motivados pela rivalidade são a única informação que as empresas utilizam para atualizar suas crenças. Mas quanto mais intensa é essa concorrência, mais lento é o processo de descoberta.
Luciano Alencar Barros (UFRJ)
Carlos Bastos
O presente artigo busca apresentar e analisar criticamente a tese da “Crise Fiscal do Estado”, apresentada por James O’connor no final dos anos 1960. Após considerações históricas, teóricas e empíricas acerca de como esta tese se relaciona com o fim do período de prosperidade que marcou o pós-guerra, o presente artigo também se propõe a avalia-la em termos políticos.
História Econômica de Minas Gerais II - Espaço Urbano, Sociedade e Modernização
James William Goodwin Junior (Cefet-MG)
Este trabalho aborda a resposta institucional dos governos municipais de Juiz de Fora e da Cidade de Minas (futura Belo Horizonte) procuraram responder aos desafios gerados pela intensificação do trânsito, principalmente de carros de tração animal, no contexto de urbanização e modernização daquelas cidades. Os documentos analisados são o Código de Veículos, aprovado pela Câmara Municipal de Juiz de Fora em 1878, e o Regulamento de Veículos, promulgado pela Presidência do Estado em 1900. A comparação permite identificar tendências comuns e aspectos específicos ao longo da segunda metade do século XIX nas duas principais cidades de Minas Gerais.
Vitoria Fernanda Schettini
Elione Silva Guimarães
Este artigo analisa a existência e o reconhecimento de filhos de padres, chamados filhos sacrílegos, na Zona da Mata mineira entre o século XIX e início do século XX. A pesquisa revela que, apesar das normas eclesiásticas e do celibato clerical, muitos sacerdotes mantiveram relações afetivas e sexuais com mulheres, das quais nasceram filhos, frequentemente reconhecidos. Mesmo a Igreja Católica exercendo um rígido controle moral, na prática, o comportamento de parte do clero destoava da doutrina, sendo inclusive, tolerado pela sociedade local. Os dados coletados demonstram que alguns padres deixavam bens para suas companheiras e filhos, indicando laços familiares duradouros. O artigo destaca ainda como essas práticas se inserem num contexto maior de disputas sucessórias e as formas jurídicas disponíveis.
Raimundo de Sousa Leal Filho (FJP)
Este artigo organiza algumas reflexões sobre a mobilização política das elites regionais de Minas Gerais, ao final do século XIX e início do século XX, no sentido de dotar o aparato de políticas públicas comandadas pelo governo estadual de capacidades operacionais para promover a diversificação das atividades econômicas locais. Propõe-se utilizar a visão furtadiana sobre as implicações político-econômicas da descentralização federativa após a proclamação da república, que rompeu o equilíbrio de forças (intrarregional e inter-regional) predominante ao final do Segundo Império. Conclui-se que as especificidades da economia cafeeira de Minas Gerais tiveram consequências notáveis para a forma que a contradição café-indústria assumiu na modernização conservadora local, uma forma ainda mais restrita e limitada do que a observada no plano nacional.
Valdir Macedo Neto (Unimontes)
Este artigo discute o uso de memórias orais como fonte para a história econômica regional, propondo uma metodologia de cruzamento sistemático entre testemunhos orais e documentação canônica (naturalistas, jornais, fotografia, inventários). A proposta é demonstrada a partir do caso de Pedro Cordeiro Braga (1917–2000), garimpeiro e cronista oral do povoado do Vau (Diamantina/MG), cuja obra atravessa dois séculos de transformações econômicas no alto Jequitinhonha. Argumenta-se que o método permite acessar dimensões ausentes dos arquivos institucionais: saberes técnicos subalternos, redes de reciprocidade não-monetárias e a dimensão moral atribuída pelas comunidades aos ciclos de riqueza e ruína.
Qualidade Ocupacional e Mercado de Trabalho
Rita Almico (UFF)
A intenção principal deste trabalho é analisar a composição da riqueza no Brasil século
XIX. Para tanto, elaboraramos um banco de dados com os principais trabalhos sobre o
tema da riqueza oitocentista como foco principal ou secundário onde constam título,
autor, período abordado, região, cidade e estado que são espaços privilegiados de
investigação, local de publicação (revista, instituição, evento), natureza do texto, data da
publicação e orientador quando for o caso. A partir dessas informações buscaremos
traçar um retrato da riqueza no Brasil do século XIX, ressaltando principais categorias
sociais, ativos e os movimentos de urbanização/modernização que porventura tenham
ocorrido.
Lelio Luiz de Oliveira (USP)
Agnaldo Valentim (USP)
Renato Leite Marcondes
Carlito Oliveira Junior
Os processos de modernização assistidos no Brasil do século XIX podem ser ilustrados de diversas formas, e a trajetória do município de Estrela (1846-1892), no recôncavo do Rio de Janeiro, oferece um caso exemplar. Por meio da análise de inventários post-mortem, escrituras de venda, registros paroquiais de terras e periódicos oitocentistas, este trabalho demonstra que a acumulação patrimonial da classe senhorial estrelense se assentava sobre a tríade terra-escravidão-crédito. Apesar de parecer antagônica, foi por meio da renda e riqueza geradas pela escravidão que a modernização conservadora foi viabilizada. A crise da instituição escravista a partir da década de 1870 foi determinante para o esvaziamento econômico e político que culminou na extinção do município em 1892.
Thiago Alvarenga de Oliveira (UFF)
Este artigo analisa a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (1874-1906) a partir de um banco de dados construído com base no Retrospecto Commercial do Jornal do Commercio. Reúne 945 empresas distintas e 4.799 observações, oferecendo um corpus denso e longitudinal do que o disponível em Levy (1977), com a qual estabelece um diálogo metodológico complementar. A análise mostra que o mercado carioca era mais amplo e dinâmico do que sugerem os registros estritamente formais, sobretudo durante o Encilhamento, quando a expansão financeira e industrial foi acompanhada pela entrada massiva de ativos de curta duração. Os resultados também indicam que o mercado possuía uma estrutura setorial concentrada, liderada pelo setor financeiro, mas sujeita a choques assimétricos entre os setores.
Populações, Empresas e Sociedade no Brasil: do império à república
Ana Sara Cortez Irffi (UFC)
Este artigo discute as classificações raciais para a população da região sul da Província do Ceará, a partir de uma demografia da cor produzida no século XIX. Marcada pela escravidão, pela miscigenação e pelas definições feitas em âmbito oficial, como levantamentos populacionais e o Censo de 1872, e não-oficiais, como listas de escravizados retiradas de inventários post-mortem, o quadro demográfico da região definiu uma categoria mais específica de classificação, além do branco, pardo, mulato e caboclo, o cabra. Este, “produto do africano e do indígena”, foi entendido pelas lentes da violência e crime; sendo entendido como o ‘pior produto’ da racialização.
Pérola Goldfeder (UNIFESP)
Essa comunicação trata das políticas e práticas de contabilidade e estatística realizadas na Diretoria Geral dos Correios no período compreendido entre 1865, quando essa repartição sofreu reformas significativas no tocante às suas competências contábeis e 1888, ano da última reforma postal do Império do Brasil. Partindo da análise de uma auditoria fiscal realizada no órgão em questão em 1868, pretende-se elucidar problemas de ordem administrativa, burocrática e criminal concernentes aos serviços postais.
Alexandre Eduardo (USP)
Este trabalho investiga a heterogeneidade da industrialização paulista (1907-1940),
argumentando que estratégias de gestão determinaram o desempenho das firmas. Através de
análise micro-histórica e comparativa de três empresas calçadistas (Rocha, Clark e Alpargatas),
os balanços anuais são tratados como um "filme analítico" sob a tipologia de Miles e Snow. Os
resultados revelam trajetórias distintas: colapso reativo (Rocha), resiliência defensora (Clark) e
flexibilidade analisadora (Alpargatas). Conclui-se que a agência gerencial é variável crucial na
mediação de choques externos. Ao evidenciar como decisões internas forjaram destinos
divergentes, o estudo oferece nova perspectiva à história econômica brasileira, desafiando
explicações deterministas.
Matheus Pires Matos (Unicamp)
Taís Dias de Moraes (Unicamp)
O objetivo deste artigo é fazer uma análise do processo de formação do mercado de trabalho nacional à luz da formação econômica brasileira, evidenciando como o aspecto racial se relaciona com a configuração de uma economia dependente de origem colonial como suporte do processo de dupla articulação. A hipótese é que a manutenção de uma economia voltada para fins externos e de uma elite que mimetiza o padrão do centro a partir da exclusão de uma grande fração da população teve como um dos seus fatores viabilizadores a formação de um mercado de trabalho racialmente excludente.
Economia Política, história e ciências sociais
Henrique Pereira de Queiroz (UFMG)
O presente trabalho analisa como distintas correntes marxistas interpretaram as transformações estruturais do capitalismo no início do século XX, marcadas pela monopolização do capital, financeirização e crescente intervenção estatal. Argumenta-se que tanto o marxismo tradicional quanto parte da Teoria Crítica incorreram em limitações decorrentes da compreensão insuficiente dos níveis de abstração presentes na crítica da economia política de Marx. Defende-se, assim, que as Novas Leituras de Marx e a proposta metodológica de Kozo Uno oferecem instrumentos teóricos para articular adequadamente lógica e história, preservando a atualidade d’O Capital diante das metamorfoses contemporâneas do capitalismo e suas distintas formas de acumulação.
Rodrigo Costa de Andrade (IPEA)
Apresentamos uma discussão sobre a categoria trabalho em Lukács, a qual é o fundamento ontológico para a afirmação do ser social. Ainda que o autor alargue o seu sentido, da atividade produtiva para o agir precedido de teleologia, argumentamos que ele não escapa completamente do conteúdo produtivista. Como consequências para a análise da realidade social, tanto a noção de natureza, a partir de uma dicotomia estrita em relação à esfera social, quanto a apreensão das diferenças entre as formações sociais, a partir de uma hierarquização arbitrária, são informadas por uma noção de progresso técnico ligado à produção material.
David F. L. Gomes (Cedeplar/UFMG)
Este texto discute a categoria da superexploração no pensamento de Ruy Mauro Marini. Os argumentos buscam sustentar que superexploração não é um nome adequado para a apreensão teórica do fenômeno a que Marini alude; que esse fenômeno não é satisfatoriamente compreendido quando relacionado diretamente a um mecanismo de compensação utilizado pela classe capitalista dos países periféricos para contrabalançar transferências de valor nessas relações comerciais internacionais; que também não se trata exatamente de transferência de valor aquilo que ocorre nas transações internacionais; e que, por fim, dizer que a superexploração não necessita, a rigor, da ideia de troca desigual choca-se com as outras determinações da categoria e esvazia o potencial da abordagem mariniana como uma abordagem da dependência.
Lauro Eusébio (UFMG)
Este artigo situa Georges Bataille na história da antropologia econômica, tradição da qual foi sistematicamente ignorado apesar de compartilhar suas fontes e alvos críticos. Argumenta-se que seus escritos econômicos constituem uma resposta paralela e independente às mesmas pressões teóricas que moldaram o campo. O objeto central de comparação é Karl Polanyi. Sem se conhecerem, ambos recorreram a um arquivo etnográfico parcialmente compartilhado para contestar a lógica do mercado: mas onde Polanyi privilegiou o kula, Bataille tornou o potlatch central. Apesar dessa diferença, ambos convergiram a críticas convergentes da racionalidade econômica fundada na escassez.
História e desenvolvimento regional
Francisco Monticeli Valias Neto (Unicamp)
Este artigo investiga a contribuição dos peritos internacionais vinculados à Organização das Nações Unidas para a formação intelectual e institucional do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). À luz de fontes primárias de circulação restrita, examina-se a atuação de Hans Singer (1953) e Stefan Robock (1954-1956; 1960) como dimensões articuladas do processo de constituição do banco. Argumenta-se que tais missões consolidaram uma nova gramática interpretativa do atraso regional, institucionalizaram metodologias de pesquisa econômica no ETENE e operaram como pedagogia do desenvolvimento. A perspectiva proposta amplia a interpretação corrente, ancorada na chave da captura oligárquica.
Maurílio de Abreu Monteiro (UNIFESSPA)
Regiane Paracampos da Silva
Este artigo reconstrói a constituição histórico-estrutural de Carajás como região da fronteira amazônica. A partir da articulação entre regionalização, produção capitalista do espaço e institucionalização regional, argumenta que Carajás não antecede os processos históricos que a conformaram, nem pode ser reduzida a recorte administrativo contemporâneo. Sua configuração resultou da sobreposição de frentes extrativas, pastorís, caucheiras, castanheiras, ferroviárias, rodoviárias, colonizadoras, minerais e garimpeiras, mediadas por infraestruturas, centralidades urbanas, conflitos sociais e mercantilização seletiva da natureza.
Daniel Nogueira Silva (UNIFESSPA)
Alisson Flávio Barbieri
Este artigo reconstrói a trajetória intelectual do Cedeplar/UFMG no estudo da Amazônia brasileira entre 1970 e 2020. Com base na análise de aproximadamente 100 trabalhos, identifica-se uma tradição de pesquisa marcada pelo trabalho de campo longitudinal, multidisciplinaridade, articulação com políticas públicas e uso de pesquisas domiciliares integrando informações de indivíduos e famílias, frequentemente combinando métodos quantitativos e qualitativos. A análise evidencia a transição de interpretações centradas na ocupação da fronteira para abordagens integradas das relações entre população, ambiente e desenvolvimento. Argumenta-se que essa trajetória expressa um processo cumulativo de construção científica em contexto periférico.
Gabriel do Carmo Lacerda (UNIFESSPA)
O texto investiga a formação da chamada “Escola de Economia de Minas”, destacando o pioneirismo da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (FACE/UFMG) na incorporação da dimensão espacial ao pensamento econômico e ao planejamento estatal. A análise centra se nas obras de Lucas Lopes, Domício Murta e Alberto Lavenère Wanderley, mostrando como a Geografia Econômica — especialmente em sua vertente estadunidense — estruturou suas interpretações sobre desenvolvimento, industrialização, infraestrutura e organização regional. O estudo evidencia a aclimatação de ideias estrangeiras, a articulação entre teoria e prática e a transição posterior para influências francesas na abordagem urbano-regional.
História Econômica de Minas Gerais I - Escravismo, Agricultura e Abastecimento
Artur (UFF)
Busca-se, no presente texto, apresentar apontamentos preliminares sobre a produção agropastoril e circulação de mercadorias na conformação de novos espaços econômicos, nas primeiras décadas do Império do Brasil, na região do Serro Frio, em Minas Gerais. Para tal fim, recorreu-se a um conjunto de fontes inéditas, os recibos de avenças de dízimos, além de seu cruzamento com os mapas de população provinciais de 1830 e 1840.
Mario Marcos Sampaio Rodarte (Cedeplar/UFMG)
Adriel Lemos Ferreira (UFMG)
Henrique Amado Silva (UFMG)
O objetivo deste estudo é explorar e aprofundar a análise da produção da agroindústria do açúcar na província de Minas Gerais no século XIX, relacionando-a às estruturas sociais e familiares do período. A partir da interseção entre a literatura histórica revisionista sobre o caráter dinâmico da economia mineira oitocentista e os dados censitários demográficos e econômicos extraídos de listas nominativas e listas de engenhos e casas de negócios da década de 1830, traça-se o perfil de uma elite agrária que dominava a produção dos subprodutos da cana-de-açúcar: grandes proprietários de terras e escravos, brancos e de idade mais avançada.
Marcos Winício de Sousa (UFMG)
A formação regional e econômica da Serra Geral de Minas Gerais resulta de processos históricos de ocupação territorial, povoamento, integração regional e modernização territorial. Com base em pesquisa bibliográfica e documental, especialmente na Chorographia do Município de Boa Vista do Tremedal e em documentos do Arquivo Público Mineiro, o texto examina como fazendas, capelas, freguesias, estradas, rios, projetos de irrigação, agronegócio e energia solar participaram da produção do espaço regional. Argumenta-se que a Serra Geral foi formada por centralidades diferenciadas, integração desigual e disputas por terra, água, infraestrutura e desenvolvimento.
Angelo Alves Carrara (UFOP)
Este artigo analisa o movimento comercial com base nos registros das mercadorias que mais de 2.000 tropeiros descarregavam no Mercado Municipal de Diamantina entre outubro de 1929 a outubro de 1930. Busca, com isso, contribuir para o conhecimento dos momentos finais de vigência de um espaço econômico em grande medida herdado do período colonial. Apesar de limitar-se a apenas um único ano, as lições que as informações oferecem não deveriam ser subestimadas. Os dados coletados e sistematizados revelam a cartografia de um território constituído por um centro consumidor axial e regiões responsáveis pelo seu abastecimento.
História do Pensamento Econômico: clássicos e circulação de ideias
Ivan Prates Sternick (UFMG)
Este artigo examina a posição de Adam Smith no debate escocês dos anos 1760 acerca das consequências sociais do aprimoramento agrário nas Terras Altas após 1745. Interpretações recentes retratam Smith como um defensor incondicional da abolição forçada do feudalismo e da remoção do campesinato de subsistência em nome do progresso agrário. Este artigo argumenta, ao contrário, que, embora Smith considerasse o fim do feudalismo e a expulsão de parte do campesinato necessários ao progresso da opulência, ele tinha uma preocupação com o ritmo da transição para a sociedade comercial e favorecia reformas graduais como forma de manter a ordem social.
Fágner João Maia Medeiros (UFMG)
A oitenta anos da morte de Keynes, este artigo analisa a circulação internacional de sua obra focando no ensino universitário como canal de recepção de ideias e de formação de quadros públicos, distanciando-se das abordagens tradicionais de política econômica. O caso da Argentina é emblemático: a Faculdade de Ciências Econômicas da UBA introduziu precocemente diversas tradições teóricas. Mediante o exame de arquivos, programas, memórias e revistas da Década Infame (1930-1943), o estudo demonstra que a recepção de Keynes teve usos analíticos anteriores à Teoria Geral, transitando da teoria monetária para a “revolução keynesiana”.
Roberto Pereira Silva (UNIFAL-MG)
This article examines the creation of the Economic History Association and the Committee on Research in Economic History in 1941, investigating the challenges involved in the institutionalization of economic history in the United States. It argues that both institutions emerged amid the fragmentation and specialization of the social sciences, seeking to consolidate a pluralistic field influenced by the German Historical School and American Institutionalism. The study highlights the methodological and programmatic conflicts between competing conceptions of economic history, particularly the criticisms advanced by Simon Kuznets, and demonstrates how tensions between pluralism, empirical research, and economic theory shaped the field before the rise of the New Economic History and cliometrics.
Marcos Taroco Resende (Cedeplar/UFMG)
Este artigo tem como objetivo demonstrar que, embora não fossem os principais protagonistas, os economistas da CEPAL também contribuíram para a crítica ao regime por meio de redes com grupos católicos. Com base em documentação primária, argumentamos que embora fossem estimulados por afinidades eletivas cultivadas entre as ideias cepalinas e progressismo católico latino-americano, esses vínculos se constituíram em função das necessidades políticas do contexto autoritário. Os economistas cepalinos canalizaram para o debate público ideias formuladas no interior da CEPAL afim de denunciar, explicar e propor alternativas para o aumento dos problemas sociais, da pobreza e da desigualdade, o que servia aos propósitos políticos e as preocupações dos grupos católicos, derivadas das ideias do Concílio Vaticano II.
Família, cuidado e desigualdades no curso de vida
Simone Wajnman (Cedeplar/UFMG)
Cassio Turra (Cedeplar/UFMG)
Jordana Cristina de Jesus (UFRN)
Mirian Martins Ribeiro (UFOP)
As horas dedicadas ao trabalho doméstico de cuidados no Brasil são reconhecidamente subestimadas nas pesquisas domiciliares, o que demanda estratégias de correção das horas reportadas. Este trabalho apresenta a evolução metodológica de uma agenda de pesquisa voltada a essa correção, com base nas edições de 2015 e 2019 da PNAD Contínua, e descreve procedimento adotado para desagregar as horas de trabalho doméstico em cuidados diretos e indiretos. São comparadas três estratégias de correção: imputação hot deck com bootstrap bayesiano e duas variantes de padronização indireta. Os resultados indicam carga de cuidado superior à captada pela PNAD 2019, sobretudo entre mulheres em idade ativa e de menor renda, e reforçam a importância de métodos sensíveis às dinâmicas intradomiciliares de resposta.
Migração, mobilidade, gênero e trabalho
Beatriz Helena Toledo Pastre (Unicamp)
Partindo de evidências internacionais que apontam a distância linguística como barreira com viés de gênero para a integração de migrantes, este estudo replica essa investigação para o mercado de trabalho formal de São Paulo. Utilizando dados harmonizados RAIS-CTPS-CAGED (OBMigra, 2011–2025) e regressão linear múltipla, examina-se a associação entre distância linguística, gênero e salários. Os resultados indicam que a distância linguística não opera como barreira salarial direta; ao contrário, para homens migrantes está associada a prêmios salariais positivos, padrão que reflete a posição intermediária do Brasil no sistema migratório global. Os achados sugerem que os retornos econômicos da migração são moldados sobretudo por desigualdades estruturais que hierarquizam os fluxos migratórios.
Saúde, financiamento e governança do SUS
Lidia Noronha Pereira (UNIFAL-MG)
Este estudo analisa a forma como a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), em sua versão de 2017, articula os marcadores sociais raça, classe, gênero, orientação sexual, identidades de gênero, idade e envelhecimento. De natureza qualitativa e exploratória, a pesquisa baseia-se em revisão de literatura e análise documental ancorada na perspectiva da interseccionalidade. Os resultados demonstram que, embora a política reconheça o racismo como eixo estruturante das desigualdades em saúde, há uma hierarquização entre os marcadores sociais, com centralidade em raça, classe e gênero e marginalização ou ausência de outras categorias.
Maíra Cristina Sapori (Unimontes)
Henrique Augusto Reis Prudencio (UFMG)
O artigo analisa a viabilidade de arranjos de governança aplicáveis ao Hospital Universitário Clemente de Faria, da Unimontes, diante de restrições de pessoal, compras e sustentabilidade acadêmica. Por estudo de caso avaliativo e comparação qualitativa, examinam-se gestão direta reforçada, parceria com o Terceiro Setor, fundação estatal de direito privado e consórcio público. Os resultados indicam que nenhum modelo é suficiente sem metas, controle público, proteção da preceptoria e indicadores assistenciais. Conclui-se pela adoção de matriz decisória e piloto monitorado antes de qualquer mudança estrutural.
Mônica Viegas Andrade (Cedeplar/UFMG)
Kenya Noronha (Cedeplar/UFMG)
Aline de Souza (UFMG)
Maria Luisa Oliveira Rigotti (Cedeplar/UFMG)
Paulo Estêvão Franco Braga (Cedeplar/UFMG)
Pedro Benner (Cedeplar/UFMG)
Sofia Aguiar (Cedeplar/UFMG)
Henrique Bracarense (UFMG)
Marcelo Fleury (Cedeplar/UFMG)
Clara Sanna (UFMG)
Camila Cátia Vilela Viana (Gov-MG)
Suelen Lívia Novy Santos (Gov-MG)
Laura Guerra Pinheiro Reis (Gov-MG)
Letícia Fernanda Cota Freitas (Gov-MG)
Este estudo analisa os fluxos assistenciais da Rede de Urgência e Emergência de Minas Gerais com base em dados do SUSFácil/MG em 2019 e 2023. Foram avaliadas internações por AVC, IAM, trauma e queimaduras, considerando portas de entrada, transferências, deslocamentos intermunicipais e condição de habilitação dos hospitais. Observou-se expansão da Rede Resposta e redução da participação de estabelecimentos não habilitados, especialmente AVC e IAM. Persistiram desigualdades regionais, com maior dependência de transferências e longas distâncias percorridas nas macrorregiões Jequitinhonha, Nordeste e Noroeste. Os resultados evidenciam avanços na regionalização da assistência, mas também persistência de vazios assistenciais e desigualdades territoriais.
Darcy Ramos da Silva Neto (UFLA)
Gabriel Vieira Mandarino (UFLA)
Carlos Gilbert Conte Filho (UFRGS)
As emendas parlamentares tornaram-se uma fonte relevante de financiamento da saúde municipal no Brasil, mas sua alocação discricionária pode produzir desigualdades na dependência e na estabilidade desses recursos. Este estudo investiga os padrões espaciais dessas dimensões entre os municípios brasileiros entre 2015-2022 a partir da estimação de um Spatial Durbin Model (SDM). Os resultados mostram a formação de regimes territoriais persistentes, concentrados sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. Municípios com menor capacidade fiscal tendem a apresentar maior dependência e instabilidade no financiamento via emendas, reforçando a importância de incorporar a dimensão territorial ao debate sobre financiamento da saúde no Brasil.
Financiamento, avaliação e coordenação federativa na educação básica
Adriano Souza Senkevics (IPEA)
Victor Bridi de Souza (IPEA)
Barbara Cristina Hanauer Taporosky (IPEA)
Ana Beatriz Severo Xavier (IPEA)
O artigo analisa o financiamento da educação básica pública no Brasil, integrando diversas fontes de recursos e apresentando uma série histórica de 2007 a 2024. Com base em dados administrativos harmonizados, examina a evolução das receitas por matrícula, sua composição e desigualdades regionais. Os resultados indicam crescimento real expressivo do financiamento, com papel central do Fundeb e maior progressividade após o novo arranjo institucional. Observa-se convergência regional, impulsionada por transferências federais, embora persistam insuficiências estruturais. O estudo contribui ao oferecer uma visão sistêmica do financiamento educacional e uma base longitudinal para análises futuras.
Maria Teresa Gonzaga Alves (INEP)
Douglas Branco Pessanha (INEP)
Adriano Souza Senkevics (IPEA)
Fábio Bentz Maciel
Este artigo analisa o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) como instrumento de justiça territorial no Brasil, com foco nas inovações do Novo Fundeb, especialmente os novos ponderadores de nível socioeconômico (NSE) e de disponibilidade de recursos educacionais (DRec). A partir de simulações contrafactuais, avaliam-se os efeitos redistributivos das complementações da União e dos novos ponderados sobre a equalização fiscal entre municípios. Os resultados indicam redução das desigualdades territoriais no financiamento da educação básica, com avanços associados sobretudo à complementação-VAAT, enquanto os efeitos dos novos ponderadores embora relevantes, mostram impacto agregado moderado.
Luiz Carlos Zalaf Caseiro (INEP)
Clarissa Guimarães Rodriges (INEP)
Clara Etiene Lima de Souza (INEP)
Carolina Barros de Oliveira (INEP)
Este estudo analisa a variação na participação de estudantes da educação especial e de estudantes estrangeiros no Saeb e seus efeitos sobre a habilitação das redes estaduais e municipais de ensino na condicionalidade III do VAAR/Fundeb. Para isso, realiza o pareamento de microdados do Saeb e do Censo Escolar e utiliza estatísticas descritivas, testes de associação e simulações contrafactuais. Os resultados mostram que o aumento da participação desses grupos não altera substantivamente a habilitação das redes, em razão de sua reduzida participação no total de estudantes avaliados. A discussão evidencia o desafio de formular regras gerais sensíveis a contextos específicos.
Juliana de Lucena Ruas Riani (FJP)
Mariel Gouvea Gruppi (FJP)
Sarah Cristina Ribeiro Ferreira (FJP)
Cláudia Júlia Guimarães Horta (FJP)
Rafael Almeida de Oliveira (FJP)
Valéria Lucia de Oliveira Freitas (FJP)
Este artigo apresenta os resultados da avaliação de implementação do Projeto Mãos Dadas, iniciativa da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais voltada à municipalização dos anos iniciais do ensino fundamental. A avaliação adotou abordagem mista, combinando questionário aplicado a 444 municípios elegíveis, entrevistas semiestruturadas, avaliação de impacto e análise econômica utilizando dados secundários. Os resultados indicam que, até 2024, 163 municípios aderiram ao projeto, com transferência de cerca de 64 mil matrículas e R$ 1,1 bilhão em investimentos. Identificam-se melhoria na infraestrutura e na colaboração intergovernamental, mas persistem entraves relacionados à capacidade financeira municipal, à adjunção de docentes e à governança informacional.
Território, desenvolvimento e sustentabilidade
Maria Eduarda Souza Costa (UNESP)
Leandro Moreira (USP)
Francisca Diana Ferreira Viana (UFOP)
Daniel do Val Cosentino (UFOP)
Diogo Ferraz (USP)
O estudo avalia a eficiência das unidades prisionais de Minas Gerais entre 2021 e 2024, considerando o uso de recursos humanos e financeiros. Utiliza-se a Análise Envoltória de Dados (DEA), combinada ao Índice de Malmquist, para mensurar a variação da produtividade ao longo do tempo. Os resultados indicam elevada heterogeneidade, pois 49,7% das unidades prisionais melhoraram a eficiência, enquanto 50,3% apresentaram retrocessos. Unidades prisionais de menor porte obtiveram melhor desempenho e unidades de grande porte e no modelo APAC enfrentaram maiores dificuldades. Conclui-se que a eficiência está mais associada à capacidade gerencial do que à incorporação tecnológica.
Lucas Caetano Pereira de Oliveria (UFMG)
Bráulio Figueiredo Alves da Silva (UFMG)
O artigo analisa a relação entre vulnerabilidade juvenil e o envolvimento de adolescentes em ocorrências de tráfico de drogas em Belo Horizonte, tomando como unidade de análise os Territórios de Gestão Compartilhada (TGC). A partir de dados do Índice de Vulnerabilidade Juvenil (IVJ) e do Registro de Eventos de Defesa Social (REDS), entre 2014 e 2023, combina estatísticas descritivas, correlação e testes de associação. Os resultados indicam associação positiva entre vulnerabilidade e incidência do fenômeno. Variáveis como renda, homicídios juvenis, fecundidade e proporção de jovens mostraram-se relevantes. Argumenta-se que os TGC permitem orientar políticas públicas e intervenções intersetoriais mais qualificadas.
Angelica Vidal (UFRJ)
Ígor Acácio Corrêa Guimarães (UFF)
Utanaan Reis Barbosa Filho (UFRJ)
A Política Nacional de Desenvolvimento Regional tem como objetivo reduzir as desigualdades regionais e promover o desenvolvimento. Concomitante à sua elaboração emerge outra política de inspirações territoriais, a Política Nacional de Apoio aos Arranjos Produtivos Locais. Este artigo analisa o APL Moveleiro de Ubá, à luz dos sete princípios da PNDR III. Por meio de análise documental e bibliográfica, investiga-se as convergências e dissonâncias entre os princípios da PNDR e a governança do APL de Ubá. O estudo investiga a hipótese de que o arranjo, apesar de seu dinamismo econômico, reproduz falhas históricas da política de desenvolvimento regional no Brasil.
José Firmino de Sousa Filho (UFBA)
Juliana de Souza Oliveira (UFBA)
John Max Santos Sales (UFBA)
Danilo Cirino Muniz do Nascimento (CIDACS)
Gervásio Ferreira dos Santos (CIDACS)
Mio Kushibuchi (CIDACS)
Joanna Mn Guimarães (CIDACS)
Maria Yury Ichihara (CIDACS)
Estela Aquino (CIDACS)
Maurício L. Barreto (CIDACS)
Este artigo analisa a segregação residencial racial no município de Salvador, comparando os Censos Demográficos de 2010 e 2022 do IBGE. Utiliza-se o índice de dissimilaridade para mensurar a distância entre brancos e pretos, brancos e pardos e brancos e negros, com apoio de estatísticas descritivas e de indicadores espaciais. Os resultados apontam estabilidade média da segregação, maior intensidade entre pretos e brancos, aumento da dispersão dos índices e persistência de clusters na faixa atlântica e em áreas centrais. Os achados indicam que a segregação racial segue estruturando o espaço urbano de Salvador e reforçam a necessidade de políticas públicas urbanas orientadas pela equidade racial.
Caio César Soares Gonçalves (Cedeplar/UFMG)
Cláudia Júlia Guimarães (FJP)
Nícia Raies Moreira de Souza (FJP)
Igor Augusto Tadeu de Souza (FJP)
Este artigo analisa o desenvolvimento humano na América Latina, com ênfase na experiência brasileira de territorialização do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Argumenta-se que indicadores agregados ocultam perdas associadas à desigualdade, à pobreza multidimensional, às disparidades de gênero e às pressões ambientais. A partir da análise de métricas ajustadas e da experiência do IDHM no Brasil, demonstra-se que a desagregação territorial revela heterogeneidades profundas e padrões persistentes de vulnerabilidade. Conclui-se que o desenvolvimento humano requer sistemas de indicadores multiníveis capazes de articular escalas globais, nacionais e locais, incorporando dimensões distributivas e ambientais.
Políticas educacionais, inclusão e expansão de oportunidades
Suzana Quinet de Andrade Bastos (UFJF)
Laura de Carvalho Schiavon (UFJF)
Rodolfo Machado Costa (UFJF)
A lei 12.863 de 2013 exigiu título de doutor nos concursos públicos do magistério superior federal e a lei 12.990, de 2014 definiu a reserva de 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos federais para negros. Objetiva-se verificar se essas mudanças institucionais influenciaram a qualificação e o perfil dos docentes no magistério superior federal, tais como, idade, sexo e raça. Emprega-se o método diferenças em diferenças para os anos 2010 a 2017. Os resultados sugerem que as políticas podem ter contribuído para a qualificação do corpo docente superior federal, face à maior participação de docentes doutores em detrimento de mestres.
Maria Odalice dos Santos Sampaio (UFC)
Guilherme Irffi (UFC)
Diego Rafael F. Carneiro (UFC)
Este estudo analisa como eleições municipais acirradas entre homens e mulheres influenciam a taxa de atendimento escolar (TAE) infantil no Brasil, utilizando dados eleitorais de 2004, 2008, 2012 e 2016. Por meio do método de regressão descontínua, constatou-se que municípios governados por prefeitas apresentam TAE maior para crianças de 0 a 3 anos em comparação aos administrados por prefeitos. Em disputas com margem próxima de 16%, a diferença média alcança 2,5 pontos percentuais. Não houve impacto significativo para crianças de 4 e 5 anos. Além disso, maior escolaridade dos gestores favorece o atendimento escolar em ambas as faixas etárias analisadas.
Isabela Fernandes Matos Lima (USP)
Paula Carvalho Pereda (USP)
This paper investigates whether female political leadership affects access to and quality of early childhood education in Brazilian municipalities. We employ a regression discontinuity design exploiting close municipal elections between male and female candidates in the 2016 mayoral races. The results indicate that municipalities that narrowly elected a female mayor experienced a modest but statistically significant increase in daycare enrollment rates at the beginning of the term, suggesting a short-run expansion in access. In contrast, evidence regarding quality indicators, such as teacher qualifications and class size, is more limited and generally not robust across specifications.
Ana Paula Bastos Vilar Garcia
Solange Gonçalves Ledi
Este artigo avalia os efeitos dos Institutos Federais no mercado de trabalho brasileiro, uma política de educação profissional que estabeleceu mais de 400 campi entre 2009 e 2020. Utilizando um framework de diferenças-em-diferenças escalonadas com o estimador de Callaway e Sant'Anna (2021), os autores encontram que a presença de um Instituto Federal aumenta o emprego formal em aproximadamente 32 postos de trabalho adicionais por mil habitantes, em média. Os efeitos são maiores nos municípios em que a oferta de cursos se alinha à estrutura econômica local, concentrados em ocupações técnicas entre trabalhadores de 18 a 29 anos, e mais expressivos nas regiões Nordeste e Norte.
Maria Micheliana da Costa Silva (UFV)
Marcelo Henrique Shinkoda Santos (MPO)
Caroline da Costa Nascimento de Deus (IPEA)
O objetivo deste artigo é avaliar se, após a Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência, houve mudanças nos salários de admissão de jovens com deficiência no mercado de trabalho formal. Para tanto, realiza-se um estudo de evento para mostrar a evolução das diferenças salariais pós-Lei, no período de 2012 a 2025. Observam-se efeitos heterogêneos por tipo de deficiência: jovens com deficiência física tiveram perdas salariais reais, enquanto os com deficiência mental/intelectual tiveram ganhos, com destaque para 2021 a 2025. Tais comportamentos se mantiveram quando foram analisados aspectos como a escolaridade e o número de empregados das firmas.
Políticas públicas, instituições e impactos socioeconômicos
Maria Caroline Rodrigues da Costa (UFV)
Ana Cecília de Almeida (UFV)
Este artigo investiga os efeitos da aposentadoria sobre as decisões intradomiciliares de oferta de trabalho no Brasil. Utilizando dados da PNAD Contínua de 2022 e explorando variações exógenas na elegibilidade à aposentadoria a partir das idades mínimas legais, implementamos um RDD fuzzy para identificar efeitos. Os resultados mostram que a aposentadoria materna aumenta em 66 pontos percentuais a probabilidade de as filhas estarem empregadas, enquanto a aposentadoria paterna não apresentou efeito significativo. Além disso, a aposentadoria das mulheres aumenta em aproximadamente 44,9 pontos percentuais a probabilidade de fornecer cuidados infantis para crianças de até cinco anos, fornecendo evidências diretas de um mecanismo de cuidado intergeracional. Destacando a importância das implicações da aposentadoria sobre políticas de cuidado e trabalho.
Luiza Nassif Pires (Unicamp)
Ana Luísa de Azevedo Cardoso (Unicamp)
Theo Diogo Pinto (Unicamp)
Em 2025, o Brasil lançou o Plano Nacional de Cuidados (PNC) em meio a cortes de gastos públicos devido ao Novo Arcabouço Fiscal. A análise orçamentária convencional baseada em agregados fiscais obscurece impactos da austeridade na provisão de cuidado. Este estudo baseia-se no 'orçamento sensível ao gênero' para defender um 'orçamento sensível ao cuidado' (OSC) que revele custos ocultos da austeridade. Analisamos dados do SIOP da última década para visibilizar gastos com cuidado. Os resultados revelam dificuldades metodológicas e institucionais para construção de um OSC, ferramenta necessária para o PNC e para uma governança fiscal feminista.
Lívio Miguel dos Santos (Cedeplar/UFMG)
Fabrício Silveira
Olívia Clemente Palmier (UFMG)
Elton Freitas (UFS)
João Prates Romero (Cedeplar/UFMG)
Gustavo Britto (Cedeplar/UFMG)
Este trabalho adapta métodos de complexidade econômica para analisar sinergias entre 257 indicadores dos ODS em 167 países (2015–2023). Propomos o índice de Desempenho Relativo (RP) como alternativa ao RCA, cujo problema de dupla relativização distorce a comparação entre países quando aplicado a indicadores já relativizados. O Espaço ODS revela uma estrutura centro-periferia, com indicadores socioeconômicos ocupando posições centrais; os ambientais e tecno-científicos, periféricas. O Índice de Sustentabilidade de Países (CSI) evidencia uma desigualdade global absoluta: países mais complexos se saem melhor em um conjunto mais amplo de indicadores. Com os resultados, propomos um framework que combina métricas de centralidade de rede e complexidade para orientar a priorização de metas inexploradas, com estudos de caso do Haiti e do Brasil.
Helder L. Ferreira-Filho (UnB)
Jefferson S. Fraga (PPGE/UFS)
Nelson H. Barbosa-Filho (FGV)
A fiscalização anticorrupção é geralmente vista como um mecanismo de fortalecimento institucional, mas seus custos macroeconômicos de curto prazo ainda são pouco compreendidos. Este artigo analisa a recessão brasileira pós-2014 a partir da Operação Lava Jato, combinando controle sintético e projeções locais trimestrais baseadas em novos índices de saliência informacional. As estimativas por controle sintético indicam perdas de 5-7% no PIB per capita em relação ao contrafactual. As projeções locais sugerem perdas menores, de 2-3%, sob especificação com investimento. A evidência indica que a Lava Jato contribuiu para a recessão, via investimento menor, projetos atrasados, crédito restrito e realocação frágil.
Moradia, território urbano e desigualdades socioespaciais
Ana Luiza Nabuco (Cedeplar/UFMG)
Luiz A. Paixão (IBGE)
Marcelo de B. Brandão
Renan P. Almeida (Cedeplar/UFMG)
Este artigo estima, pioneiramente, a evasão fiscal de rendas de aluguéis residenciais no Brasil, tema relevante diante das transformações no mercado imobiliário e aumento de famílias inquilinas. A partir do cruzamento inédito de dados da Receita Federal, Censo e POF, mensuram-se índices de sonegação fiscal e informalidade contratual. Os resultados mostram níveis elevados de evasão, com forte heterogeneidade regional, mais intensa nas capitais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste e no interior. A evasão revela nova faceta da informalidade econômica, enquanto a concentração de renda e o alto potencial de arrecadação indicam impactos distributivos e fiscais relevantes.
Layla Leandra Grigorio Parreiras Seabra (Cedeplar/UFMG)
Sibelle Diniz (Cedeplar/UFMG)
João Tonucci (Cedeplar/UFMG)
Este estudo investiga as interseções entre gênero, renda e moradia nas Habitações de Interesse Social (HIS) de Belo Horizonte, visando compreender como as mulheres ali residentes gerenciam suas condições de vida e de trabalho em meio às limitações impostas pelo capitalismo na periferia. A pesquisa baseou-se, fundamentalmente, em entrevistas com moradoras de HIS atuantes nas lutas pela moradia popular digna. Ao explorar as práticas econômicas alternativas que emergem nas HIS, discute-se como essas outras formas de organização contribuem para superar barreiras socioeconômicas enfrentadas por essas mulheres, ressaltando sua importância no contexto das políticas públicas de moradia.
Sandro Pereira Silva (IPEA)
Rafael Saulo Marques Ribeiro (Cedeplar/UFMG)
Ezequiel Henirique Rezende (Cedeplar/UFMG)
Este artigo investiga os efeitos dinâmicos das contratações do Programa
Minha Casa Minha Vida (MCMV) sobre o mercado de trabalho formal em microrregiões brasileiras
no período 2010–2023. Utilizando projeções locais em painel com efeitos fixos, o estudo busca
mapear a trajetória temporal da resposta do emprego formal e da massa salarial a choques de
crédito habitacional subsidiado. Os resultados indicam efeitos contemporâneos positivos mais
concentrados na construção civil, acompanhados de respostas defasadas e graduais sobre emprego
total e massa salarial. Embora os achados devam ser interpretados em caráter exploratório, as
evidências sugerem que o FGTS desempenha papel relevante como mecanismo de estabilização do
financiamento habitacional e dinamização econômica regional.
Ariel Pollo Ballerini (UFPR)
João Pedro Revoredo Pereira da Costa (Cedeplar/UFMG)
Terciane Sabadini Carvalho (UFPR)
Este trabalho investiga o impacto do Plano ABC sobre a sustentabilidade da produção agrícola brasileira. Para tanto, utiliza-se a metodologia de controle sintético, tradicionalmente utilizada para avaliações de impacto em estudos de caso. Foram estimadas duas curvas contrafactuais para fins de robustez. Os resultados do primeiro exercício sugerem que valor adicionado agrícola por milhão de CO2 emitido do Brasil foi, em média, 35,5% menor do que teria sido se não tivesse ocorrido o Plano. No segundo, a perda média estimada seria de 32,5%.
Gestão municipal, capacidade institucional e políticas setoriais
Regiane Lopes Rodrigues (UFU)
Carlos César Santejo Saiani (UFU)
A concessão de um serviço público reduz receitas tarifárias e o escopo de atuação dos governos locais. Assim, pode gerar efeitos fiscais: pelas despesas, melhorar ou piorar a “qualidade” do gasto público, a depender das funções às quais as possíveis sobras de recursos são alocadas; pelas receitas, induzir a busca por outros recursos para compensar a redução de receitas de serviços. Este estudo investigou tais efeitos nas concessões de serviços de saneamento em municípios brasileiros com dados municipais de 2000 a 2021. Os resultados apontaram ausência de efeitos na “qualidade” dos gastos municipais e estímulo a um maior esforço fiscal.
Daniela Goes Paraiso Lacerda (FJP)
Tammara Drummond Mendes (FJP)
Daniele Oliveira Xavier (FJP)
Camila Campos da Cruz (FJP)
Mauro César da Silveira (FJP)
Matheus Henrique dos Santos Mapa (FJP)
O Novo Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026/2020) condiciona o acesso a recursos federais à comprovação de planejamento, regulação independente e sustentabilidade financeira, com prazo de adequação até 2033. Este artigo analisa os desafios de Departamentos Municipais de Água e Esgoto (DMAEs) e Serviços Autônomos de Água e Esgoto (SAAEs) de pequeno porte frente a essas exigências. O estudo identifica que, para contornar legislações obsoletas e limites fiscais, autarquias recorrem a estratégias de risco, gerando novos passivos de governança. Conclui-se que o alcance da meta de 2033 está em risco para os municípios de pequeno porte.
Carla Cristina Rosa de Almeida
Cláudia Regina Heck
Fábio Nobuo Nishimura
O artigo examina como fatores institucionais municipais afetam a execução dos recursos da Lei Paulo Gustavo (LPG). Utilizando pareamento por escore de propensão (PSM), analisam-se dois determinantes: a qualidade da gestão fiscal (IFGF) e a institucionalização do CPF da Cultura (Conselho, Plano e Fundo). Municípios com boa gestão fiscal executam até 5,6 p.p. a mais dos recursos, enquanto aqueles com CPF da Cultura instituído apresentam associação de até 80 p.p. com maior execução. Os achados são robustos a variações ideológicas, econômicas e fiscais, evidenciando que o fortalecimento institucional local é condição necessária para a efetividade de políticas culturais federativas.
Alana dos Reis Alves (UFC)
Guilherme Irffi (UFC)
Maitê Rimekka Shirasu (UFC)
Isabella Maria Coelho Veloso
Este artigo analisa a sensibilidade orçamentária para a primeira infância em Fortaleza, Ceará (2022-2024), avaliando a alocação e a execução financeira das ações para essa faixa etária, para aperfeiçoar metodologias de monitoramento. Realizou-se pesquisa qualitativa documental baseada nas Leis Orçamentárias Anuais e Relatórios do Orçamento Primeira Infância. A metodologia codificou despesas por classificações orçamentárias na granularidade de subproduto, distinguindo gastos exclusivos e não exclusivos. Os resultados indicam aumento expressivo dos recursos destinados à primeira infância, mas revelam desafios na execução e rastreamento transversal. Conclui-se que há avanços na alocação orçamentária, sendo necessário aperfeiçoar mecanismos de rastreabilidade, padronização e controle.
Agenda Transnacional: Meio Ambiente, Migrações e Gênero
Tânia Maria Ferreira de Souza
Este artigo pretende compreender as razões por que países ricos em recursos naturais (como o Brasil) permanecem como fornecedores de matéria-prima, enquanto países industrializados detêm as etapas de maior valor agregado (tecnologia, refino, componentes). Pretende-se avaliar esta vocação histórica para exportador de commodities, desde a economia colonial, apoiada no açúcar e na mineração aurífera, até finais do século XVIII, e no século XIX, com o café. Pretende-se analisar se esta herança colonial repete-se, atualmente, com o protagonismo dos minerais críticos, em face dos desafios da transição energética e da corrida por insumos estratégicos, e o quanto este “novo colonialismo”, fragiliza a economia dos países em desenvolvimento, ampliando o gap com os centros tradicionalmente detentores das cadeias globais de valor.
Ricardo Manuel Martinez Bello (UFMG)
Gisela P. Zapata (Cedeplar/UFMG)
Este artigo analisa a governança da migração venezuelana no Brasil (2019–2025), com foco na Operação Acolhida e no financiamento do Plano de Resposta Regional para Refugiados e Migrantes. Utiliza a abordagem de Governança Multinível de Lavenex & Piper (2021) e metodologia mista para examinar tensões entre controle, cooperação e soberania. Os resultados mostram forte dependência de recursos externos, concentrados em poucos doadores e intermediados por agências multilaterais, o que influencia prioridades e privilegia respostas emergenciais em detrimento da integração de longo prazo. Discute-se o papel crescente de bancos multilaterais e propõem-se mecanismos para reorientar o financiamento para integração sustentável efetiva.
Rosiani Aparecida Goncalves Fonseca (UFV)
Michelle Márcia Viana Martins (UFV)
Este estudo propõe o Índice de Política Comercial Climática Agrícola (IPCCA), que mensura a maturidade de políticas entre comércio, agropecuária e clima em 223 economias entre 2009 e 2024. O índice combina notificações ambientais à OMC, legislação doméstica e compromissos agroambientais em acordos regionais, ponderados por entropia de Shannon. A maturidade regulatória depende de trajetórias institucionais, não do nível de renda. O Brasil ocupa a 50ª posição, resultado que contrasta com seu peso agrícola global. O agrupamento hierárquico revela que 83% das economias concentram-se em baixa maturidade, reflexo da exclusão de países de baixa renda das redes de acordos preferenciais.
Meirieli Jheinnifer Souza (UNIFAL-MG)
Amanda Marques Brito de Souza (UNIFAL-MG)
Fernanda Mitsue Soares Onuma (UNIFAL-MG)
Gabriel Rodrigo Gomes Pessanha (UNIFAL-MG)
O estudo investiga a produção científica sobre mulheres refugiadas à luz da Teoria da
Reprodução Social (TRS) entre 2020 e 2025. A pesquisa utiliza-se de uma análise bibliométrica
realizada com auxílio do RStudio e do pacote Bibliometrix, a partir de dados indexados nas bases
Web of Science, Scielo e Scopus. Os resultados indicam crescimento da produção científica sobre
mulheres refugiadas, com predominância de estudos desenvolvidos no Norte Global e forte
concentração temática em direitos humanos, gênero e deslocamentos forçados. Apesar da
ampliação de abordagens interseccionais, os estudos fundamentados explicitamente na TRS ainda
são escassos e emergentes
Governança Global, Geopolítica e Multilateralismo
Giorgio Michalopoulos (Cedeplar/UFMG)
Andrea Califano (UFBA)
Este artigo, baseado em um debate acadêmico sobre os BRICS na Universidade Federal da Bahia, analisa a trajetória dos BRICS, que sai de uma agenda reformista no sistema econômico global para uma força geopolítica na ordem multipolar. Inicialmente oposto à hegemonia dos EUA, o grupo adotou uma visão pragmática da globalização, reforçando a solidariedade Sul-Sul e estabelecendo-se como um contrapeso às potências tradicionais.
Marina Soares Marinho (UFMG)
Taiguara Melo Tupinambás (Cedeplar/UFMG)
Sarah Dapieve Grossi (UFMG)
Este artigo analisa a estratégia "Inteligência Artificial+" do Estado chinês como enunciado performativo: uma declaração que não descreve o futuro, mas começa a produzi-lo ao ser enunciada. Articulando performatividade dos enunciados econômicos, lógica do Estado desenvolvimentista e coordenação focal, argumenta-se que a Opinião do Conselho de Estado de agosto de 2025 opera como dispositivo de fabricação do futuro: ao estabelecer metas para 2027, 2030 e 2035, resolve falhas de coordenação e institui trajetórias antes de qualquer resultado empírico. Examina-se ainda a competição assimétrica entre o enunciado chinês e o nexo big tech–governo Trump, identificando a inteligência incorporada como eixo competitivo decisivo.
João Telésforo (Made)
Guilherme Klein (Made)
Este artigo examina as tensões entre o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM) europeu e os regimes internacionais do clima e do comércio, com especial atenção a seus impactos econômicos potenciais sobre países do Sul Global e ao seu significado na disputa pela arquitetura internacional da governança climática. Argumenta-se que o CBAM: (i) aprofunda o esvaziamento do princípio de justiça climática das “responsabilidades comuns, porém diferenciadas” (CBDR) e a crise do multilateralismo climático; (ii) prioriza a proteção à indústria europeia em detrimento das preocupações ambientais; (iii) impõe unilateralmente uma metodologia de mensuração de emissões e um paradigma de política climática centrado na precificação direta do carbono. Discute-se, por fim, a proposta brasileira de Coalizão de Mercados de Carbono.
Ana Paula Guidolin (Unicamp)
O artigo analisa a trajetória do G20 como expressão das transformações da ordem
econômica internacional contemporânea. Argumenta-se que o fórum surgiu após as
crises financeiras dos anos 1990 como resposta aos limites da governança centrada no
G7 e se consolidou após a crise de 2008 como principal espaço de coordenação
macroeconômica global. Entretanto, a evolução posterior do G20 revela o avanço da
fragmentação econômica e geopolítica, marcada por disputas tecnológicas, políticas
industriais, crise climática e reconfiguração das cadeias globais de valor. Conclui-se que,
diferente de uma desglobalização, está em curso um novo padrão de globalização e
governança internacional.
Comércio e Integração Regional
Cássio da Silva Brum (UFSM)
Daniel Arruda Coronel (UFSM)
José Luis Oreiro (UnB)
This article analyzed the impact of Foreign Direct Investment (FDI) on the competitiveness of high- and medium-technology exports in Latin America and the Caribbean (2002–2021) using the Autoregressive Distributed Lag. The empirical results revealed a non-linear relationship between the effects of FDI on export competitiveness and the per capita income level of the countries. This dynamic is due to the greater absorptive capacity of technologies entering through this channel (FDI) in countries with higher per capita income levels, as they have more consolidated, mature, and competitive companies. In contrast, low-income countries may have their companies displaced from the market.
Paula Mendes Vitoria (UFRJ)
Fágner João Maia Medeiros (Cedeplar/UFMG)
Stefan Wilson D’amato (UFPA)
Este artigo avalia os possíveis efeitos de longo prazo do Acordo de Parceria Mercosul–União Europeia sobre a estrutura produtiva brasileira, à luz do estruturalismo latino-americano. A partir da análise do comércio industrial, segundo a classificação tecnológica ISIC Rev. 3 da OCDE, atualizamos os padrões de inserção internacional do Brasil em suas relações com a União Europeia e o Mercosul. Como resultado, identificamos que as relações com a UE permanecem marcadas por assimetrias estruturais e que o Acordo, embora possa produzir ganhos no curto prazo, tende, no longo prazo, a aprofundar o padrão brasileiro de especialização produtiva.
Marta Castilho (UFRJ)
O artigo analisa a evolução da integração regional na América do Sul entre 2000 e 2024. Embora a integração regional ocupe há décadas um papel central nas reflexões estruturalistas latino-americanas sobre desenvolvimento e siga sendo considerada estratégica para ampliar a competitividade internacional da região e reduzir sua vulnerabilidade externa, os níveis de integração sul-americanos permanecem baixos. Os resultados mostram que o comércio intrarregional apresentou trajetória instável ao longo do período, marcada por ciclos de expansão e retração, culminando, em última instância, em uma queda de mais de 10 pontos percentuais na participação do comércio intrarregional da América do Sul.
Thaiza Aparecida Alves (UNIFAL-MG)
Este estudo investigou as fraturas teóricas e continuidades epistêmicas na produção científica contemporânea, analisando as transformações paradigmáticas e a volatilidade conceitual dos modelos teóricos atuais. A pesquisa qualitativa utilizou revisão bibliográfica sistemática nas bases SciELO e Scopus, considerando artigos publicados entre 2021 e 2026. Os resultados evidenciaram divergências epistemológicas ocultadas por aparentes consensos, além da fragmentação dos eixos temáticos. Concluiu-se que os modelos teóricos tradicionais apresentam limitações frente à complexidade contemporânea.